ESPORTES
Galo supera o Juventude e encostou no G-6 do Brasileirão
O Galo venceu o Juventude por 1 a 0, na noite desta quinta-feira (27.10), em jogo válido pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, o Alvinegro segue na sétima colocação, com 51 pontos, empatado com o sexto colocado, Athletico-PR, que leva vantagem no número de vitórias.
Os comandados do técnico Cuca foram superiores em todos os quesitos durante a primeira etapa. Teve mais intensidade, posse de bola, maior número de finalizações, marcou as saídas de bola e foi para o intervalo com a vitória parcial pelo placar mínimo.

Ainda nos primeiros segundo da partida, após saída errada da equipe de Caxias, Keno ganhou de Paulo Miranda e finalizou com perigo.
Três minutos depois, Pavón, desta vez na esquerda, cruzou na pequena área. Sasha e Keno se jogaram na bola, mas não conseguiram desviar para o gol.
Na marca dos 11 minutos, jogada trabalhada na esquerda. Jair escorou de cabeça para Dodô que, na linha da pequena área, soltou um foguete para balançar as redes do Juventude.
Aos 18 minutos, Sasha ganhou da marcação e bateu colocado, buscando o ângulo esquerdo de César. A bola passou tirando tinta da trave.
O Atlético seguiu pressionando a equipe do Juventude e diminuindo espaço, principalmente no meio de campo.
A primeira oportunidade do adversário surgiu aos 32 minutos. Após cobrança de escanteio, Yuri cabeceou em direção ao pé da trave e Everson, que completou seu jogo de nº 150 com a camisa do Galo, saltou para mandar pela linha de fundo.
Dois minutos mais tarde, Dodô penetrou na área, passou pela marcação e cruzou rasteiro. Pressionado pela defesa, Pavón ainda conseguiu finalizar, mas a bola foi para fora.
O lance de maior perigo do Juventude foi aos 40 minutos. Paulo Henrique cruzou para Pitta, que acabou mandando pela linha de fundo.
O Galo voltou sem alterações para a segunda etapa. Logos aos cinco minutos, Nacho recebeu na área e sofreu falta de Paulo Henrique. Pênalti assinalado.
O próprio Nacho foi para a cobrança. César caiu para o lado esquerdo e conseguiu fazer a defesa. No rebote, Pavón finalizou e, novamente, César defendeu.
Na marca dos 19 minutos, Pitta avançou pela direita e encontrou Jadson livre. O jogador bateu cruzado e a bola passou ao lado da meta.
Em mais uma chegada da equipe alviverde, aos 38 minutos, Paulo Henrique cruzou para Rafinha finalizar, obrigando Everson a fazer grande defesa.
FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO-MG 1 x 0 JUVENTUDE
Motivo: 34ª rodada do Campeonato Brasileiro
Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data e horário: 27 de outubro de 2022, às 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Savio Pereira Sampaio (FIFA/DF)
Auxiliares: Daniel Henrique da Silva Andrade (DF) e Fernanda Kruger (MT)
VAR: Adriano de Assis Miranda (SP)
Cartões amarelos: Nacho Fernández e Junior Alonso (CAM); Jean (JUV)
Gol: Dodô, aos 11 minutos do primeiro
ATLÉTICO-MG: Everson; Guga, Jemerson, Alonso e Dodô; Allan, Jair (Otávio) e Nacho Fernández (Calebe); Pavón (Vargas), Keno (Zaracho) e Sasha (Alan Kardec). Técnico: Cuca.
JUVENTUDE: César; Paulo Henrique, Thalisson, Paulo Miranda e Rodrigo Soares; Élton (Jean), Jadson e Yuri Lima (Ruan); Chico (Bruno Nazário), Capixaba (Rafinha) e Isidro Pitta (Óscar Ruíz). Técnico: Lucas Zanella.
Fonte: Agência Esporte
ESPORTES
Marcos Roberto Bueno Vilela recebe reconhecimento como Mestre de Capoeira após 28 anos dedicados à arte

POR ALEX CAVALCANTE GONÇALVES
No dia 20 de novembro de 2025, data marcada nacionalmente pela valorização da cultura afro-brasileira, Alpinópolis e Cássia testemunharam um momento histórico para a capoeira no Sul de Minas: Marcos Roberto Bueno Vilela, filho de Cássia e morador de Alpinópolis desde 2015, foi oficialmente reconhecido como Mestre de Capoeira por seu mestre de origem, Mestre Serginho, e pela comunidade cassiense.
Nascido em 1984, Marcos iniciou sua jornada na capoeira aos 13 anos, em Cássia, sob a orientação de Mestre Serginho. Desde então, trilhou um caminho de disciplina, respeito, resistência cultural e dedicação absoluta à arte que carrega até hoje como missão de vida.
Ao mudar-se para Alpinópolis, em 2015, começou a ministrar aulas na garagem de sua própria casa — um espaço simples, mas que se tornou o berço de dezenas de novos capoeiristas. Com o tempo, seu trabalho cresceu, ganhou apoio da comunidade e evoluiu para aulas em academias da cidade. Atualmente, Marcos mantém um projeto social voluntário na quadra da APE, onde treina diversos alunos de todas as idades, oferecendo inclusão, educação e cultura através da capoeira.
Sua dedicação levou alunos a participarem de batizados, apresentações e campeonatos em toda a região, trazendo para Alpinópolis troféus e medalhas de primeiro lugar, prova do resultado transformador de um trabalho feito com amor e propósito.
A celebração de seu reconhecimento reuniu grandes nomes da capoeira do Sul de Minas e regiões próximas, como Mestre Beto (Franca), Mestre Elias (Patrocínio Paulista), Mestre Kam (Itaú de Minas), Professor Domenico (Carmo do Rio Claro), Contramestre Borracha (Franca), Contramestre Luiz (Itaú de Minas), entre vários outros mestres, professores e contramestres que prestigiaram a homenagem.
Mas a trajetória de Marcos ganha um novo capítulo: no dia 6 de dezembro de 2025, ele será oficialmente apresentado ao Grupo de Capoeira Nosso Senhor do Bonfim, fundado pelo Grão-Mestre Reginaldo Santana, durante evento em Passos. O encontro contará ainda com a presença especial de Mestre Luizinho, filho do lendário Mestre Bimba, criador da capoeira regional — um dos maiores nomes da história da capoeira no Brasil.
Em suas palavras, Marcos resumiu a emoção desta conquista:
“Só tenho a agradecer a todos que contribuíram de alguma forma para que, depois de 28 anos de dedicação à arte da capoeira, eu concluísse mais uma etapa na minha vida. Obrigado à minha cidade natal, Cássia, e à cidade que me acolheu, Alpinópolis. Essa conquista é de todos vocês também.”
A trajetória de Marcos segue como exemplo vivo de que a capoeira transforma, educa, une e faz florescer talentos. Seu reconhecimento como Mestre coroa quase três décadas de compromisso com a preservação dessa herança cultural brasileira — e abre portas para muitos outros jovens que, através dele, encontram na capoeira um caminho de disciplina, identidade e esperança.
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