Coluna Minas Gerais
Pecuaristas do Norte de Minas investem em leilões
FAEMG SENAR | Divulgação
Uma das regiões de Minas Gerais com maior número de bovinos — mais de 2,5 milhões de cabeças —, o Norte do estado tem conquistado novos mercados com a evolução genética e a qualidade da criação. O trabalho nas propriedades conta com o apoio do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), que contribui diretamente para o planejamento das pequenas e médias fazendas dedicadas à bovinocultura. Nesses locais, os produtores têm se especializado em mapeamento de mercado, atuando com eficiência na compra e venda de animais em leilões e feiras.
Em São Francisco, o produtor rural José Alvino Pinto Vieira prepara, mensalmente, novos lotes para comercialização. A fazenda, que antes era voltada à produção de leite, passou por uma transformação nos últimos anos: houve padronização do rebanho, melhoria das pastagens, análises de solo e adoção de técnicas de adubação — tudo voltado para garantir a entrega de animais de alta qualidade ao mercado.
“Já tem de quatro a cinco anos que eu faço a recria. Adquiro os bezerros nos leilões com média de cinco arrobas e meia, e levamos até 10 arrobas, no máximo 11, para a venda ao criador que vai fazer a terminação”, explica José Alvino.
Outro exemplo vem de Eduardo José Vieira Júnior, que identificou nos leilões uma boa oportunidade de negócio. Ao lado do técnico de campo do ATeG, ele montou uma estratégia para aproveitar o calendário das feiras de animais com maior precisão.
“Antes a gente não tinha período certo para colocar os animais em reprodução. Agora definimos o período de monta já visualizando o leilão, planejamos o cruzamento no momento em que o capim já está verde. Hoje, os leilões representam uma parcela significativa da renda da fazenda”, afirma o produtor.
Coluna Minas Gerais
Sucessão em MG tem embate entre vice governador e presidente da AMM
AMM | Divulgação
O cenário da sucessão ao Governo de Minas Gerais ganhou novos contornos após um embate público entre o vice-governador Mateus Simões e o presidente da Associação Mineira de Municípios e prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão. Ambos são citados nos bastidores como possíveis nomes na disputa pela sucessão do governador Romeu Zema.
O embate teve início após críticas envolvendo a colaboração das prefeituras no custeio de serviços que são de responsabilidade do Estado, especialmente na área da segurança pública. Em publicação nas redes sociais, o vice-governador ironizou a atuação do município de Patos de Minas nesse apoio.
| O vice-governador afirmou que, após reclamações do prefeito, determinou o cancelamento de todo o apoio que a prefeitura oferecia à Polícia Militar no município, alegando que, após verificação, essa colaboração se limitava à cessão de dois estagiários.
A declaração provocou reação imediata de Falcão, que contestou a versão apresentada e ampliou o tom do debate, trazendo a discussão para a realidade enfrentada pelos municípios do interior.
| O prefeito lamentou a postura do vice-governador e afirmou que ela demonstra desconhecimento sobre o cotidiano das cidades fora da capital. Segundo ele, os municípios convivem diariamente com os desafios enfrentados pela polícia estadual, como baixo efetivo e falta de equipamentos adequados. Em Patos de Minas, a prefeitura mantinha 13 servidores cedidos à Polícia Civil, além do pagamento de aluguel e da disponibilização de estrutura física. Para Falcão, minimizar esse apoio significa desconsiderar e ridicularizar o interior de Minas, que concentra cerca de 80% da população e tem papel central na dinâmica econômica do estado.
O episódio evidencia o acirramento do debate político em torno da sucessão estadual e reforça o protagonismo do municipalismo no discurso de possíveis pré-candidatos. A troca de críticas públicas também expõe tensões históricas entre Estado e municípios quanto à divisão de responsabilidades e recursos, tema recorrente na agenda política mineira.
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