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Epamig realiza workshop sobre Indicadores de Sustentabilidade em Agrossistemas (ISA)

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A metodologia Indicadores de Sustentabilidade em Agroecossistemas (ISA), desenvolvida pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) em parceria com outras instituições, congrega 21 indicadores que possibilitam uma abordagem mais ampla da propriedade rural, incluindo fatores como estradas de acesso, gerenciamento de efluentes, conservação do solo, biodiversidade, diversificação da paisagem agrícola, entre outros.

Com o intuito de aprimorar a ferramenta, a Epamig promove um workshop gratuito entre os dias 23 e 24/5, a partir das 8h, no auditório da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), no bairro Cidade Jardim, região Centro-Sul de Belo Horizonte. Haverá um ciclo de palestras, mesas redondas e um fórum de discussão para os especialistas sistematizarem sugestões e aprimoramentos levantados ao longo do evento.

“A ideia é criarmos um espaço para debates e trocas de experiências entre técnicos que aplicam o método ISA em campo. Por meio desses relatos, poderemos identificar quais indicadores apresentaram um grau maior de dificuldade ao serem utilizados”, explica o pesquisador da Epamig Sede, e um dos organizadores do evento, José Mário Lobo Ferreira. “Pretendemos, assim, gerar aprimoramentos e incluirmos novos parâmetros para avaliar o desempenho socioeconômico e ambiental, bem como auxiliar produtores e técnicos na gestão das propriedades rurais e nos processos de planejamento estratégico e tomadas de decisão”, complementa.

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José Mário explica que elaborou um formulário digital, no fim de 2022, que tem sido enviado a técnicos e extensionistas que fazem uso do método ISA. “Até o momento, ele já foi preenchido por mais de 270 profissionais, que apontam os principais benefícios e dificuldades encontrados durante a aplicação da ferramenta. Considero que estamos com uma riqueza de dados bastante interessante e reveladora. Isso será aproveitado e debatido durante o workshop”.

O pesquisador foi o coordenador do projeto original, que gerou a tecnologia em 2008, e conta que o primeiro workshop sobre a ferramenta foi realizado há 14 anos atrás. “O objetivo na época foi levantar o estado da arte sobre esse tema e, para isso, recebemos especialistas de várias partes do país. A partir desse workshop de 2009, publicamos um livro que pode ser baixado gratuitamente no site da Livraria da Epamig”, detalha. Clique aqui para fazer o download do material.

Em 2012, o método foi institucionalizado pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), e passou a ser rotineiramente aplicado por órgãos, como a Emater-MG, gerando importantes dados socioeconômicos a respeito de propriedades rurais no estado. “De lá para cá, o uso da ferramenta se estendeu para outros estados, como Espírito Santo, Bahia, Tocantins, Maranhão, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul”, conta José Mário.

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O pesquisador destaca ainda que, ao final do workshop, haverá uma plenária na qual os participantes poderão discutir as limitações e melhorias levantadas durante as atividades e debates. Além disso, terão a chance de propor encaminhamentos para a elaboração de uma versão atualizada do método ISA. Ele lembra ainda que um dos focos do evento será a articulação das agendas da SEAPA com a da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). “Estamos mobilizando as duas Secretarias para podermos discutir a possibilidade de usar os dados gerados por essa ferramenta para políticas de pagamento de serviços ambientais, auxiliando também em processos de certificação ambiental”, conclui José Mário.

As inscrições devem ser feitas neste link. Mais informações pelos telefones (31) 3891-2646 e (31) 3489-5070, ou pelo e-mail [email protected].

Fonte: Agência Minas

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Marcelo Morais quer disputar presidência da AMM

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O prefeito de São Sebastião do Paraíso, Marcelo Morais (PSD), sacudiu o cenário político ao anunciar, nesta semana, que está articulando sua candidatura à presidência da Associação Mineira de Municípios (AMM). A declaração veio após um grupo de prefeitos do sudoeste de Minas Gerais manifestar indignação com a constante falta de atenção dada à região nas decisões e composições

Para Morais, essa iniciativa marca um passo decisivo rumo ao protagonismo das associações AMEG, AMOG e ALAGO no contexto estadual, representando 66 municípios e mais de 1,4 milhão de habitantes. “Chega de sermos ignorados pelo Estado quando o assunto é representatividade, seja na AMM, na CNM, no SAMU ou em qualquer outro espaço estratégico. Nossa região não pode mais ficar à margem das decisões que impactam diretamente nossas cidades”, destacou com firmeza.

O posicionamento firme de Marcelo Morais ecoa entre os prefeitos do sudoeste mineiro, que já iniciou as estratégias articuladas para fortalecer a representatividade da região nas eleições da Associação Mineira de Municípios (AMM), previstas para março deste ano.

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