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São Paulo vence Ferroviária, no sufoco e mantém tabu
Foi no sufoco, mas o São Paulo venceu a primeira partida no Paulistão Sicredi 2023. Na noite desta quinta-feira (19), o time da capital visitou e venceu a Ferroviária, de virada, pelo placar de 2 a 1, na Arena Fonte Luminosa, em Araraquara. Depois de sair atrás no placar, o estreante David e o volante Gallopo deram a vitória ao time do Morumbi.
De quebra, o São Paulo manteve um tabu em cima da Ferroviária que já dura 28 anos, já que o rival não consegue o vencer desde o Paulista de 1995. Com o resultado, o São Paulo foi a liderança do Grupo B com quatro pontos. Já a Ferroviária caiu para terceiro no Grupo C com três.
O primeiro tempo foi bastante truncado, muito por conta do gramado encharcado devido a forte chuva que caiu em Araraquara momentos antes da partida. Tanto que o placar foi inaugurado com um chute de longa distância. Aos quatro minutos, Heitor arriscou de fora da área e fez um bonito gol, colocando a Ferroviária em vantagem. A partir daí, o São Paulo foi ao ataquem em busca da igualdade.
Porém, isso só foi acontecer no começo do segundo tempo. O recém contratado David, que entrou no intervalo, precisou de quatro minutos para deixar tudo igual. Igor Vinicius cruzou na medida pra o atacante, que de cabeça mandou a bola para o fundo das redes. Já o gol da virada veio no final do jogo. Aos 42, Pedrinho cruzou para Calleri que só desviou e deixou Galoppo completar para às redes.
Os dois times voltam a campo no próximo domingo (22) para a disputa da terceira rodada do Paulistão Sicredi. Logo às 16h, o São Paulo faz um clássico contra o Palmeiras, no Allianz Parque. Um pouco mais tarde, mais uma vez na Arena Fonte Luminosa, a Ferroviária recebe o Santo André, às 20h30.
Fonte: Agência Esporte
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Marcos Roberto Bueno Vilela recebe reconhecimento como Mestre de Capoeira após 28 anos dedicados à arte

POR ALEX CAVALCANTE GONÇALVES
No dia 20 de novembro de 2025, data marcada nacionalmente pela valorização da cultura afro-brasileira, Alpinópolis e Cássia testemunharam um momento histórico para a capoeira no Sul de Minas: Marcos Roberto Bueno Vilela, filho de Cássia e morador de Alpinópolis desde 2015, foi oficialmente reconhecido como Mestre de Capoeira por seu mestre de origem, Mestre Serginho, e pela comunidade cassiense.
Nascido em 1984, Marcos iniciou sua jornada na capoeira aos 13 anos, em Cássia, sob a orientação de Mestre Serginho. Desde então, trilhou um caminho de disciplina, respeito, resistência cultural e dedicação absoluta à arte que carrega até hoje como missão de vida.
Ao mudar-se para Alpinópolis, em 2015, começou a ministrar aulas na garagem de sua própria casa — um espaço simples, mas que se tornou o berço de dezenas de novos capoeiristas. Com o tempo, seu trabalho cresceu, ganhou apoio da comunidade e evoluiu para aulas em academias da cidade. Atualmente, Marcos mantém um projeto social voluntário na quadra da APE, onde treina diversos alunos de todas as idades, oferecendo inclusão, educação e cultura através da capoeira.
Sua dedicação levou alunos a participarem de batizados, apresentações e campeonatos em toda a região, trazendo para Alpinópolis troféus e medalhas de primeiro lugar, prova do resultado transformador de um trabalho feito com amor e propósito.
A celebração de seu reconhecimento reuniu grandes nomes da capoeira do Sul de Minas e regiões próximas, como Mestre Beto (Franca), Mestre Elias (Patrocínio Paulista), Mestre Kam (Itaú de Minas), Professor Domenico (Carmo do Rio Claro), Contramestre Borracha (Franca), Contramestre Luiz (Itaú de Minas), entre vários outros mestres, professores e contramestres que prestigiaram a homenagem.
Mas a trajetória de Marcos ganha um novo capítulo: no dia 6 de dezembro de 2025, ele será oficialmente apresentado ao Grupo de Capoeira Nosso Senhor do Bonfim, fundado pelo Grão-Mestre Reginaldo Santana, durante evento em Passos. O encontro contará ainda com a presença especial de Mestre Luizinho, filho do lendário Mestre Bimba, criador da capoeira regional — um dos maiores nomes da história da capoeira no Brasil.
Em suas palavras, Marcos resumiu a emoção desta conquista:
“Só tenho a agradecer a todos que contribuíram de alguma forma para que, depois de 28 anos de dedicação à arte da capoeira, eu concluísse mais uma etapa na minha vida. Obrigado à minha cidade natal, Cássia, e à cidade que me acolheu, Alpinópolis. Essa conquista é de todos vocês também.”
A trajetória de Marcos segue como exemplo vivo de que a capoeira transforma, educa, une e faz florescer talentos. Seu reconhecimento como Mestre coroa quase três décadas de compromisso com a preservação dessa herança cultural brasileira — e abre portas para muitos outros jovens que, através dele, encontram na capoeira um caminho de disciplina, identidade e esperança.
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