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Criada para enfrentamento à pandemia, Sala de Situação da Saúde ficará como legado

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Coordenador da Sala de Situação da SES-MG, Guilherme Bernardino, em análise de dados (Foto: Leandro Heringer / SES-MG)

 A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) implantou, há dois anos, no início da pandemia de covid-19, o Centro de Operações de Emergência em Saúde (Coes) e a Sala de Situação. Essas ações colaboram, desde então, para o fortalecimento e expansão de uma cultura de tomada de decisões orientada por dados compilados nos 853 municípios. 

“O grande propósito da gestão é conduzir a SES-MG para a cultura data driven (decisões orientadas por dados). As tomadas de decisão se darão por evidências. Não será um feeling, um insight do gestor. Isso será baseado em estudos, em cálculos. Vamos monitorando os dados, refazendo, aprimorando. A ideia é que, em um futuro próximo, possamos fornecer ao secretário todas as informações possíveis, em diferentes áreas e contextos, para qualificar e reforçar o embasamento da decisão”, explica o coordenador da Sala de Situação, Guilherme Bernardino.

Sala de Situação

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A Sala de Situação é composta por uma equipe multidisciplinar que inclui, entre outros profissionais, epidemiologistas, administradores públicos, estatísticos, economistas, demógrafos, analistas de sistemas e analistas de dados. 

O secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Fábio Bacheretti, fala dos benefícios vindos da ação do trabalho destes profissionais. “Os gráficos  que mostro em todas as coletivas são produzidos por essa equipe. Diariamente, eles compilam dados de todos os 853 municípios mineiros. É um trabalho complexo que proporciona transparência e embasamento para decisões corretas”, reforça o secretário.

Para maximizar respostas eficientes no enfrentamento à pandemia, também foi feito investimento em tecnologia, como explica o coordenador da Sala de Situação Guilherme Bernardino.

Sala de Situação possui equipe multidisciplinar na gestão orientada por dados (Foto: Leandro Heringer / SES-MG)

“A gente prezou muito o foco na saúde para investir tanto em equipamentos melhores. Não é possível fazer análise robusta sem estrutura. A gente conta muito com a área de tecnologia, além de profissionais capacitados para fazer o nosso Business Intelligence (B.I) funcionar adequadamente”, enfatiza Guilherme.

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Inovação e agilidade

Legado organizacional de inovação implementada no enfrentamento à pandemia de covid-19, a Sala de Situação proporciona medidas mais assertivas considerando-se, inclusive, a complexidade regional do estado.

“Em Minas Gerais, temos uma peculiaridade do grande número de municípios. Acho importante essa articulação em diferentes localidades do estado. As realidades são bem diferentes. Temos que atender com maior enfoque onde mais precisa. Dados e informações são estratégicas para isso”, salienta Bernardino.

O grande número de dados de saúde é atualizado e monitorado em grande velocidade, no intuito de fornecer aos gestores da SES-MG informações que possam qualificar e embasar decisões importantes na saúde pública.

“Buscamos ver o reflexo do que fazemos na ponta, nas pessoas que dependem do SUS (Sistema Único de Saúde).  No nosso caso, principalmente relacionado à covid-19, tivemos que tentar alternativas para aumentar a tempestividade da informação. A Sala de Situação trabalha com a finalidade de produzir, gerenciar e monitorar  dados qualificados, que tenham representatividade e possam orientar os gestores a passar por momentos como esse”, ressalta o coordenador.

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ARTIGOS

Marcelo Morais quer disputar presidência da AMM

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O prefeito de São Sebastião do Paraíso, Marcelo Morais (PSD), sacudiu o cenário político ao anunciar, nesta semana, que está articulando sua candidatura à presidência da Associação Mineira de Municípios (AMM). A declaração veio após um grupo de prefeitos do sudoeste de Minas Gerais manifestar indignação com a constante falta de atenção dada à região nas decisões e composições

Para Morais, essa iniciativa marca um passo decisivo rumo ao protagonismo das associações AMEG, AMOG e ALAGO no contexto estadual, representando 66 municípios e mais de 1,4 milhão de habitantes. “Chega de sermos ignorados pelo Estado quando o assunto é representatividade, seja na AMM, na CNM, no SAMU ou em qualquer outro espaço estratégico. Nossa região não pode mais ficar à margem das decisões que impactam diretamente nossas cidades”, destacou com firmeza.

O posicionamento firme de Marcelo Morais ecoa entre os prefeitos do sudoeste mineiro, que já iniciou as estratégias articuladas para fortalecer a representatividade da região nas eleições da Associação Mineira de Municípios (AMM), previstas para março deste ano.

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