Minas Gerais
Copasa lança livro de histórias e receitas de mulheres que vivem em áreas de vulnerabilidade social
Com o intuito de empoderar e fortalecer a representatividade de mulheres nas comunidades, incentivando a economia colaborativa e o desenvolvimento socioeconômico local, a Copasa lançou nesta quinta-feira (21/12) o livro de receitas “Histórias Contadas pela Cozinha”. A obra reúne histórias de vida, dicas de higiene e segurança alimentar, além de receitas desenvolvidas na ação promovida pela companhia em áreas de vulnerabilidade social da Grande BH, voltado à conscientização sobre a importância da regularização do abastecimento de água.
A edição do livro é resultado de uma ação que integra o Plano de Gestão Socioambiental do contrato “Performance BH”, realizada pela Copasa, por meio do programa Engajar para Transformar, ao longo de mais de um ano no Morro das Pedras, em Belo Horizonte, e no Complexo Vila Ideal, em Ibirité. A ação capacitou 62 mulheres para o empreendedorismo gastronômico, impactando aproximadamente 220 pessoas, entre familiares e amigos dessas cozinheiras.
O evento de lançamento do livro aconteceu na sede de uma Organização Não Governamental (ONG) no Morro das Pedras, uma das comunidades atendidas pela ação “Histórias Contadas pela Cozinha”, e contou com um café organizado e servido pela Maria de Lourdes Souza Silva, mais conhecida como Lu, da Tapioca D’Lu, que deu aulas em um curso promovido durante as ações do programa.
“Eu participei do projeto como mentora e com o objetivo de ajudar as meninas a aprimorarem suas receitas e trazer outras receitas da culinária mineira. Mas, para além do curso, eu aprendi demais nessa experiência porque ninguém é tão grande que não possa aprender e nem tão pequeno que não possa ensinar. Então, eu digo que eu não ensinei, fazemos trocas. Todo dia tinha uma experiência nova, uma troca nova, um ensinamento novo. Então, eu acho que eu me doei tanto para elas quanto elas pra mim”, disse.
Entre as receitas do livro está a de ‘Costelinha com Suã’, trazida por Lúcia Leia da Silva, de 67 anos.

“A receita foi da minha mãe e, quando a gente era pequeno, ao lado da nossa casa tinha um açougue que limpava as carnes e doavam os ossos e a suã para as pessoas. E a minha mãe então pegava, chegava em casa e lavava bem lavado com água quente, temperava com o que tinha em casa e cozinhava aquele osso de modo que o restinho de carne soltava. Daí jogava-se uma canjiquinha, cozinhava um angú e cortava-se uma couve, e todo mundo comia. Aquele era o nosso alimento do dia a dia, das pessoas mais pobres e carentes. E hoje a canjiquinha é tão famosa que até japoneses já comeram da canjiquinha que eu fiz”, conta.
Lúcia Leia soube do projeto da Copasa pela filha e se inscreveu para participar das aulas de culinária. A partir do curso, já se animou a aprender crochê.
“Fui aos 30 dias de aula, só faltei um dia porque meu pai faleceu. Mas, para mim foi um aprendizado muito bem posto, porque às vezes a gente fica dentro de casa sem fazer nada e fica com angústia e tristeza. E lá a gente interagiu e conheceu pessoas novas. Foi muito gratificante e agradeço muito a Deus, à Copasa – que foi nossa patrocinadora – e às professoras. Eu deito na cama e penso: gente, eu com 67 anos participando de curso? Eu achava que quando eu fiz 50, eu não ia aprender a fazer mais nada, mas agora que terminei o curso de culinária, entrei em um projeto para aprender a fazer crochê e vou crochetar”, disse.
Além das cozinheiras, que receberam em mãos os primeiros exemplares dos livros com suas receitas, também participaram do evento diversas mulheres que participaram da ação “Histórias Contadas pela Cozinha”.
