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PL 3184/2021, do autor Dalmo Ribeiro, reconhece o Monte das Oliveiras como cenário de interesse cultural de Minas

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O “Monte das Oliveiras” constitui um dos grandes atrativos do tradicional turismo religioso mineiro é o maior cenário bíblico a céu aberto do Brasil, já se consolidou como destino eminentemente frequente de muitas pessoas que buscam no turismo uma oportunidade de descanso e reflexões. O M.O está construído no topo de uma montanha em uma área de 90 mil m², no bairro Vila Betânia, em Alpinópolis.

O espaço é mantido pela Associação Filantrópica Apóstolos de Cristo, porém está de portas fechadas desde o início da pandemia.

“O monte sobrevive apenas com a taxa de portaria e escassos recursos públicos entre eles a subvenção da prefeitura e repasses da igreja católica. Esse ano a subvenção foi de R$ 20.000,00 mil reais.” Disse o presidente da Associação e empresário, Marcelo Domingues Ferreira.

No início da semana o presidente da Câmara da cidade, Alex Cavalcante, que já foi membro da associação e é um grande defensor do Monte das Oliveiras se reuniu com diversas lideranças políticas do Estado para buscar soluções administrativas para inserir o monte na rota do turismo religioso.

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Dentre as autoridades Alex visitou o vice-governador, Paulo Brant, o secretário de Estado Cultura e Turismo, Leônidas Oliveiras e o deputado estadual Dalmo Ribeiro, que prontamente e com rara eficiência apresentou a ALMG (Assembleia do Estado) o PL 3184/2021 que reconhece o Monte das Oliveiras com um cenário de relevante interesse cultural do Estado.

“O reconhecimento ora proposto constitui oportuno incremento ao turismo religioso e regional, ao passo em que também demanda incentivos estruturais, a fim de dotar o cenário de todos os itens necessários ao conforto daqueles que exercitam sua fé. Temos, aqui, excelente oportunidade de incentivar e promover o turismo mineiro, ampliando a base de arrecadação e, em especial, proporcionando o desenvolvimento do comércio local, gerando novos empregos e renda”. Argumentou Dalmo dizendo que o projeto é uma homenagem ao vereador e amigo Alex Cavalcante.

“Não podemos perder oportunidade quando essa se apresenta de forma positiva, rápida e com grande chance de sucesso. Já finalizei junto ao nosso assessor o PL como falamos. Já protocolado. Envio lhe em primeiríssima mão e em sua homenagem o projeto.”

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Durante a Semana Santa são realizadas apresentações teatrais que encenam a vida e a morte de Jesus Cristo, como outras passagens bíblicas, atraindo milhares de pessoas, para além do fluxo contínuo anual – recebendo turistas, literalmente, de todos os continentes.

O vice-governador e o secretário de Estado Cultura e Turismo aceitaram o convite do vereador Alex e em dezembro farão uma visita técnica ao Monte das Oliveiras.

Foto: Arquivo pessoal do deputado Dalmo Ribeiro, vice-líder do governo Zema.

 

 

 

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Devonianos: Arte e Consciência Ambiental em Reflexão sobre a Exploração dos Oceanos

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A exposição Devonianos, assinada pelos renomados artistas mineiros Sérgio Machado e Luciana Radicchi, transcende a esfera da contemplação estética ao incorporar elementos de crítica socioambiental com elevada densidade poética. Em um diálogo entre a história natural e a crise ambiental contemporânea, as obras tecem um painel artístico inspirado no período geológico Devoniano, quando os oceanos deram origem aos primeiros vertebrados, mas situam-se profundamente enraizadas nas realidades perturbadoras do século XXI.

Sérgio Machado, em esculturas robustas e evocativas, reflete sobre a exploração predatória das espécies marinhas, trazendo ao espaço expositivo representações distorcidas de tubarões. A partir de narrativas que destacam a crueldade da pesca ilegal — com o corte de barbatanas seguido do descarte dos animais mutilados no oceano —, suas peças transmutam indignação em arte, simbolizando corpos deformados por práticas humanas devastadoras. A estética híbrida que define suas esculturas convida à reflexão sobre o impacto da humanidade nos ecossistemas e transforma o horror em uma denúncia visual de beleza visceral.

Complementando esse imaginário potente, Luciana Radicchi aporta à exposição sua maestria na cerâmica e sua habilidade em imergir o público em dimensões texturais e narrativas complexas. Trabalhando em consonância com os materiais brutos de Sérgio — madeira, metal e resina —, suas peças integram fragilidade e resiliência, resgatando a conexão simbiótica entre passado geológico e presente ambiental. Ao ressignificar formas orgânicas, Radicchi provoca no espectador um deslocamento reflexivo, explorando a memória biológica como um legado em perigo.

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O título da exposição evoca o Devoniano, um período da era Paleozoica marcado pelo surgimento dos primeiros peixes com mandíbulas e pela ocupação de nichos aquáticos pelos vertebrados. No entanto, a curadoria ultrapassa qualquer compromisso meramente histórico ou científico, transformando os oceanos em “bibliotecas líquidas” que acumulam camadas de memória, perda e esperança. Esse aquário metafórico oferece ao público um ponto de convergência entre arte e ciência, relembrando o papel crítico dos ecossistemas marinhos enquanto matriz da vida na Terra.

A escolha de materiais também carrega significados múltiplos. Resina e metal reforçam a frieza da exploração industrial; a cerâmica remete à fragilidade da biodiversidade; e a madeira evoca tanto a conexão ancestral com os habitats marinhos quanto a exploração humana destes mesmos recursos. Juntas, essas narrativas materiais fundem-se em uma síntese que transcende o simples simbolismo, configurando um território artístico carregado de intencionalidades éticas e ecológicas.

Devonianos dialoga diretamente com questões urgentes, como a vulnerabilidade das populações de tubarões e a acidificação dos oceanos, desafiando o público a reconsiderar a relação antropocêntrica com os mares. Em um momento em que as práticas destrutivas avançam sob o colapso ambiental iminente, a exposição atua como um espaço de resistência discursiva e imagética, propondo não apenas um resgate das águas como território biológico, mas como um locus de memória e justiça ecológica.

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Essa mostra representa não apenas a fusão de diferentes linguagens artísticas, mas também um chamado à ação. Sérgio Machado e Luciana Radicchi transformam o mar em uma arena ética, onde arte, ciência e filosofia convergem para catalisar uma nova consciência ambiental. Mais do que uma exibição, Devonianos é uma declaração poderosa, que desafia seus espectadores a navegar pelas profundas contradições do impacto humano sobre os oceanos.

A exposição é uma promoção do Circuito da Arte Contemporânea de Capitólio, e fica em Escarpas do Lago, na rua dos Botes, 53, a entrada é franca e vai até o dia 2 de fevereiro, sempre das 10 da manhã às 8 da noite.

 

Alex Cavalcante é jornalista e secretário parlamentar no Congresso Nacional – Esteve vice-presidente do Circuito Turístico Nascentes das Gerais Canastra 

 

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