Minas Gerais

Articulação de rede registra avanços no sistema estadual de ensino e mantém isonomia entre as regiões do estado

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SEE-MG / Divulgação

A rede pública estadual de ensino de Minas Gerais é uma das maiores do país e conta com cerca de 1,7 milhões de estudantes matriculados em 3.461 unidades escolares, localizadas em 852 municípios mineiros. Para administrar uma rede tão robusta, desafiadora e diversa, o estado foi dividido em 47 Superintendências Regionais de Ensino (SREs), que acompanham de perto as ações da pasta nas suas jurisdições.

Desta forma, para alcançar a equivalência e isonomia a todas as regiões, foi criada em 2019, pelo Decreto nº47758 a Subsecretaria de Articulação Educacional (SE). Este braço da Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG) é o responsável por diversos avanços na rede, entre eles, o Sistema Único de Cadastro e Encaminhamento para Matrícula (Sucem), o Programa Mãos Dadas e a criação da Assessoria de Inspeção Escolar. 

A SE foi criada com o objetivo de promover a articulação de toda a rede estadual, alinhar os trabalhos regionais, conduzir junto aos gestores campanhas internas de rede, além de estreitar o diálogo entre o órgão central com as regionais, diretores e professores. Atualmente, quem comanda a subsecretaria é o especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, Gustavo Lopes Pedroso.

“Planejada para atuar diretamente na implementação de ideias de modernização e inovação das práticas de governo no âmbito da educação, a subsecretaria trabalha com a manutenção de relações institucionais entre as demais subsecretarias e assessorias da SEE, bem como o monitoramento de campanhas e projetos. Efetivamente, ela integra todos os setores da SEE e assegura o alinhamento dos objetivos estratégicos da administração”, ressalta Gustavo Pedroso.

A subsecretaria foi responsável pela implantação do maior projeto de informatização das matrículas escolares de Minas, que é o Sucem. A plataforma de matrículas unificada colabora, ainda, com o regime de cooperação com os municípios que utilizam desse sistema para realizar os encaminhamentos de estudantes também da rede municipal de ensino. 

A solicitação de vaga é feita pelo sistema e o encaminhamento dos alunos respeita o princípio básico de zoneamento, definido por áreas territoriais como bairros ou regiões próximas à residência do candidato. A efetivação da matrícula ocorre de modo presencial, na escola. Além da rede estadual de ensino, 727 cidades aderiram e fazem o uso do Sucem em suas campanhas de matrículas para a rede municipal de ensino.

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Integrante da equipe de assessores da SE desde sua implantação, o especialista André Lobato, relata que atualmente, as reuniões com as SREs ocorrem ao menos uma vez por semana, mas a realidade nem sempre foi essa. “Antes as regionais se reuniam raríssimas vezes. Mas desde o início da atual gestão, nós conseguimos implantar uma rotina de reuniões semanais, formações e capacitações com os diretores das regionais. Além disso, implantamos uma estrutura capaz de ouvir opiniões, melhorar as ações e aproveitar as melhores experiências”, pontua Lobato.

André ainda lembra de um outro ponto importante que foi disseminado e acompanhado de perto pela SE, que é o uso dos sistemas informatizados disponíveis para os servidores e profissionais da rede, como o diário escolar, por exemplo. “A fidedignidade dos dados são acompanhados sistematicamente. Agora temos dados que nos dão suporte para a tomada de decisões sobre políticas públicas educacionais para a rede”, pontua.

Uma das ações mais importantes da subsecretaria é a Busca Ativa Escolar, que é um conjunto de ações de enfrentamento à evasão escolar que articula localizar e mobilizar crianças e adolescentes infrequentes ou que abandonaram a escola para retomar os estudos. Desde 2019 essas estratégias tiveram uma importância ainda maior durante as dificuldades impostas pela pandemia da covid-19 e o ensino remoto.

Articulação com os municípios

Coordenado pela SE, o Projeto Mãos Dadas prevê a absorção das matrículas dos anos iniciais do ensino fundamental pelos municípios mineiros. O projeto é facultativo aos municípios, mediante análise das condições administrativas, pedagógicas e financeiras favoráveis à absorção dos estudantes atualmente atendidos pela rede estadual. A adesão só é viabilizada mediante aprovação na Câmara dos Vereadores.

Até o momento, 147 municípios aderiram ao Projeto Mãos Dadas e têm leis autorizativas sancionadas para a absorção de mais de 60 mil matrículas dos anos iniciais. Para isso, foram celebrados convênios com as prefeituras para o repasse de recursos financeiros que estão sendo investidos na melhoria do atendimento educacional nas redes municipais de educação, com ações como construção e reforma de escolas e creches, compra de mobiliários e equipamentos, construção de quadras poliesportivas e aquisição de veículos para transportes escolar. Além disso, os servidores efetivos que atuam nessa etapa de ensino nas escolas estaduais envolvidas – professores e Especialistas de Educação Básica – podem ficar em adjunção no município, com a garantia de ônus para o Estado.

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O atendimento dos estudantes do ensino fundamental pelas redes municipais de educação, como está previsto na Constituição Federal e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), proporciona maior unidade na oferta educacional no ciclo da infância e, com isso, os alunos tendem a ganhar na melhoria da qualidade do ensino.

Além disso, com as prefeituras absorvendo a demanda dos anos iniciais, o Estado pode ampliar os investimentos no atendimento do ensino médio, com a expansão da oferta de matrícula de tempo integral e da educação profissional, o que abre uma grande janela de oportunidades ao futuro dos jovens.

Padronização das ações dos inspetores escolares 

A Assessoria de Inspeção Escolar foi criada no mesmo Decreto 47.758 de 2019 e surgiu em um contexto no qual a inspeção escolar estava descentralizada em cada regional e não havia uma estrutura no órgão central que organizasse o trabalho dessas equipes como um todo.

“O objetivo foi garantir o alinhamento das ações dos inspetores com as metas e estratégias do órgão central, padronizar as normativas e orientações e garantir a assistência e apoio ao trabalho dessas equipes. O papel da assessoria é manter esse alinhamento e padronização. Temos um protocolo orientador de atuação da inspeção no sistema de ensino em Minas Gerais”, pontuou o assessor central de Inspeção Escolar da SEE/MG, Paulo Leandro de Carvalho.

Para isso, houve a criação da Coordenação de Inspeção Escolar nas 47 Superintendências Regionais de Ensino que tem o contato direto com a assessoria do órgão central. Atualmente, cerca de mil inspetores realizam os trabalhos in loco nas escolas em todo o estado. 

Fonte: Agência Minas

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GERAL

José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”

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O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.

“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.

Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.

“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.

Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina

O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.

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Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.

Crítica ao governo federal e à inversão de valores

José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.

“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.

Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.

Confiança no PL e esperança de mudança

O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.

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“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.

José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.

Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:

“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”

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