Segundo a analista socioambiental da Copasa, Wayne Barbosa, o lançamento do livro é o resultado de um trabalho coletivo desenvolvido junto às mulheres das duas comunidades.
“O evento de hoje é a materialidade do que elas construíram no coletivo. Entendo que a impressão do livro vai trazer memórias afetivas daquilo que elas construíram e vivenciaram, não somente a troca de receitas, mas a troca de conhecimentos e das experiências de cada uma com o lidar com o alimento na cozinha, além do aprendizado que elas tiveram nas oficinas com conteúdo técnico. Ou seja, ao mesmo tempo que elas entregaram conhecimentos, elas também receberam um conhecimento técnico sobre a manipulação e o preparo do alimentos”, disse.
“Histórias Contadas pela Cozinha”
“Histórias Contadas pela Cozinha” é uma das ações realizadas pela Copasa como forma de fortalecer o vínculo com a comunidade no âmbito do contrato de performance mantido no Morro das Pedras e na Vila Ideal – que visa dar condições aos clientes que moram nessas áreas de regularizar sua situação junto à companhia e terem acesso à água tratada.
O objetivo da ação foi incentivar a economia colaborativa através da troca de conhecimento entre as mulheres que obtêm ou que querem obter renda por meio da alimentação, possibilitando o desenvolvimento socioeconômico e a geração de renda local.
“Essa é uma iniciativa que agrega outras ações socioambientais desenvolvidas pela Copasa no âmbito do Engajar para Transformar e que fortalece a marca da Companhia e permite que a empresa se conecte com essas mulheres de forma a provocar a reflexão sobre a água tratada e limpa, da importância do saneamento nessa dinâmica na cozinha”, pontuou a analista socioambiental da Copasa, Wayne Barbosa.
“E essa ação foi voltada para as mulheres porque, em comunidades em situação de vulnerabilidade, em sua maior parte, as mulheres são quem chefiam as famílias e quem lidam mais com o processo de produção de alimentos. Essa ação vem justamente para fortalecer o entendimento do impacto da água tratada na produção desse alimento que ela serve à mesa para sua família e para as pessoas que ela ama”, completou.
Contrato de performance
Voltado à redução de perdas aparentes de água em áreas de vulnerabilidade social, o contrato de performance da Copasa no Morro das Pedras e na Vila Ideal faz parte de uma das frentes de trabalho do programa Engajar para Transformar da Copasa.
O contrato tem como principal objetivo melhorar e ampliar o abastecimento de água nas regiões, além de aumentar a eficiência operacional da Copasa nesses locais – o que acontece ao regularizar os clientes inadimplentes e trazer novas ligações. Isso garante que o sistema de controle operacional distribua a água de maneira mais assertiva, melhorando a pressão nas redes, diminuindo o desabastecimento e preservando o meio ambiente.
Engajar para Transformar
O contrato de performance é parte do programa Engajar para Transformar, que estabelece as diretrizes do relacionamento da companhia com a sociedade, fundamentado no foco do cliente.
O objetivo é proporcionar uma atuação em rede, ao aproximar as partes envolvidas no processo de saneamento, para a construção de uma experiência inovadora, e que gere resultados mais eficientes e eficazes, contribuindo assim para alcançar a universalização dos serviços de água e esgoto, com qualidade e de forma sustentável. Nesse sentido, além das ações de combate a perdas, a Copasa desenvolve ainda projetos sociais dentro das comunidades inseridas no programa de perdas.
O Programa Engajar para Transformar está em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), a Política de Responsabilidade Social e a Agenda ESG da Copasa (sigla que se refere a questões ambientais, sociais e de governança corporativa).
Fonte: Agência Minas
GERAL
José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”
O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.
“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.
Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.
“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.
Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina
O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.
Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.
Crítica ao governo federal e à inversão de valores
José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.
“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.
Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.
Confiança no PL e esperança de mudança
O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.
“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.
José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.
Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:
“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”
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