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Curso de pós-graduação em Cozinha Mineira Contemporânea é lançado em BH

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Belo Horizonte terá um curso de pós-graduação em Cozinha Mineira Contemporânea a partir de 2024. O anúncio foi realizado durante o simpósio Conversas de Cozinha, que integrou a programação do Festival Internacional de Cozinha Mineira Contemporânea – Caipiblue, iniciativa do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) e da Fundação Clóvis Salgado (FCS).

Quem realizará a formação será a Faculdade Arnaldo, que deverá oferecê-la em formato híbrido, modular e continuado. O curso tem como objetivo atualizar e aguçar o olhar para a gastronomia mineira para além dos clássicos, reunindo elementos da contemporaneidade e inovação relacionando-os à crescente atividade turística no estado.

“A cozinha mineira traz afeto em sua essência. O grande desafio hoje é manter essa história e tradição, trazendo para essa cozinha técnicas do mundo contemporâneo. O objetivo dessa pós-graduação é preservar essência, valores e afetos, trazendo modernidade e técnicas atuais”, reforçou o diretor executivo da Faculdade Arnaldo, João Guilherme Porto.

O lançamento ocorreu no sábado (2/9), durante a abertura do simpósio que teve a nova cozinha mineira como tema. Aberto ao público e com entrada franca, o evento contou com a participação de especialistas, chefs, estudantes e entusiastas da cozinha mineira.

“O simpósio configurou oportunidade para que todos pudessem conhecer mais sobre este patrimônio cultural de Minas Gerais, que é a cozinha mineira clássica e também a cozinha contemporânea, que estamos denominando de a nova cozinha mineira. A nova e criativa cozinha mineira mantém o legado de tradição e se desdobra em novos saberes e sabores com gosto de futuro”, ressaltou o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira.

Ao longo de dois dias, cinco mesas redondas promoveram discussões e reflexões acerca do movimento local que se ancora na tradição, nos saberes e nos ingredientes da terra, em diálogo com a gastronomia francesa. Tal combinação reflete numa cozinha original e contemporânea, reconhecida pela identidade mineira e motivada pela busca da inovação, corrente que vem ganhando força em todo o país.

Temas

Durante o simpósio, o historiador e curador Roger Vieira fez a mediação de encontro com o tema “Patrimonialização da Cozinha Mineira”, com participação dos docentes José Newton Coelho Meneses (UFMG) e Maria Coeli Simões Pires (UFMG), da diretora de Proteção e Memória do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG), Débora Raiza Carolina Rocha Silva, e da pesquisadora Luciana Amaral Praxedes do Instituto Periférico, que conversaram sobre os aspectos técnicos de salvaguarda dos modos e saberes que culminaram no título de patrimônio cultural imaterial do estado conferido à cozinha mineira, em julho deste ano pelo Iepha-MG, assim como na candidatura dos Modos de Fazer O Queijo Minas Artesanal a patrimônio da humanidade pela Unesco.

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“O processo didático de explicar os modos de fazer é o que de fato importa na perspectiva dos órgãos de patrimônio. Se não houver a materialidade, os modos de fazer não são repassados. Esse é o entendimento da dinâmica do patrimônio imaterial. Entendermos a organização da legislação, é entender a compreensão da humanidade sobre patrimônio”, pontuou Roger Vieira.

Também houve encontro com o tema “Cozinha Mineira Contemporânea: Atualizando as origens”. Os chefs Felipe Rameh de Paula – que assina a curadoria da parte gastronômica do festival -, Caio Soter e Tainá Moura promoveram um bate-papo descontraído sobre os desafios futuros de uma cozinha celebrada e potente em sua tradição. Origens, sociedade, ecologia, gestão humanizada, agricultura familiar e intercâmbio com Curaçao foram temas abordados. A conversa teve mediação de Roger Vieira.

“O festival traz a beleza do intercâmbio de culturas. A importância de entender a tradição para falar de futuro. Tivemos a oportunidade de trazer a Tainá (Moura), uma mulher preta que lidera cinco restaurantes em Belo Horizonte e ocupa um lugar de protagonismo em uma cozinha em que muitas vezes se fala menos do que deveríamos abordar: o legado da cozinha africana. Essa discussão precisa passar sempre para além das nossas montanhas”, enfatizou o chef Felipe Rameh.

Encerrou a programação do primeiro o encontro “Cozinha Mineira: do Clássico ao Contemporâneo”, que reuniu os docentes Carolina Figueira da Costa (Senac), Sinval Espírito Santo (UNA-Liberdade), Larissa Fernandes (Estácio de Sá), Eduardo Roberto Batista (Faculdade Arnaldo) e Jackson Cruz Cabral (Promove).

Com mediação de Edson Puiati, diretor de Hospitalidade e Gastronomia do Senac, o encontro teve como destaque o debate de gênero e as relações com o universo gastronômico.

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Pautas direcionadas para ações de fomento da cadeia produtiva e da cultura alimentar mineira no país e no exterior, assim como a relação entre territórios, produtores e produtos como indutores de desenvolvimento econômico e geração de emprego e renda, além do exemplo de BH Cidade Criativa da Unesco, foram discutidas.

A mesa “Perspectivas para Promoção e Fomento da Cozinha Mineira Clássica e Contemporânea” contou com a presença da gerente Unidade Indústria, Comércio e Serviços do Sebrae-MG, Márcia Valéria Cota Machado; o presidente da Abrasel, Rummenigge Zanola; o presidente da Belotur, Gilberto Castro; e a diretora do Centro de Referência do Queijo Artesanal e Instituto de Hospitalidade e Artes Culinárias, Sarah Rocha.

Em debate sobre o tema “Conversas sobre Turismo de Experiência da Cozinha Mineira Contemporânea”, a importância das pessoas que integram e movem a economia da criatividade e sua correlação com a promoção dos destinos turísticos, a exemplo da experiência de Curaçao, país convidado nessa primeira edição do festival.

Participaram da mesa redonda a diretora de Relações Exteriores do Ministério do Desenvolvimento Econômico, Vanessa Toré; o diretor-adjunto do escritório de Turismo de Curaçao, Hugo Clarinda; o gerente regional para a América Latina do Escritório de Turismo de Curaçao, Andre Rojer; e a representante do governo de Curaçao, Janaina de Araújo. O encontro teve mediação da secretária Milena Pedrosa.

“O crescimento do turismo em Curaçao e o impulsionamento das políticas públicas para o setor são exemplos para nós. Já estamos trabalhando para aprimorar e implementar novas ações em Minas Gerais a partir da experiência obtida nesse intercâmbio”, finalizou a secretária de Estado Adjunta de Cultura e Turismo, Milena Pedrosa.

A Secult homenageou as Mestras de Igarapé, cujos saberes são patrimônio imaterial do município localizado na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Também foram reconhecidos pelo apoio à gastronomia e à nova cozinha mineira o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Oswaldo Miranda Júnior; Bruno Bethonico, da Frente da Gastronomia Mineira; o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas e do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, Marcelo Souza e Silva; o prefeito de Tiradentes, Nilzio Barbosa; o secretário de Turismo de Tiradentes, Guilherme Carvalho; e o prefeito de Igarapé, Arnaldo Chaves.

Fonte: Agência Minas

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GERAL

José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”

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O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.

“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.

Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.

“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.

Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina

O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.

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Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.

Crítica ao governo federal e à inversão de valores

José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.

“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.

Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.

Confiança no PL e esperança de mudança

O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.

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“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.

José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.

Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:

“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”

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