Minas Gerais

Ferramenta desenvolvida pelo Governo de Minas será utilizada em estudo de diagnóstico ambiental em Água Comprida

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Seapa / Divulgação

O Núcleo de Estudo e Pesquisa do Zoneamento Ambiental e Produtivo (Nepzap) da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Campus Rio Paranaíba, e a Delta Sucroenergia assinaram acordo de parceria para desenvolver a pesquisa “Análise Ambiental do Potencial de Influência de Atividades Antrópicas sobre o Perímetro Urbano do Município de Água Comprida”.

Segundo o professor Frederico Carlos Martins de Menezes Filho, pesquisador e coordenador do Nepzap da UFV/Rio Paranaíba, o estudo vai apresentar embasamento técnico para as decisões que precisam ser tomadas no município relacionadas aos impactos da proximidade dos cultivos agrícolas com os limites de sua área urbana. “Há um projeto de lei encaminhado pelo poder executivo para apreciação na câmara municipal, propondo alteração da distância mínima de plantio de cana-de-açúcar em relação à área urbana consolidada”, explica.

Atualmente, a Lei Orgânica Municipal traz a limitação do plantio a uma distância mínima de cinco quilômetros do perímetro urbano da sede municipal e dos loteamentos constituídos e legalizados. Recomendado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o estudo realizado pelo Nepzap da UFV/Rio Paranaíba vai avaliar as possíveis influências destes plantios no município e embasar as discussões em relação à alteração do limite da área de plantio vigente e buscar respostas científicas para as incertezas relacionadas às modificações propostas no projeto de lei.

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A pesquisa

Prevista para ser concluída no prazo de 20 meses, a pesquisa vai abranger três bacias hidrográficas com área aproximada de 85 mil hectares. “Serão analisados e combinados aspectos ambientais, baseando-se nos resultados do Zoneamento Ambiental e Produtivo (ZAP), nas informações disponibilizadas no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e no mapeamento da cana-de-açúcar (área plantada e manejo), bem como aspectos de localização, considerando as redes de drenagem e a distância de cada sub-bacia em relação ao perímetro urbano”, detalha o professor Frederico Menezes.
 

UFV Campus Rio Paranaíba / Divulgação

Como resultados da proposta, destacam-se o diagnóstico das sub-bacias hidrográficas por meio do ZAP, o mapeamento das áreas de reserva legal do Cadastro Ambiental Rural, o mapeamento do cultivo de cana-de-açúcar e o mapeamento e classificação das sub-bacias com potencial de influência das atividades antrópicas sobre a qualidade ambiental na área urbana do município.

“Este estudo é pioneiro no sentido de utilizar uma ferramenta desenvolvida pelo poder público de Minas Gerais, o Zoneamento Ambiental Produtivo, juntamente com outras variáveis abióticas para embasar uma importante decisão legislativa que pode afetar toda a municipalidade. Nosso entendimento é de que as universidades têm a possibilidade de trabalhar em conjunto com os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para favorecer a utilização de dados científicos nas tomadas de decisão em matéria que envolvam o meio ambiente, de forma a buscar um desenvolvimento sustentável”, avalia o coordenador da pesquisa.

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Núcleo de estudo

A implantação dos núcleos da Metodologia ZAP nas instituições de ensino superior é uma estratégia da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) com o objetivo de aplicar, difundir e aprimorar a ferramenta usada no diagnóstico socioeconômico e ambiental das sub-bacias hidrográficas do estado.

O Nepzap da UFV Campus de Rio Paranaíba foi o primeiro a ser criado em 2019 pela Secretaria de Agricultura em parceria com a universidade. A pesquisa no município de Água Comprida é o segundo trabalho realizado pela equipe. O primeiro estudo utilizando a metodologia do Zoneamento Ambiental e Produtivo (ZAP) foi realizado na bacia do ribeirão Olhos d’água, no município de Rio Paranaíba.

A ferramenta

O Zoneamento Ambiental e Produtivo (ZAP) é uma ferramenta que vem sendo aplicada para atender às demandas da sociedade, em busca de maior conhecimento da situação geral das sub-bacias hidrográficas mineiras. A metodologia vai ajudar o setor produtivo no diagnóstico da ocupação do solo e das potencialidades de uso da água nas bacias hidrográficas de cada região estudada, além de contribuir para a implantação de uma cultura mais conservacionista entre os produtores.

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Marcelo Morais quer disputar presidência da AMM

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O prefeito de São Sebastião do Paraíso, Marcelo Morais (PSD), sacudiu o cenário político ao anunciar, nesta semana, que está articulando sua candidatura à presidência da Associação Mineira de Municípios (AMM). A declaração veio após um grupo de prefeitos do sudoeste de Minas Gerais manifestar indignação com a constante falta de atenção dada à região nas decisões e composições

Para Morais, essa iniciativa marca um passo decisivo rumo ao protagonismo das associações AMEG, AMOG e ALAGO no contexto estadual, representando 66 municípios e mais de 1,4 milhão de habitantes. “Chega de sermos ignorados pelo Estado quando o assunto é representatividade, seja na AMM, na CNM, no SAMU ou em qualquer outro espaço estratégico. Nossa região não pode mais ficar à margem das decisões que impactam diretamente nossas cidades”, destacou com firmeza.

O posicionamento firme de Marcelo Morais ecoa entre os prefeitos do sudoeste mineiro, que já iniciou as estratégias articuladas para fortalecer a representatividade da região nas eleições da Associação Mineira de Municípios (AMM), previstas para março deste ano.

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