ESPORTES
Croácia vence Marrocos e conquista terceiro lugar da Copa do Mundo do Catar
Não faltou vontade dos dois lados de campo, mas foi a Croácia quem terminou a Copa do Mundo no pódio. Na disputa pelo terceiro lugar, os croatas derrotaram o Marrocos por 2 a 1 no Estádio Internacional Khalifa e conquistaram a medalha de bronze. Os gols europeus foram marcados por Josko Gvadiol e Mislav Orsic. Achraf Dari descontou para os marroquinos.
Dias depois de lidarem com a decepção da queda na semifinal, Croácia e Marrocos aprenderam a limpar as feridas para batalhar pelo terceiro lugar. As duas equipes forama campo com formações bem modificadas, mas conseguiram marcar gols logo no começo da partida.
Aos 7 minutos, Josko Gvardiol completou bem uma grande jogada ensaiada para colocar a Croácia na frente. Menos de dois minutos depois, foi a vez de Achraf Dari aproveitar a indefinição da defesa croata em bola alçada à área e deixar tudo igual.

Pouco antes do intervalo, Mislav Orsic do Dínamo Zagreb fez um golaço. Aos 42 minutos, o atacante recebeu uma bola na ponta esquerda da área do Marrocos, bateu com categoria e tirou qualquer chance de defesa do goleiro Yassine Bounou.
Esta foi apenas a segunda vitória da Croácia em 90 minutos nesta Copa do Mundo. Além do Marrocos, o time também superou o Canadá na fase de grupos. Com o triunfo, a Croácia ficou em terceiro lugar na Copa do Mundo pela segunda vez em sua história.
No Mundial de 1998, a seleção europeia também foi eliminada na semifinal e superou a Holanda na disputa pelo terceiro lugar. Contando o vice-campeonato na Rússia-2018, são três subidas ao pódio para o país palcânico.
O Marrocos, por sua vez, encerra a Copa do Mundo com a melhor campanha de um país africano na história da Copa do Mundo.
Momento-chave

Com o jogo empatado, coube a Marko Livaja criar uma oportunidade para o gol da Croácia. O atacante carregou a bola pelo meio e só rolou para Mislav Orsic. O chute de chapa fez curva e matou o goleiro Bono, que se esticou todo, mas teve que buscar a bola no fundo das redes. Aos 42 minutos, a Croácia voltava à frente do placar, com um golaço.
Número

Mesmo com a derrota, o Marrocos sai do Qatar com uma grande história para contar. A seleção ficou em quarto lugar e terminou o Mundial com a melhor colocação de um país africano em todos os tempos.
O que eles disseram
“Futebol faz as pessoas sonharem, especialmente as crianças. Nós permitimos que elas sonhassem, que mantivessem esse sonho vivo. Agora elas podem sonhar em ser jogadores e jogarem a Copa do Mundo. Isso não tem preço. Significa mais do que vencer qualquer partida. “
Walid Regragui, técnico do Marrocos

“Pode ser meu último jogo em uma Copa do Mundo, mas não posso falar nada. Mas claro, estou muito feliz com toda a minha carreira na Croácia. Ganhar duas medalhas é muito importante. Meu sonho era vencer a Copa, não aconteceu, mas estou muito feliz, confirmamos que a Croácia tem um grande tempo, com um futuro muito bom pela frente e temos que continuar.” Luka Modric, capitão da Croácia
craque do jogo

Um belo capítulo final para uma grande Copa do Mundo. No último jogo do seu primeiro Mundial, o zagueiro Josko Gvadiol abriu o placar para a Croácia, mostrou a firmeza de sempre na defesa e levou, além do bronze, o Budweiser Player of the Match.
Fonte: Agência Esporte
ESPORTES
Marcos Roberto Bueno Vilela recebe reconhecimento como Mestre de Capoeira após 28 anos dedicados à arte

POR ALEX CAVALCANTE GONÇALVES
No dia 20 de novembro de 2025, data marcada nacionalmente pela valorização da cultura afro-brasileira, Alpinópolis e Cássia testemunharam um momento histórico para a capoeira no Sul de Minas: Marcos Roberto Bueno Vilela, filho de Cássia e morador de Alpinópolis desde 2015, foi oficialmente reconhecido como Mestre de Capoeira por seu mestre de origem, Mestre Serginho, e pela comunidade cassiense.
Nascido em 1984, Marcos iniciou sua jornada na capoeira aos 13 anos, em Cássia, sob a orientação de Mestre Serginho. Desde então, trilhou um caminho de disciplina, respeito, resistência cultural e dedicação absoluta à arte que carrega até hoje como missão de vida.
Ao mudar-se para Alpinópolis, em 2015, começou a ministrar aulas na garagem de sua própria casa — um espaço simples, mas que se tornou o berço de dezenas de novos capoeiristas. Com o tempo, seu trabalho cresceu, ganhou apoio da comunidade e evoluiu para aulas em academias da cidade. Atualmente, Marcos mantém um projeto social voluntário na quadra da APE, onde treina diversos alunos de todas as idades, oferecendo inclusão, educação e cultura através da capoeira.
Sua dedicação levou alunos a participarem de batizados, apresentações e campeonatos em toda a região, trazendo para Alpinópolis troféus e medalhas de primeiro lugar, prova do resultado transformador de um trabalho feito com amor e propósito.
A celebração de seu reconhecimento reuniu grandes nomes da capoeira do Sul de Minas e regiões próximas, como Mestre Beto (Franca), Mestre Elias (Patrocínio Paulista), Mestre Kam (Itaú de Minas), Professor Domenico (Carmo do Rio Claro), Contramestre Borracha (Franca), Contramestre Luiz (Itaú de Minas), entre vários outros mestres, professores e contramestres que prestigiaram a homenagem.
Mas a trajetória de Marcos ganha um novo capítulo: no dia 6 de dezembro de 2025, ele será oficialmente apresentado ao Grupo de Capoeira Nosso Senhor do Bonfim, fundado pelo Grão-Mestre Reginaldo Santana, durante evento em Passos. O encontro contará ainda com a presença especial de Mestre Luizinho, filho do lendário Mestre Bimba, criador da capoeira regional — um dos maiores nomes da história da capoeira no Brasil.
Em suas palavras, Marcos resumiu a emoção desta conquista:
“Só tenho a agradecer a todos que contribuíram de alguma forma para que, depois de 28 anos de dedicação à arte da capoeira, eu concluísse mais uma etapa na minha vida. Obrigado à minha cidade natal, Cássia, e à cidade que me acolheu, Alpinópolis. Essa conquista é de todos vocês também.”
A trajetória de Marcos segue como exemplo vivo de que a capoeira transforma, educa, une e faz florescer talentos. Seu reconhecimento como Mestre coroa quase três décadas de compromisso com a preservação dessa herança cultural brasileira — e abre portas para muitos outros jovens que, através dele, encontram na capoeira um caminho de disciplina, identidade e esperança.
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