Minas Gerais
Copasa inicia rodízio para equilibrar distribuição de água na Região Metropolitana de Belo Horizonte
Para obter equilíbrio na distribuição de água na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a Copasa inicia na noite desta terça-feira (8/3) o sistema de rodízio em quatro áreas estratégicas. As manobras ocorrerão às 22h e serão desfeitas no dia seguinte às 22h, ou seja, a área afetada ficará desabastecida por 24 horas. Dessa maneira, nenhum bairro ficará sem água por mais de um dia, como vinha acontecendo nos últimos dias devido à baixa pressão da água.
O rodízio ocorrerá por grupos nas cidades de Belo Horizonte, Betim, Contagem, Ribeirão das Neves e Santa Luzia, com abastecimento por três dias a cada quatro dias, ou seja, um dia sem abastecimento. A medida será necessária até 20/3, até que a estrutura temporária da adutora que se rompeu seja construída no Sistema Serra Azul para normalizar o abastecimento.
A região afetada inclui os bairros São Benedito, Santa Clara e São Cosme, em Santa Luzia; Venda Nova e Landi, em Belo Horizonte; Centro, Santa Helena e Estância do Hibisco, em Contagem; Imbiruçu, São Luiz e Petrolândia, em Betim; e Justinópolis, em Ribeirão das Neves. Essas áreas ficarão sem água nos dias 8, 12, e 16/3.
A segunda região que ficará sem água nos dias 9, 13 e 17/3 inclui os bairros Cabral e Nacional, em Contagem; Lagoa Santa, Vespasiano e São José da Lapa. Já nos dias 10, 14 e 18/3, será a vez dos bairros Barreiro, Betânia e Buritis, em Belo Horizonte; Riacho das Pedras, Eldorado, Cidade Industrial e Industrial, em Contagem.
A quarta região afetada inclui os bairros Alípio de Melo, Caiçara e Ouro Preto, em Belo Horizonte; e Água Branca e Ressaca, em Contagem; Centro, Angola, Ouro Negro, Montreal, Petrópolis e PTB, em Betim, nos dias 11, 15 e 19/3. O informe detalhado será publicado no site da Copasa e pelas redes sociais da companhia
O anúncio foi feito pelo diretor-presidente da Copasa, Carlos Eduardo Castro, que explicou que, apesar das diversas ações realizadas pela empresa desde o dia 1/3, data em que a adutora se rompeu na travessia do rio Paraopeba, o déficit de 15% da produção tem dificultado que a água chegue em partes da RMBH mais altas e distantes do reservatório. O incidente, segundo o diretor-presidente, foi causado por um incêndio que atingiu a estrutura que sustentava a adutora.
“Neste momento, temos que ser muito claros e transparentes com a sociedade. Tivemos um evento do qual não tínhamos controle e estamos tomando todas as medidas, e a adoção desse rodízio, por mais que não seja uma medida das mais simpáticas, é necessária para que todos tenham o abastecimento regular”, explicou Castro.
A Copasa entende que com essa estratégia a água chegará com segurança às casas das famílias mais afetadas, principalmente as que residem em áreas de maior vulnerabilidade social. O presidente explicou ainda que cada uma das quatro regiões afetadas tem cerca de 500 mil pessoas. “Isso quer dizer que em cada momento do rodízio, 500 mil pessoas serão impactadas por dia, o que representa menos de 10% da população da RMBH”, destacou.
O superintendente da Unidade de Negócios Metropolitana, Sergio Neves, disse que as regiões próximas à BR-040, como Esmeraldas, não entraram no rodízio exatamente por serem áreas onde a população foi mais afetada. “As quatro regiões que farão parte do rodízio já têm um abastecimento regular na maioria do tempo ou praticamente não sofrem com a intermitência. Então, por isso que a gente está buscando dividir isso, para que todos possam ter acesso a água nesse período até que a obra provisória fique pronta”.
O rodízio proporciona que o consumidor se programe para o desabastecimento. Por isso, a companhia pede ainda aos moradores da capital e de cidades do entorno, que não foram afetados pelas intercorrências, que utilize a água de forma racional para que a distribuição chegue por igual a toda população.
Além da gravidade dos impactos causados pelo déficit na produção, as altas temperaturas registradas nos últimos dias fazem com que o consumo de água aumente nesse período. Portanto, é importante a contribuição de todos, para que o impacto seja o menor possível.
Outras ações para mitigar o problema envolvem duas obras de grande porte, manobras na rede de distribuição e fornecimento de 100 caminhões-pipa para priorizar os serviços essenciais, como escolas, hospitais e asilos.
Obras
A Copasa já iniciou a obra provisória, com duração até 18/3, que consiste na construção de uma adutora de menor porte, paralela à existente, o que irá possibilitar uma recuperação de abastecimento do sistema Serra Azul da ordem de 600 a 800 litros de água por segundo. Antes do rompimento da adutora, o sistema Serra Azul vinha trabalhando com uma produção de 2 mil litros por segundo. Em paralelo, já foram contratados os projetos para construção do novo trecho sobre o rio Paraopeba.
GERAL
José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”
O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.
“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.
Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.
“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.
Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina
O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.
Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.
Crítica ao governo federal e à inversão de valores
José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.
“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.
Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.
Confiança no PL e esperança de mudança
O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.
“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.
José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.
Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:
“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”
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