OPERAÇÃO GUARDIÃO

CONTRABANDO/ Perdões, Lavras e Oliveira são alvo de operação da RF que reteve 700 mil em mercadorias

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A primeira ação aconteceu na BR 381, na altura dos municípios de Lavras, Oliveira e Perdões entre os dias 29/01 e 09/02/2024

A Receita Federal do Brasil, por meio da Divisão de Repressão ao Contrabando e Descaminho da 6ª Região Fiscal em Minas Gerais, em parceria com a Polícia Rodoviária Federal de Minas Gerais e a PMMG – Polícia Militar de Minas Gerais, na denominada Operação Guardião da BR 381, executou a fiscalização de veículos na Rodovia Fernão Dias e adjacentes, em lojas de eletrônicos nas cidades de Oliveira, Lavras e Perdões com o objetivo de combater o descaminho e contrabando de produtos estrangeiros na Região.

A operação deve ocorrer de forma sistêmica no decorrer de todo o ano de 2024. A primeira ação ocorreu no período de 29/01/2024 a 09/02/2024, resultando na fiscalização de mais de 100 veículos e de 07 lojas de eletrônicos na região de Perdões MG, com retenção de mercadorias no valor total aproximado de, em valores de custo, 700 mil reais.

Os produtos e veículos estarão sujeitos a aplicação da pena de perdimento em favor da União.  A Receita Federal alerta que é crime o transporte de produtos estrangeiros sem a comprovação de sua regular importação.

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Devonianos: Arte e Consciência Ambiental em Reflexão sobre a Exploração dos Oceanos

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A exposição Devonianos, assinada pelos renomados artistas mineiros Sérgio Machado e Luciana Radicchi, transcende a esfera da contemplação estética ao incorporar elementos de crítica socioambiental com elevada densidade poética. Em um diálogo entre a história natural e a crise ambiental contemporânea, as obras tecem um painel artístico inspirado no período geológico Devoniano, quando os oceanos deram origem aos primeiros vertebrados, mas situam-se profundamente enraizadas nas realidades perturbadoras do século XXI.

Sérgio Machado, em esculturas robustas e evocativas, reflete sobre a exploração predatória das espécies marinhas, trazendo ao espaço expositivo representações distorcidas de tubarões. A partir de narrativas que destacam a crueldade da pesca ilegal — com o corte de barbatanas seguido do descarte dos animais mutilados no oceano —, suas peças transmutam indignação em arte, simbolizando corpos deformados por práticas humanas devastadoras. A estética híbrida que define suas esculturas convida à reflexão sobre o impacto da humanidade nos ecossistemas e transforma o horror em uma denúncia visual de beleza visceral.

Complementando esse imaginário potente, Luciana Radicchi aporta à exposição sua maestria na cerâmica e sua habilidade em imergir o público em dimensões texturais e narrativas complexas. Trabalhando em consonância com os materiais brutos de Sérgio — madeira, metal e resina —, suas peças integram fragilidade e resiliência, resgatando a conexão simbiótica entre passado geológico e presente ambiental. Ao ressignificar formas orgânicas, Radicchi provoca no espectador um deslocamento reflexivo, explorando a memória biológica como um legado em perigo.

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O título da exposição evoca o Devoniano, um período da era Paleozoica marcado pelo surgimento dos primeiros peixes com mandíbulas e pela ocupação de nichos aquáticos pelos vertebrados. No entanto, a curadoria ultrapassa qualquer compromisso meramente histórico ou científico, transformando os oceanos em “bibliotecas líquidas” que acumulam camadas de memória, perda e esperança. Esse aquário metafórico oferece ao público um ponto de convergência entre arte e ciência, relembrando o papel crítico dos ecossistemas marinhos enquanto matriz da vida na Terra.

A escolha de materiais também carrega significados múltiplos. Resina e metal reforçam a frieza da exploração industrial; a cerâmica remete à fragilidade da biodiversidade; e a madeira evoca tanto a conexão ancestral com os habitats marinhos quanto a exploração humana destes mesmos recursos. Juntas, essas narrativas materiais fundem-se em uma síntese que transcende o simples simbolismo, configurando um território artístico carregado de intencionalidades éticas e ecológicas.

Devonianos dialoga diretamente com questões urgentes, como a vulnerabilidade das populações de tubarões e a acidificação dos oceanos, desafiando o público a reconsiderar a relação antropocêntrica com os mares. Em um momento em que as práticas destrutivas avançam sob o colapso ambiental iminente, a exposição atua como um espaço de resistência discursiva e imagética, propondo não apenas um resgate das águas como território biológico, mas como um locus de memória e justiça ecológica.

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Essa mostra representa não apenas a fusão de diferentes linguagens artísticas, mas também um chamado à ação. Sérgio Machado e Luciana Radicchi transformam o mar em uma arena ética, onde arte, ciência e filosofia convergem para catalisar uma nova consciência ambiental. Mais do que uma exibição, Devonianos é uma declaração poderosa, que desafia seus espectadores a navegar pelas profundas contradições do impacto humano sobre os oceanos.

A exposição é uma promoção do Circuito da Arte Contemporânea de Capitólio, e fica em Escarpas do Lago, na rua dos Botes, 53, a entrada é franca e vai até o dia 2 de fevereiro, sempre das 10 da manhã às 8 da noite.

 

Alex Cavalcante é jornalista e secretário parlamentar no Congresso Nacional – Esteve vice-presidente do Circuito Turístico Nascentes das Gerais Canastra 

 

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