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Água Santa elimina o Bragantino e pega o Palmeiras na final do Paulistão

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O Água Santa venceu o Bragantino nesta segunda-feria (20.03), e será o adversário do Palmeiras na final do Paulistão 2023. A classificação veio após empate por 1 a 1 no tempo normal com o Red Bull Bragantino e vitória nos pênaltis por 4 a 2, na Vila Belmiro, em Santos, em jogo único da semifinal do Estadual.

É a primeira vez que o time de Diadema chega à disputa de título paulista. O resultado garantiu vaga no calendário nacional do ano que vem, quando disputará a Série D do Campeonato Brasileiro.

Com bola rolando, o Red Bull Bragantino precisou de apenas sete minutos para abrir o placar. Andrés Hurtado recebeu livre na direita, foi até a linha de fundo e cruzou para Alerrandro. O centroavante finalizou de letra, a bola tocou na trave, no goleiro Ygor Vinhas e parou no fundo das redes.

Apesar do gol sofrido, o Água Santa não se abateu e fez jogo de igual para igual com o Red Bull Bragantino. E quase empatou aos 11, quando Lucas Tocantins deu ótimo passe para Bruno Mezenga, que acabou travado por Juninho Capixaba. No minuto seguinte, Igor Henrique tentou de fora da área.

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Aos poucos o Água Santa cresceu na partida e encontrou espaços na defesa adversária. De pé em pé, aos 27, Rodrigo Sam encontrou Bruno Mezenga e o atacante encheu o pé, contudo, o goleiro Cleiton fez defesa segura no centro do gol e manteve a vantagem de um gol até o intervalo.

No segundo tempo, foi a vez do Água Santa precisar de poucos minutos para balançar as redes. Logo aos cinco, o goleiro Cleiton driblou Bruno Mezenga, mas entregou a bola nos pés de Lucas Tocantins, que passou por ele e concluiu para o gol vazio.

O empate deixou a partida muito disputada e aberta. Só que o Água Santa viu o zagueiro Rodrigo Sam perder a cabeça ao agredir Artur, do Red Bull Bragantino, e ser expulso aos 20 minutos.

Só que o time de Bragança Paulista não soube aproveitar a superioridade numérica e também teve jogador expulso aos 29 minutos, quando o volante Matheus Fernandes recebeu o segundo amarelo e consequentemente o vermelho. Com dez de cada lado, o confronto ficou truncado e terminou empatado, forçando as cobranças de pênaltis.

Nas penalidades, o Água Santa venceu o Red Bull Bragantino por 4 a 2. O time de Diadema desperdiçou apenas uma cobrança, enquanto o de Bragança Paulista errou duas vezes e viu a vaga na decisão ficar com o adversário.

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Ficha técnica

Água Santa 1 x 1 Red Bull Bragantino

Torneio: Semifinal do Campeonato Paulista

Local: Vila Belmiro, em Santos (SP)

Data e hora: 20 de março de 2023, às 21h (de Brasília)

Árbitro: Raphael Claus

Auxiliares: Danilo Ricardo Simon e Neuza Ines Back

VAR: Daiane Muniz

Público: 11.507 torcedores Renda: 373.290,00

Gols: Alerrandro, aos 8 minutos da primeira etapa, e Lucas Tocantins, aos 5 do segundo tempo

Cartões amarelos: Igor Henrique (AGS), Matheus Fernandes (RBB), Thiaguinho (AGS), Lucas Cunha (RBB), Patrick Brey (AGS), Artur (RBB)

Cartões vermelhos: Rodrigo Sam (AGS) e Matheus Fernandes (RBB)

Água Santa: Ygor Vinhas; Reginaldo, Didi, Rodrigo Sam e Gabriel Inocêncio; Thiaguinho (Marcondes), Igor Henrique (Júnior Todinho), Luan Dias; Bruno Xavier (Cristiano), Lucas Tocantins (Ronald) e Bruno Mezenga. Técnico: Thiago Carpini

RB Bragantino: Cleiton; Hurtado, Lucas Cunha, Natan e Juninho Capixaba; Matheus Fernandes, Gustavinho (Jadsom) e Eric Ramires (Bruno Praxedes); Artur, Bruninho (Sorriso) e Alerrandro (Thiago Borbas). Técnico: Pedro Caixinha.

Fonte: Agência Esporte

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Marcos Roberto Bueno Vilela recebe reconhecimento como Mestre de Capoeira após 28 anos dedicados à arte

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POR ALEX CAVALCANTE GONÇALVES
No dia 20 de novembro de 2025, data marcada nacionalmente pela valorização da cultura afro-brasileira, Alpinópolis e Cássia testemunharam um momento histórico para a capoeira no Sul de Minas: Marcos Roberto Bueno Vilela, filho de Cássia e morador de Alpinópolis desde 2015, foi oficialmente reconhecido como Mestre de Capoeira por seu mestre de origem, Mestre Serginho, e pela comunidade cassiense.

Nascido em 1984, Marcos iniciou sua jornada na capoeira aos 13 anos, em Cássia, sob a orientação de Mestre Serginho. Desde então, trilhou um caminho de disciplina, respeito, resistência cultural e dedicação absoluta à arte que carrega até hoje como missão de vida.

Ao mudar-se para Alpinópolis, em 2015, começou a ministrar aulas na garagem de sua própria casa — um espaço simples, mas que se tornou o berço de dezenas de novos capoeiristas. Com o tempo, seu trabalho cresceu, ganhou apoio da comunidade e evoluiu para aulas em academias da cidade. Atualmente, Marcos mantém um projeto social voluntário na quadra da APE, onde treina diversos alunos de todas as idades, oferecendo inclusão, educação e cultura através da capoeira.

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Sua dedicação levou alunos a participarem de batizados, apresentações e campeonatos em toda a região, trazendo para Alpinópolis troféus e medalhas de primeiro lugar, prova do resultado transformador de um trabalho feito com amor e propósito.

A celebração de seu reconhecimento reuniu grandes nomes da capoeira do Sul de Minas e regiões próximas, como Mestre Beto (Franca), Mestre Elias (Patrocínio Paulista), Mestre Kam (Itaú de Minas), Professor Domenico (Carmo do Rio Claro), Contramestre Borracha (Franca), Contramestre Luiz (Itaú de Minas), entre vários outros mestres, professores e contramestres que prestigiaram a homenagem.

Mas a trajetória de Marcos ganha um novo capítulo: no dia 6 de dezembro de 2025, ele será oficialmente apresentado ao Grupo de Capoeira Nosso Senhor do Bonfim, fundado pelo Grão-Mestre Reginaldo Santana, durante evento em Passos. O encontro contará ainda com a presença especial de Mestre Luizinho, filho do lendário Mestre Bimba, criador da capoeira regional — um dos maiores nomes da história da capoeira no Brasil.

Em suas palavras, Marcos resumiu a emoção desta conquista:

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“Só tenho a agradecer a todos que contribuíram de alguma forma para que, depois de 28 anos de dedicação à arte da capoeira, eu concluísse mais uma etapa na minha vida. Obrigado à minha cidade natal, Cássia, e à cidade que me acolheu, Alpinópolis. Essa conquista é de todos vocês também.”

A trajetória de Marcos segue como exemplo vivo de que a capoeira transforma, educa, une e faz florescer talentos. Seu reconhecimento como Mestre coroa quase três décadas de compromisso com a preservação dessa herança cultural brasileira — e abre portas para muitos outros jovens que, através dele, encontram na capoeira um caminho de disciplina, identidade e esperança.

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