Minas Gerais
Copasa cobra ação de prefeituras para garantir limpeza da Lagoa da Pampulha em três anos
Em reunião nessa terça-feira (18/7) com o governador de Minas, Romeu Zema, e o prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman, o presidente da Copasa, Guilherme Duarte, afirmou ser possível a redução do prazo previsto no Plano de Ação da Bacia da Lagoa da Pampulha de cinco (5) para três (3) anos para as ações que são de responsabilidade exclusiva por parte da companhia. No entanto, é importante destacar que, para que o plano de despoluição seja concluído, as prefeituras de Contagem e de Belo Horizonte precisam de trabalhar na mesma velocidade.
É de responsabilidade da Copasa disponibilizar rede de esgoto nas ruas para que este esgoto seja coletado e tratado e, assim, devolvido para o meio ambiente. Contudo, as prefeituras precisam atuar na desapropriação de imóveis irregulares e notificar moradias que já possuem rede disponível, mas ainda não interligaram. O plano foi assinado em julho do ano passado pela companhia e pelas prefeituras de BH e Contagem, e homologado em março deste ano pela Justiça Federal.
“Nós reduzimos o cronograma de todas as ações que dependem exclusivamente da Copasa para um período de três anos. Isso envolve um esforço de adequação do orçamento proposto – que já está garantido neste período – e celeridade das contratações. Algumas delas já foram feitas e algumas estão em andamento. Então, a nossa previsão é que tudo que depende da Copasa será concluído dentro do prazo de três anos. Já o que depender das prefeituras, a gente aguarda o apoio dos Executivos para que também seja concluído nesse prazo”, disse o presidente da Copasa, Guilherme Duarte.
O plano prevê a interligação de 9.759 imóveis à rede de esgoto e, desde o início de sua execução, a Copasa já concluiu a ligação de 2.258 imóveis. A maior parte desses imóveis está localizado em Contagem, sendo uma parcela menor em Belo Horizonte.
Entre os imóveis sem ligação com a rede de esgoto da Copasa há duas categorias: os factíveis e os potenciais. Os factíveis são aqueles que já dispõem de rede de esgoto em suas ruas, mas ainda não interligaram ao sistema da Companhia – que são a maior parte dos imóveis. São situações de clientes que possuem fossas sépticas em suas residências ou que remetem o esgoto de seus imóveis diretamente para os córregos afluentes da Pampulha ou para as redes de drenagem pluvial das prefeituras – que não são preparadas para receber esgoto e que também deságuam na Lagoa.
“O que acontece hoje? A Copasa já tem uma malha significativa na Bacia da Pampulha, mas uma baixa adesão da população local às nossas redes. O esgoto que a população lança nas redes pluviais é levado de forma indevida à Lagoa da Pampulha – são as redes que levam a água da chuva. A Copasa não faz lançamento por meio de suas redes de esgoto in natura na Bacia da Pampulha, são redes pluviais utilizadas de modo indevido”, explicou o presidente da Copasa.
Nesses casos, a Copasa realiza um trabalho de mobilização social junto à população, mas também precisa do apoio das prefeituras para notificar os moradores que se recusam a realizar a ligação, uma vez que a empresa não tem poder legal para exigir a adesão.
“Para promover o fim desse ‘gato’ no esgoto, contamos muito com o apoio das prefeituras de Contagem e Belo Horizonte para garantirmos a adesão da população às nossas redes. A Copasa não possui poder de polícia para obrigar o cidadão. Cabe às prefeituras executar essa parte”, completou Duarte.
Essa interligação à rede pública de esgotamento sanitário exige também algumas obras e adaptações de responsabilidade dos clientes em seus imóveis e, no caso da população de baixa renda, essas intervenções serão integralmente custeadas pela Copasa. Para esses clientes, a Copasa estuda também a possibilidade de uma tarifa diferenciada para o serviço de esgotamento sanitário, que será pleiteada junto à Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais (Arsae-MG).
Já os clientes potenciais são aqueles que ainda não possuem rede de esgoto disponível em suas ruas. Nesse caso, a Copasa já está realizando obras de ampliação das redes em alguns pontos e, em outros, aguarda desapropriação – por parte das prefeituras de BH e Contagem – de áreas ocupadas irregularmente para iniciar os trabalhos.
A meta da Copasa é que, até o final do plano, os imóveis localizados na Bacia da Pampulha estejam interligados às redes da companhia, cessando assim o despejo de esgoto na Lagoa Pampulha, que é Patrimônio Cultural da Humanidade da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e símbolo de Belo Horizonte.
Nos últimos 20 anos, a companhia investiu mais de R$ 615 milhões em ações para a ampliação dos serviços de coleta e tratamento do esgoto na bacia hidrográfica da Lagoa da Pampulha, medida que possibilitou que fosse atingido um índice de mais de 98% de cobertura.
Fonte: Agência Minas
GERAL
José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”
O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.
“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.
Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.
“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.
Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina
O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.
Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.
Crítica ao governo federal e à inversão de valores
José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.
“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.
Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.
Confiança no PL e esperança de mudança
O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.
“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.
José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.
Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:
“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”
-
EMOÇÕES4 dias atrásLançamento do livro “Mulheres que Marcaram Caminhos” emociona e inspira Capitólio
-
ESPORTES4 dias atrásMarcos Roberto Bueno Vilela recebe reconhecimento como Mestre de Capoeira após 28 anos dedicados à arte
-
Coluna Minas Gerais6 dias atrásMetade de Uberlândia está endividada
-
Coluna Minas Gerais3 dias atrásArrecadação sobe 7,5% em Minas
-
Coluna Minas Gerais2 dias atrásCentro logístico tem expansão em Pouso Alegre
-
Coluna Minas Gerais3 dias atrásCaravana da AMM chega a Machado nesta terça (25)
-
Coluna Minas Gerais2 dias atrásMinas Gerais se destaca no Prêmio ATeG 2025
-
Coluna Minas Gerais4 dias atrásMais de 4 mil casos de dengue em JF



