ESPORTES
Grêmio perde e larga em desvantagem na disputa de vaga na final do Gauchão
Na tarde deste domingo (19,.03), o Grêmio iniciou sua caminhada nas semifinais do Campeonato Gaúcho. O Tricolor entrou em campo no Colosso da Lagoa, em Erechim, para enfrentar o Ypiranga, no jogo de ida da fase mata-mata do Estadual. O time do técnico Renato Portaluppi – que disputou o confronto com as camisas estampando às costas o nome de Lucas Leiva, que anunciou o encerramento de sua carreira na última sexta-feira – acabou superado pelos donos da casa por 2 a 1 e decide vaga na Arena, no próximo sábado.
Com menos de sete minutos jogados, já foi possível perceber a superioridade tricolor na primeira etapa do jogo. Apesar da posse de bola ser maior dos donos da casa na primeira etapa, a efetividade foi gremista. Logo aos 5 minutos, o Grêmio chegou com perigo depois de uma grande jogada entre Bitello e Suárez. O meia aproveitou erro adversário e acionou o uruguaio um pouco mais atrás, dentro da área. O camisa 9 finalizou, obrigando grande defesa de Caíque – a bola ainda voltou para o atacante, que mais uma vez tentou concluir, mas sem sucesso.
Mas aos 12 minutos, depois de algumas insistências, o Tricolor teve sucesso e abriu a contagem: Suárez recebeu na meia-direita um passe de Pepê e ficou na cara com o goleiro adversário, mandando cruzado, no canto direito da meta do time de Erechim, colocando a equipe na frente no marcador.
O técnico Renato Portaluppi precisou fazer suas duas primeiras modificações na equipe aos 19’ e aos 32’. Fábio sentiu desconforto na coxa esquerda e foi substituído por Thaciano. Já em um lance de contra-ataque, Pepê sofreu uma falta e sentiu dores musculares, dando lugar a Ferreira.
A melhor chance do Ypiranga no jogo veio aos 33’, quando MV foi lançado no ataque e finalizou, mandando à esquerda do gol defendido por Adriel, para fora.
Seis minutos depois, Ferreira invadiu a área, foi a linha de fundo e acabou sofrendo pênalti. Luis Suárez bateu, mas Caíque voou no canto esquerdo, à meia altura, para defender a cobrança do uruguaio. Nos acréscimos, aos 51’, o Tricolor ainda tentou com Vina, que depois de grande jogada de Ferreira, chutou buscando o canto esquerdo do gol, mas a bola acabou indo para fora.
O Grêmio voltou com a mesma formação para a etapa complementar, mas a partida passou a ser mais equilibrada, com maior superioridade adversária. O Grêmio tentou aos 11’, em bola parada fechada, mas Caíque afastou de soco. Em resposta, os donos da casa ameaçaram com Matheusinho, acionado na linha de fundo – ele mandou no canto esquerdo de Adriel, mas não conseguiu igualar a contagem.
Passados 20’, o time de Erechim chegou com Matheusinho na área, que ao dividir com Kannemann, caiu no gramado – pênalti assinalado. Erick foi para a cobrança e mandou forte para o fundo das redes, assinalando o gol de empate.
Nove minutos depois, o Tricolor teve mais uma mudança: Thiago Santos e Galdino ocuparam os lugares de Felipe Carballo e Vina.
O Ypiranga só não virou porque parou em Adriel. Primeiro, Matheusinho invadiu a área em velocidade e chutou cruzado, para grande defesa do goleiro gremista que, de imediato, pegou o chute de Erick, no rebote.
Já com 35’, o Grêmio chegou com uma falta cobrada por Bitello no meio da área, mas Islan cortou o perigo. Mas do outro lado, o time de Erechim ameaçou de novo com Matheusinho, desta vez em escanteio da direita – Islan desviou para o gol e Adriel operou outra grande defesa – no lance, após análise de VAR, Kannemann foi penalizado com o segundo cartão amarelo por colocar a mão na bola e terminou expulso da partida. O saldo ficou ainda mais negativo, com um novo pênalti assinalado pela arbitragem: Erick cobrou com qualidade e virou o marcador nos acréscimos, mandando no canto direito da meta.
Com o resultado, o Tricolor larga em desvantagem na decisão das semifiniais. O duelo final acontece no sábado, às 16h30, na Arena.
Fonte: Agência Esporte
ESPORTES
Marcos Roberto Bueno Vilela recebe reconhecimento como Mestre de Capoeira após 28 anos dedicados à arte

POR ALEX CAVALCANTE GONÇALVES
No dia 20 de novembro de 2025, data marcada nacionalmente pela valorização da cultura afro-brasileira, Alpinópolis e Cássia testemunharam um momento histórico para a capoeira no Sul de Minas: Marcos Roberto Bueno Vilela, filho de Cássia e morador de Alpinópolis desde 2015, foi oficialmente reconhecido como Mestre de Capoeira por seu mestre de origem, Mestre Serginho, e pela comunidade cassiense.
Nascido em 1984, Marcos iniciou sua jornada na capoeira aos 13 anos, em Cássia, sob a orientação de Mestre Serginho. Desde então, trilhou um caminho de disciplina, respeito, resistência cultural e dedicação absoluta à arte que carrega até hoje como missão de vida.
Ao mudar-se para Alpinópolis, em 2015, começou a ministrar aulas na garagem de sua própria casa — um espaço simples, mas que se tornou o berço de dezenas de novos capoeiristas. Com o tempo, seu trabalho cresceu, ganhou apoio da comunidade e evoluiu para aulas em academias da cidade. Atualmente, Marcos mantém um projeto social voluntário na quadra da APE, onde treina diversos alunos de todas as idades, oferecendo inclusão, educação e cultura através da capoeira.
Sua dedicação levou alunos a participarem de batizados, apresentações e campeonatos em toda a região, trazendo para Alpinópolis troféus e medalhas de primeiro lugar, prova do resultado transformador de um trabalho feito com amor e propósito.
A celebração de seu reconhecimento reuniu grandes nomes da capoeira do Sul de Minas e regiões próximas, como Mestre Beto (Franca), Mestre Elias (Patrocínio Paulista), Mestre Kam (Itaú de Minas), Professor Domenico (Carmo do Rio Claro), Contramestre Borracha (Franca), Contramestre Luiz (Itaú de Minas), entre vários outros mestres, professores e contramestres que prestigiaram a homenagem.
Mas a trajetória de Marcos ganha um novo capítulo: no dia 6 de dezembro de 2025, ele será oficialmente apresentado ao Grupo de Capoeira Nosso Senhor do Bonfim, fundado pelo Grão-Mestre Reginaldo Santana, durante evento em Passos. O encontro contará ainda com a presença especial de Mestre Luizinho, filho do lendário Mestre Bimba, criador da capoeira regional — um dos maiores nomes da história da capoeira no Brasil.
Em suas palavras, Marcos resumiu a emoção desta conquista:
“Só tenho a agradecer a todos que contribuíram de alguma forma para que, depois de 28 anos de dedicação à arte da capoeira, eu concluísse mais uma etapa na minha vida. Obrigado à minha cidade natal, Cássia, e à cidade que me acolheu, Alpinópolis. Essa conquista é de todos vocês também.”
A trajetória de Marcos segue como exemplo vivo de que a capoeira transforma, educa, une e faz florescer talentos. Seu reconhecimento como Mestre coroa quase três décadas de compromisso com a preservação dessa herança cultural brasileira — e abre portas para muitos outros jovens que, através dele, encontram na capoeira um caminho de disciplina, identidade e esperança.
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