Minas Gerais
Equacionamento da dívida pública estadual é um dos maiores desafios do governo mineiro

Uma soma de R$ 152,15 bilhões. Esse é o valor atualizado da dívida pública estadual de Minas Gerais. Do total, 93% (R$ 141,58 bi) referem-se a dívidas com a União e com instituições financeiras que têm a União como garantidora. Os outros 7% (R$ 10,57 bi) são de dívidas diversas como, por exemplo, R$ 7,5 bilhões de depósitos judiciais utilizados em 2015 pelo governo anterior.
O montante da dívida, que já é alto, cresce todos os meses. Isso se deve, principalmente, à suspensão integral do pagamento das parcelas, não quitadas por força de liminares obtidas junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). Somados, os valores não pagos desde junho de 2018 já chegam a R$ 30,4 bilhões. Para agravar ainda mais a situação, como as liminares não tiram o estado da condição de inadimplência, também incidem juros e multas sobre o total das parcelas não quitadas, resultando em encargos de R$ 8,7 bilhões.
Outro fator relevante que contribui para o aumento do montante da dívida é a flutuação cambial, já que existem contratos antigos atrelados ao dólar feitos com instituições internacionais.
Por essas razões, equacionar a dívida pública estadual é considerado um dos maiores desafios do Governo de Minas Gerais. Atingir esse objetivo tem sido a meta da atual gestão, que, em outubro de 2019, enviou para a Assembleia Legislativa o Projeto de Lei 1.202, que solicita a autorização para adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF).
RRF
Considerado pelo Poder Executivo como alternativa viável, o RRF concede ao Estado um prazo de até 12 meses para o não pagamento da dívida. Contado a partir da autorização de adesão por parte da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o período de um ano de suspensão do pagamento é visto como fundamental para dar início ao processo de equacionamento da dívida.
“Outro ponto favorável à adesão ao RRF é a proposta de retomada gradual do pagamento das parcelas, na razão de 11,11% ao ano, durante nove anos. Esse tempo também é imprescindível para fazermos um planejamento orçamentário-financeiro compatível com o início do pagamento do serviço da dívida”, avalia Gustavo Barbosa, secretário de Estado de Fazenda.
Artigo 23
Na quarta-feira da semana passada (25/5), a Assembleia Legislativa aprovou o Projeto de Lei 3.711, que autoriza o Estado, sem adesão ao RRF, a fazer o refinanciamento em 360 meses (30 anos) dos R$ 30,4 bilhões não pagos desde 2018. A pré-condição é que Minas Gerais desista espontaneamente das liminares.
O projeto aprovado é baseado no artigo 23 da Lei Complementar 178 e a adesão aos termos acarretaria a volta imediata do pagamento integral das parcelas. Por esse motivo, o secretário Gustavo Barbosa entende que também é necessária a adesão ao RRF, para permitir a continuidade do processo de reorganização do fluxo de caixa do Estado.
Segundo Gustavo Barbosa, foi essa reorganização que garantiu a previsibilidade imprescindível para alcançar conquistas recentes como o fim do parcelamento dos salários dos servidores do Executivo; a quitação do 13º no ano corrente; o pagamento de férias-prêmio; o cumprimento – com três meses de antecedência – do acordo com a Associação Mineira dos Municípios (AMM) referente a R$ 7 bilhões de repasses constitucionais não honrados pela gestão anterior, entre outros.
“Com as liminares, o Estado deixou de pagar as parcelas das dívidas e nós passamos a quitar os muitos passivos deixados. Isso só foi possível graças à reorganização do fluxo de caixa, que nos permitiu usar a previsibilidade a nosso favor ao longo desses últimos três anos e meio. A adesão ao artigo 23 sem a adesão ao RRF pode colocar tudo isso a perder”, alerta o secretário.
Diferença de valores
A título de comparação de cenários no período de junho deste ano a dezembro do ano que vem, é possível perceber a diferença de valores pagos pelo Estado.
No caso de adesão exclusiva ao artigo 23 da LC 178, o valor destinado ao pagamento do estoque da dívida é de R$ 15,7 bilhões. Já com a adesão ao RRF, a previsão é de R$ 3,6 bilhões, valor 336% menor.
GERAL
José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”
O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.
“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.
Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.
“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.
Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina
O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.
Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.
Crítica ao governo federal e à inversão de valores
José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.
“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.
Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.
Confiança no PL e esperança de mudança
O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.
“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.
José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.
Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:
“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”
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