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Ouro Preto Avança na Cultura e Turismo em 2024

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Em 2024, Ouro Preto reafirmou seu compromisso com a valorização cultural e o fortalecimento do turismo, consolidando-se como referência na preservação do patrimônio histórico e no estímulo às iniciativas artísticas. A Secretaria Municipal de Cultura e Turismo desempenhou um papel decisivo ao revitalizar importantes espaços culturais e implementar projetos que ampliaram o acesso à arte e à cultura, ao mesmo tempo em que reforçaram a identidade local.

Dentre as ações de maior destaque no ano, está a reinauguração da Casa de Cultura da Piedade, que recuperou seu protagonismo no cenário artístico e comunitário. Também foram inauguradas as novas Casas de Cultura de Serra do Siqueira e Cachoeira do Campo, iniciativas que ampliaram a oferta de atividades culturais e criaram novos espaços de encontro para moradores e visitantes. O Polo Cultural de Glaura passou por uma modernização significativa, incluindo a instalação de internet gratuita, que não só facilitou o acesso digital para a comunidade, mas também impulsionou o empreendedorismo local.

Essas ações demonstram o esforço de Ouro Preto em preservar seu rico patrimônio cultural e imaterial, ao mesmo tempo em que promove um turismo sustentável e conectado às necessidades contemporâneas. A cidade, que sempre foi um símbolo de cultura e história, continua a inspirar e atrair aqueles que buscam experiências únicas e enriquecedoras.

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Foto/ Ane_Sous

Para saber mais, acesse: Secretaria de Cultura e Turismo de Ouro Preto.

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Devonianos: Arte e Consciência Ambiental em Reflexão sobre a Exploração dos Oceanos

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A exposição Devonianos, assinada pelos renomados artistas mineiros Sérgio Machado e Luciana Radicchi, transcende a esfera da contemplação estética ao incorporar elementos de crítica socioambiental com elevada densidade poética. Em um diálogo entre a história natural e a crise ambiental contemporânea, as obras tecem um painel artístico inspirado no período geológico Devoniano, quando os oceanos deram origem aos primeiros vertebrados, mas situam-se profundamente enraizadas nas realidades perturbadoras do século XXI.

Sérgio Machado, em esculturas robustas e evocativas, reflete sobre a exploração predatória das espécies marinhas, trazendo ao espaço expositivo representações distorcidas de tubarões. A partir de narrativas que destacam a crueldade da pesca ilegal — com o corte de barbatanas seguido do descarte dos animais mutilados no oceano —, suas peças transmutam indignação em arte, simbolizando corpos deformados por práticas humanas devastadoras. A estética híbrida que define suas esculturas convida à reflexão sobre o impacto da humanidade nos ecossistemas e transforma o horror em uma denúncia visual de beleza visceral.

Complementando esse imaginário potente, Luciana Radicchi aporta à exposição sua maestria na cerâmica e sua habilidade em imergir o público em dimensões texturais e narrativas complexas. Trabalhando em consonância com os materiais brutos de Sérgio — madeira, metal e resina —, suas peças integram fragilidade e resiliência, resgatando a conexão simbiótica entre passado geológico e presente ambiental. Ao ressignificar formas orgânicas, Radicchi provoca no espectador um deslocamento reflexivo, explorando a memória biológica como um legado em perigo.

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O título da exposição evoca o Devoniano, um período da era Paleozoica marcado pelo surgimento dos primeiros peixes com mandíbulas e pela ocupação de nichos aquáticos pelos vertebrados. No entanto, a curadoria ultrapassa qualquer compromisso meramente histórico ou científico, transformando os oceanos em “bibliotecas líquidas” que acumulam camadas de memória, perda e esperança. Esse aquário metafórico oferece ao público um ponto de convergência entre arte e ciência, relembrando o papel crítico dos ecossistemas marinhos enquanto matriz da vida na Terra.

A escolha de materiais também carrega significados múltiplos. Resina e metal reforçam a frieza da exploração industrial; a cerâmica remete à fragilidade da biodiversidade; e a madeira evoca tanto a conexão ancestral com os habitats marinhos quanto a exploração humana destes mesmos recursos. Juntas, essas narrativas materiais fundem-se em uma síntese que transcende o simples simbolismo, configurando um território artístico carregado de intencionalidades éticas e ecológicas.

Devonianos dialoga diretamente com questões urgentes, como a vulnerabilidade das populações de tubarões e a acidificação dos oceanos, desafiando o público a reconsiderar a relação antropocêntrica com os mares. Em um momento em que as práticas destrutivas avançam sob o colapso ambiental iminente, a exposição atua como um espaço de resistência discursiva e imagética, propondo não apenas um resgate das águas como território biológico, mas como um locus de memória e justiça ecológica.

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Essa mostra representa não apenas a fusão de diferentes linguagens artísticas, mas também um chamado à ação. Sérgio Machado e Luciana Radicchi transformam o mar em uma arena ética, onde arte, ciência e filosofia convergem para catalisar uma nova consciência ambiental. Mais do que uma exibição, Devonianos é uma declaração poderosa, que desafia seus espectadores a navegar pelas profundas contradições do impacto humano sobre os oceanos.

A exposição é uma promoção do Circuito da Arte Contemporânea de Capitólio, e fica em Escarpas do Lago, na rua dos Botes, 53, a entrada é franca e vai até o dia 2 de fevereiro, sempre das 10 da manhã às 8 da noite.

 

Alex Cavalcante é jornalista e secretário parlamentar no Congresso Nacional – Esteve vice-presidente do Circuito Turístico Nascentes das Gerais Canastra 

 

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