Minas Gerais
Alunas e professores da Epamig produzem “iogurte mexicano” temperado com ervas finas

Iogurte com cebola e tomilho? Se você já ouviu falar nisso, é provável que alguém estivesse se referindo ao Jocoque, tradicional lácteo fermentado da culinária mexicana, que apresenta gosto ácido e salgado, podendo também ser temperado com hortelã, manjericão, salsinha, alecrim e orégano, dentre outros condimentos.
O lácteo foi produzido de forma experimental por professores e alunas do curso técnico do Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT), vinculado à Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), como parte das atividades realizadas pelo grupo no Aprendizado Internacional Colaborativo Online (Collaborative Online International Learning – Coil), modalidade de ensino/aprendizagem online entre estudantes de diferentes países.
Essa foi a segunda participação consecutiva do ILCT-Epamig no Coil e contou também com os trabalhos de grupos da Universidade Jesuita de Guadalajara (UJG), no México, e da Escuela Superior Integral de Lechería (Funesil), na Argentina. O tema da edição de 2022 foi “leites fermentados” e as reuniões semanais ocorreram por videochamadas e grupos de mensagens de celular, durante os meses de setembro e outubro.
“No último dia, todos os estudantes fizeram apresentações sobre laticínios usados nas culinárias locais de seus países. As alunas brasileiras falaram do Kefir e da Bebida Láctea, sobre a qual fizemos até um vídeo, pois é desconhecida no México e na Argentina. Foi nesse contexto que aprendemos sobre o Jocoque, que praticamente não existe aqui no Brasil, e isso nos motivou a produzi-lo em caráter experimental. Queríamos conhecer melhor o produto e eu, particularmente, adorei”, relata a pesquisadora do ILCT, e professora responsável pela coordenação do grupo, Ana Flávia Coelho Pacheco. Além dela, participaram da atividade o professor do ILCT, Junio Cesar de Paula, e as alunas Julianna Paiva Lima dos Anjos e Valentina Cruz Soares.
O Jocoque [xococ], que significa “coisa azeda” na língua náuatle, falada por parte dos povos astecas, é um lácteo fermentado produzido a partir do leite de vaca, cabra ou de ovelha, e apresenta uma consistência entre o iogurte e o queijo fresco, muito semelhante ao creme de ricota e ao iogurte do tipo “grego”.
O que o diferencia dos demais são as especiarias usadas para “temperar” o produto. Sua origem é incerta, mas popularmente acredita-se que remonte ao século XVI.
Segundo a professora, assim como demais leites fermentados, o Jocoque traz inúmeros benefícios para a saúde humana, como efeitos anti-inflamatórios e redução do risco de câncer de cólon, fígado e mama. “Além disso é importante lembrar que o Jocoque recebe adição de bactérias lácteas e microrganismos probióticos, que também trazem diversas vantagens para a saúde, sobretudo para a flora intestinal. E ainda há um benefício adicional que é trazido pelos condimentos e temperos naturais inseridos na receita, que possuem, em suas composições, compostos bioativos que impactam nossa saúde positivamente”, ressalta Ana Flávia.
Jocoque no café da manhã e no churrasco
As formas de consumir o Jocoque são as mais variadas possíveis. Ele pode untar pães, torradas e biscoitos, mas também pode ser usado no preparo de tortas salgadas, massas e molhos, e consumido com azeitonas e tomates secos, por exemplo. “Assim como o creme de ricota e o requeijão cremoso, o Jocoque pode ser usado como uma pasta em torradas, mas também serve como molho para saladas, carnes, frango e até como recheio de pão de alho. Ou seja, é um produto que pode ser consumido do café da manhã ao churrasco, cabe à imaginação do consumidor”, explica a professora.
Ana Flávia ressalta ainda o potencial do Jocoque para o mercado brasileiro de lácteos, uma vez que é um produto desconhecido, natural e muito versátil. “A área de leite e derivados está sempre em constante crescimento e os consumidores têm buscado produtos os mais naturais possíveis. O Jocoque atende essa demanda, pois as especiarias adicionadas são naturais, nada é processado. Termos esse produto disponível é uma forma de aumentar as opções para o consumidor no mercado, fugindo da mesmice do leite fermentado. Inclusive, é algo simples de se fazer até em casa, basta pegar o iogurte natural, sem açúcar previamente fabricado, retirar parcialmente o soro e adicionar os condimentos”, conclui a professora, que planeja seguir nos trabalhos com a iguaria mexicana, pesquisando sobre tecnologias para reduzir o tempo de fermentação e uso de novos compostos aromáticos naturais.
Fonte: Agência Minas
GERAL
José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”
O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.
“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.
Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.
“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.
Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina
O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.
Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.
Crítica ao governo federal e à inversão de valores
José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.
“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.
Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.
Confiança no PL e esperança de mudança
O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.
“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.
José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.
Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:
“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”
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