Minas Gerais
Emater e Epamig ampliam áreas de trigo para regiões quentes de Minas

O trigo, conhecido como uma cultura de clima frio, é uma novidade que agora chega em algumas das regiões mais quentes de Minas. Nas últimas semanas, a Emater-MG e a Epamig implantaram 20 unidades demonstrativas da cultivar de trigo MGS Brilhante, da Epamig, em várias regiões do estado, dentre elas o Norte de Minas e o Vale do Jequitinhonha. A proposta é usar o grão na produção de silagem para alimentação de bovinos.
Em 2023, as duas empresas implantaram unidades demonstrativas da cultura em municípios do Sul e Sudoeste de Minas e no Campo das Vertentes. Este ano, o projeto foi ampliado também para a Zona da Mata, Leste, Central e Norte de Minas, além dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. A pesquisa, financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), tem apresentado resultados promissores.
Resistente ao calor
“A cultivar de trigo MGS3 Brilhante é resistente à seca e ao calor e nas unidades demonstrativas implantadas os produtores obtiveram uma forragem de ótima qualidade nutricional para os animais, com boa produtividade em um período de entressafras de culturas de verão, como milho e soja, que costuma ser uma época em que a terra fica parada”, explica o pesquisador da Epamig e coordenador do projeto “Unidades Demonstrativas de Trigo para Produção de Silagem”, Maurício Coelho.
A Emater-MG selecionou os produtores para a implantação das lavouras experimentais e dá as orientações aos agricultores durante todo o processo de produção. “A produtividade das unidades implantadas em 2023 foi muito boa, por isso decidimos ampliar as áreas de cultivo para outras regiões do estado. A cultivar de trigo MGS3 Brilhante é uma opção viável e nutritiva para a silagem, com qualidade demonstrada pelo bom desempenho zootécnico dos animais avaliados”, explica o coordenador técnico regional da Emater-MG, Marcelo Martins.
A proposta de expandir o número de Unidades Demonstrativas pelo estado de Minas Gerais visa levar essa tecnologia ao maior número de produtores possível. “A possibilidade de produzir com a própria semente reduz o custo de produção e os agricultores participantes se tornam multiplicadores do sistema em suas respectivas regiões”, diz Maurício.
Cultura de inverno
O pesquisador da Epamig esclarece que, graças ao trabalho de melhoramento genético do trigo, hoje é possível levar a cultura para regiões mais quentes do estado. “O trigo não vai produzir no verão. Mas como Minas Gerais tem muitas áreas com altitudes acima de 600 metros do nível do mar, procuramos plantar a partir de março e em locais com altitudes maiores”, explica Maurício.
De acordo com o coordenador técnico da Emater-MG, Marcelo Martins, a produção do trigo é bem mais barata que a do milho safrinha, que já tem um custo menor que a primeira safra. “O trigo é uma ótima opção de cultura de inverno, porque protege o solo, evitando o ressecamento com o vento e pragas invasoras”, conta Marcelo.
Outra vantagem é que com a rotação de cultura (do milho para o trigo) não surgiu a necessidade de combater pragas. “O uso de produtos químicos foi quase zero, o que além de ser melhor ambientalmente, reduz muito os custos de produção”, explica o coordenador da Emater-MG. Mas como o trigo é rico em proteína e pobre em energia, o coordenador diz que o ideal não é substituir a silagem de milho pela de trigo, mas fazer uma rotação de culturas.
Fonte: Agência Minas


ARTIGOS
Marcelo Morais quer disputar presidência da AMM

O prefeito de São Sebastião do Paraíso, Marcelo Morais (PSD), sacudiu o cenário político ao anunciar, nesta semana, que está articulando sua candidatura à presidência da Associação Mineira de Municípios (AMM). A declaração veio após um grupo de prefeitos do sudoeste de Minas Gerais manifestar indignação com a constante falta de atenção dada à região nas decisões e composições
Para Morais, essa iniciativa marca um passo decisivo rumo ao protagonismo das associações AMEG, AMOG e ALAGO no contexto estadual, representando 66 municípios e mais de 1,4 milhão de habitantes. “Chega de sermos ignorados pelo Estado quando o assunto é representatividade, seja na AMM, na CNM, no SAMU ou em qualquer outro espaço estratégico. Nossa região não pode mais ficar à margem das decisões que impactam diretamente nossas cidades”, destacou com firmeza.
O posicionamento firme de Marcelo Morais ecoa entre os prefeitos do sudoeste mineiro, que já iniciou as estratégias articuladas para fortalecer a representatividade da região nas eleições da Associação Mineira de Municípios (AMM), previstas para março deste ano.
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