Coluna Minas Gerais
Prefeituras mineiras terão R$ 500 milhões no Edital BDMG Municípios 2026 para financiar infraestrutura e sustentabilidade
Maior volume da história do programa amplia projetos financiáveis e permite adesão antes da definição do investimento
As prefeituras de Minas Gerais terão acesso a R$ 500 milhões em crédito por meio do Edital BDMG Municípios 2026, lançado nesta semana pelo Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais. O volume é o maior já disponibilizado na história do programa e representa um aumento de 25% em relação à edição de 2025. Os gestores municipais têm até 20 de março para aderir ao edital.
- Ampliação de projetos e mais autonomia aos municípios
Entre as principais novidades do Edital 2026 está a ampliação do leque de projetos financiáveis nas áreas de infraestrutura e sustentabilidade. Pela primeira vez, os prefeitos poderão aderir ao edital antes mesmo de definir o projeto específico, o que oferece mais flexibilidade para planejar investimentos de acordo com as prioridades locais.
- Condições facilitadas de financiamento
Os financiamentos contam com prazos de até dez anos para pagamento, incluindo 18 meses de carência. A taxa de juros é unificada e acessível para todos os itens financiáveis, a partir de 0,47% ao mês, acrescida da Selic, o que garante previsibilidade e melhores condições para o planejamento financeiro das administrações municipais.
- Contratação digital e acesso simplificado
A contratação do crédito poderá ser feita de forma 100% digital, diretamente pelo site do BDMG, o que agiliza os processos e reduz a burocracia para os municípios. Todas as informações detalhadas sobre o Edital BDMG Municípios 2026 estão disponíveis em bdmg.mg.gov.br.
Com o novo edital, o BDMG reforça seu papel estratégico no apoio ao desenvolvimento dos municípios mineiros, estimulando investimentos estruturantes, melhoria dos serviços públicos e ações voltadas à sustentabilidade e à modernização da gestão local.
Coluna Minas Gerais
Sigma Lithium anuncia retomada das atividades de mineração na Mina 1, no Vale do Jequitinhonha
Sigma Lithium | Divulgação
Operação volta conforme cronograma, com mais de 600 profissionais atuando no local e foco em eficiência, segurança e sustentabilidade
A Sigma Lithium Corporation anunciou a retomada das atividades de mineração na Mina 1, localizada no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, conforme o cronograma previamente estabelecido. A operação marca a conclusão do processo de reestruturação conduzido ao longo do quarto trimestre de 2025 e envolve, atualmente, mais de 600 pessoas atuando diretamente no local.
A retomada ocorre após uma reorganização completa das atividades de mineração, liderada pela equipe técnica da Companhia, responsável pelo planejamento, coordenação e execução das frentes operacionais. O processo incluiu a gestão de prestadores de serviços especializados em perfuração e detonação, além da mobilização de mão de obra regional formada por operadores e motoristas de equipamentos de mineração.
O principal objetivo da reestruturação foi elevar os padrões de segurança e eficiência operacional e triplicar a capacidade histórica de movimentação de material. Para isso, a Companhia incorporou uma frota ampliada de equipamentos fora de estrada, dimensionada para atender ao aumento da capacidade produtiva da Planta Industrial Greentech e assegurar a regularidade do fornecimento de minério às operações industriais.
A reestruturação foi financiada, em parte, pelo desempenho comercial do concentrado fino de óxido de lítio de baixo teor e alta pureza, produzido pela Planta Industrial Greentech com empilhamento a seco. As vendas desse material passaram a gerar receitas relevantes e contribuíram para fortalecer o fluxo de caixa da Companhia. Como referência, a aplicação do preço de US$ 140 por tonelada sobre um estoque estimado em 950 mil toneladas poderia equivaler, em geração de receita, à venda de aproximadamente 70 mil toneladas do concentrado principal de óxido de lítio de alta qualidade, ao preço de US$ 1.800 por tonelada — volume correspondente a cerca de três meses de produção da planta.
Além disso, a Sigma Lithium contou com o suporte financeiro contínuo de seus principais clientes estratégicos e financiadores globais, que disponibilizaram garantias contratuais e linhas de capital de giro vinculadas à produção futura, totalizando 70,5 mil toneladas. Esse apoio reduziu a necessidade de captação adicional de recursos e reforçou a estrutura financeira da operação.
A nova estrutura de mineração foi projetada para sustentar o aumento de escala planejado para os próximos 12 meses, em paralelo à retomada da construção e ao comissionamento da Fase 2 da Planta Industrial Greentech, alinhados à crescente demanda global por lítio destinado à produção de baterias elétricas.
A retomada das atividades segue um plano faseado de mobilização de equipamentos. Inicialmente, são utilizados equipamentos de terceiros, seguidos pela incorporação gradual de ativos sob regime de leasing, em conformidade com o sequenciamento da mina e os protocolos de segurança. A estratégia garante uma retomada controlada ao longo do primeiro trimestre de 2026, com fornecimento progressivo de volumes crescentes de minério à Planta Industrial Greentech, que permaneceu em operação durante o período de reestruturação, processando estoques estratégicos previamente extraídos e rejeitos secos.
A Companhia informou que divulgará sua projeção consolidada de produção para o exercício de 2026 após a estabilização plena das operações de mineração, prevista ainda para o primeiro trimestre de 2026, quando a mina atingir sua capacidade operacional total.
- Modelo de baixo custo e geração de caixa
As projeções apresentadas pela Sigma Lithium indicam a robustez do modelo operacional de baixo custo da Companhia, mesmo em cenários de volatilidade de preços do lítio. As estimativas consideram diferentes volumes de produção para a Fase 1 e para as Fases 1 e 2 combinadas, além de distintos ambientes de preços, reforçando a capacidade de geração de caixa sustentável ao longo dos próximos anos.
| A CEO e co-presidente do Conselho de Administração, Ana Cabral, destacou que a reestruturação das operações reforça o compromisso da Companhia com segurança, disciplina operacional e eficiência em um cenário marcado pela volatilidade observada em 2025. Segundo ela, a modernização das operações permitirá capturar plenamente os ganhos de capacidade implementados na Planta Industrial Greentech e ampliar margens de forma sustentável.
| Ana Cabral também ressaltou que a retomada das atividades dentro do prazo previsto reflete o empenho de mais de 600 profissionais no Vale do Jequitinhonha, em alinhamento com as equipes financeiras e comerciais globais. A executiva destacou ainda o apoio contínuo de clientes, financiadores e de órgãos reguladores, como a Agência Nacional de Mineração, o Ministério de Minas e Energia e o Governo de Minas Gerais, no compromisso com o desenvolvimento sustentável da região.
- Informações técnicas e responsabilidade profissional
As informações técnicas divulgadas são de responsabilidade de Alexandre Rodrigues Cabral, engenheiro e membro da Ordre des Ingénieurs du Québec, que atua como Diretor da Sigma Lithium e presidente do Comitê Técnico da Companhia. Ele é reconhecido como Pessoa Qualificada nos termos da norma NI 43-101, conforme sua formação acadêmica, experiência profissional e afiliação institucional.
Com a retomada das operações e a consolidação do modelo de baixo custo, a Sigma Lithium reforça sua posição estratégica na cadeia global de suprimentos de baterias elétricas, combinando eficiência operacional, responsabilidade socioambiental e geração de valor de longo prazo.

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