Minas Gerais
Dia Mundial de Combate à Meningite destaca a importância da prevenção

João Marcos atualmente tem 4 anos. Em 2017, com 56 dias de vida, foi diagnosticado com meningite bacteriana meningocócica tipo B. Foram mais de cem dias lutando pela vida na UTI. Com o intuito de marcar histórias como a do pequeno, além de destacar a importância da prevenção, do diagnóstico, do tratamento e da melhoria das medidas de suporte aos pacientes, comemora-se neste domingo (24/4) o Dia Mundial de Combate à Meningite.
Em Minas Gerais, entre 2017 e 2022, foram registrados 4.204 casos de meningites, com 503 óbitos (vide tabela abaixo). A vacinação é uma estratégia fundamental para evitar o desenvolvimento da doença, mortes e sequelas.
A referência técnica em Meningites da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Fernanda Barbosa, explica que em termos gerais toda a população é suscetível às meningites. Porém, as crianças menores de 5 anos, sobretudo aqueles com menos de 1 ano, são vulneráveis em maior intensidade. “Para os menores de 5 anos, há vacinas disponíveis no calendário, o que diminui as chances de contrair meningites e a doença meningocócica”, explica Fernanda.
Outro ponto de atenção é quanto aos adolescentes. Em boa parte das vezes, indivíduos dessa faixa etária são portadores da bactéria meningococo, de forma assintomática, mas passíveis de transmissão a outras pessoas. “Eles acabam não desenvolvendo a doença, mas transmitem a bactéria para outras pessoas. Então é necessário um olhar também para esses adolescentes, para que eles tenham o cartão de vacina em dia, o que evita que se desenvolva a doença e também a transmissão”.

Suelen Caroline, mãe do João Marcos e CEO da Associação Brasileira de Combate à Meningite (ABM), destaca a importância sobre a busca de informações junto aos profissionais de saúde, de modo a favorecer a prevenção.
“Acreditamos que, ouvindo sobre essa doença, as pessoas podem combatê-la conosco. Precisamos buscar informações com os pediatras, saber mais sobre a vacinação e os meios de prevenção. São doenças que podem ser evitadas, mas para que isso venha ocorrer, é preciso colocar a vacinação em dia. Eu não sabia o que era a doença, nem o que ela poderia causar. Não é necessário que as pessoas tenham que passar pelo que nós passamos”, afirma Suelen.
João Marcos carrega as sequelas da luta contra a meningite. Teve uma amputação transtibial da perna esquerda, além da metade e sola do pé direito e de oito falanges das mãozinhas. “Hoje ele (nos) leva à superação. Nos mostra que é possível, sim, vivermos com essas deficiências. Mas podemos evitá-las”, continua Suelen.
Ainda segundo ela, a convivência com João se traduz em viver emoções todos os dias: “Ele tem muita garra, é um guerreiro. É ligado no 220v. Ele ensina muito em minha casa, à minha família e ao meu esposo que a vida é para se viver. Então, ele é a superação em pessoa”.
Suelen conta que foi necessária muita determinação para lidar com os dias de internação do bebê. “Quem é mãe de UTI sabe o que eu estou falando. Não é fácil, é uma guerra diária. João chegou a ter 1% de chance de sobreviver. Mas ele viveu. As deficiências dele não são nada perto dele estar vivo conosco hoje”, diz.
João Marcos cumpre toda a rotina de uma criança da idade dele. Brinca, anda de bicicleta e se diverte. “Ele já teve alta, não precisa mais de fazer fisioterapia, terapia ocupacional, faz uso de prótese, órtese. O que ele precisa é de um acompanhamento neurológico, pois ele perdeu um pedacinho do lóbulo frontal direito. Mas essas deficiências que ele tem não são impedimento nenhum”.
Para conhecer o trabalho da Associação Brasileira de Combate à Meningite, basta acessar as páginas no Instagram: @combateameningite e @joaomarcosguerreiro.
A doença
Os principais sintomas das meningites são dores de cabeça, febre, vômitos, rigidez da nuca. As crianças menores e os bebês podem apresentar irritabilidade. “Sempre que uma criança ou adulto tiver algum desses sintomas característicos, deve procurar imediatamente o atendimento em serviço de saúde para que o tratamento médico seja iniciado. Lembrando que a doença meningocócica tem uma evolução muito rápida, podendo levar a óbito em 24 horas”, explica a referência técnica em Meningites da SES-MG, Fernanda Barbosa.
A Secretaria mantém a vigilância desse agravo de forma ativa, de modo que todo caso seja notificado e acompanhado. “Além disso, buscamos que o material coletado para exame seja enviado à Fundação Ezequiel Dias (Funed) para que seja analisado e sorogrupado. Dessa forma é possível avaliar a eficácia da vacina e saber os agentes que estão circulando no território. Isso facilita a tomada de medidas mais assertivas”, afirma Fernanda.

Imunização
A técnica ressalta que muitas vezes a lembrança imediata é sobre o risco de óbitos causados pelas meningites. “Temos também as situações de sequelas, como a surdez e amputação de membros”, diz.

Fernanda Barbosa frisa que em Minas Gerais está garantida a aplicação de imunizantes para os adolescentes que não compareceram durante os anos de 2020 e 2021 e posteriormente completaram idade que estaria fora da faixa de público que permitiria a imunização. “O entendimento é que esses foram anos atípicos. Por isso a decisão visa garantir o acesso”, afirma.
Regularmente, a rede pública de saúde oferece, gratuitamente, vacina contra as formas mais graves de meningite, como a meningocócica C e ACWY. “A primeira é para 3 meses, 5 meses e um reforço aos 12 meses. A vacina ACWY é voltada para o público de adolescentes, de 11 a 12 anos de idade”, ressalta a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações, Josianne Dias Gusmão.
Este ano, o Calendário Nacional de Vacinação também está oferecendo gratuitamente, até julho, a vacina meningocócica C (Conjugada) para crianças de até 10 anos, 11 meses e 29 dias de idade que não tenham nenhuma dose do imunizante registrada no cartão.
Josianne destaca ainda que a vacinação é de suma importância. “Alertamos os municípios em relação às baixas coberturas, uma vez que a proteção coletiva demanda altas e homogêneas coberturas vacinais na população a ser vacinada”, finaliza a coordenadora.
GERAL
José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”
O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.
“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.
Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.
“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.
Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina
O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.
Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.
Crítica ao governo federal e à inversão de valores
José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.
“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.
Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.
Confiança no PL e esperança de mudança
O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.
“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.
José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.
Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:
“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”
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