Minas Gerais

Fhemig completa 45 anos como referência na assistência hospitalar pública

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Uma das maiores redes públicas hospitalares do país, a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) chega aos seus 45 anos superando seus desafios e consolidada como referência no atendimento de qualidade e diversificado ao cidadão mineiro. A rede integra 19 unidades assistenciais, nas áreas de urgência, reabilitação, oncologia, saúde da mulher, pneumologia, infectologia e saúde mental, além do MG Transplantes.
 

Renato Cobucci

Destinada à atenção terciária, de alta complexidade, a Fhemig entrega números que traduzem seu porte no cenário atual: no ano passado, foram mais de 55 mil internações, 18 mil cirurgias, 23 mil consultas de urgência, 15 mil consultas eletivas e 285 mil exames complementares realizados com o suporte de cerca de 11 mil profissionais.

Em sua trajetória, a fundação se adequou aos movimentos externos e se reconstruiu por diversas vezes para chegar aos dias de hoje com a capacidade de respostas ágeis e qualificadas, demonstrada principalmente durante a pandemia da covid-19 – com a mobilização e dimensionamento de leitos e profissionais que garantiram a assistência aos casos suspeitos e confirmados da doença.

“São poucas as instituições que chegam aos 45 anos de atuação, principalmente na saúde pública – onde mudanças e desafios são recorrentes, como referências consolidadas em suas áreas de atuação. A história da Fhemig foi marcada pelas conquistas alcançadas pelos servidores que aqui se dedicaram e continuam a acreditar no trabalho que realizam. Tenho orgulho de estar aqui, de poder celebrar esse momento especial ao lado dessas pessoas, que construíram e continuam a contribuir para que, a cada dia, consigamos oferecer os melhores serviços à população mineira, razão pela qual existimos”, analisa a presidente da Fhemig, Renata Dias.

O secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, credita parte de sua experiência profissional à instituição: “A minha relação com a Fhemig é antiga, desde que me formei há 12 anos. Percebi sua importância para a população e para o SUS, pude confirmar a qualidade de seu corpo clínico, de seus servidores. Participei do revocacionamento de algumas unidades, buscando fortalecer o que cada uma faz de melhor na assistência. Como médico, ex-presidente da Fhemig, secretário e cidadão, posso reconhecer que a fundação tem um futuro relevante para a sociedade se fortalecendo na formação de profissionais de saúde e, principalmente, na assistência do Estado”.

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Renato Cobucci

Evolução

Nesses 45 anos, a área assistencial evoluiu de forma gradativa e consistente. Por diversas vezes, a Fhemig foi pioneira e impulsionadora de políticas públicas, como a implementação de leitos de saúde mental em hospitais gerais, a elaboração da política de atenção aos queimados e de doenças pulmonares, além de outras discussões relacionadas a agravos que não têm políticas ainda definidas, a exemplo das doenças raras.

A Fhemig originou da fusão de vários serviços de saúde que, a princípio, tinham pouco em comum: as fundações estaduais de Assistência Psiquiátrica (Feap), de Assistência Leprocomial (Feal) e de Urgência (Feamur). Ao longo dos anos, conseguiu desenvolver ações comuns em rede, de forma complementar e com apoio mútuo, beneficiando os pacientes atendidos.

“Serviços como o atendimento ao trauma e aos queimados do Hospital João XXIII e o atendimento às epidemias (Hospital Eduardo de Menezes), entre outros, atraem profissionais do país inteiro pela sua excelência”, sublinha o médico infectologista e membro da Coordenação de Segurança Assistencial da Diretoria Assistencial (Dirass) da Fhemig, Flávio Souza Lima.

Protagonismo na saúde pública

A enfermeira e gerente de Diretrizes Assistenciais da Diretoria Assistencial, Ana Carolina Haddad, destaca que a Fhemig entregou ao Sistema Único de Saúde (SUS) a maior resposta do estado à pandemia. Além disso, profissionais do Hospital Eduardo de Menezes realizaram estudos que apoiaram a comunidade acadêmica internacional no conhecimento da doença e seu tratamento.

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De acordo com Ana Carolina, o protagonismo da Fhemig na gestão de situações de catástrofes ou outras de interesse sanitário sublinham sua excelência assistencial. “Foi o caso da pandemia da covid-19, quando a instituição foi pioneira em Minas Gerais na elaboração do Plano de Capacidade Plena Hospitalar (PCPH), bem como no protocolo clínico de diretrizes assistenciais para o enfrentamento da doença. O mesmo se deu com a elaboração do protocolo de atendimento aos casos de varíola do macaco (monkeypox)”.

Renato Cobucci

Formação de residentes qualificados

A primeira unidade da Fhemig a oferecer o Programa de Residência Médica foi o Instituto Raul Soares (IRS), em 1968, antes mesmo da fundação ser criada (1977). O programa cresceu em diversidade, número de vagas e qualidade dos programas oferecidos desde então, tornando a Fhemig uma das principais formadoras de médicos residentes no país, qualificados para o Sistema Único de Saúde (SUS).

“Atualmente, são 58 programas credenciados pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), em 21 especialidades e 17 áreas de atuação, distribuídos por 12 unidades assistenciais”, afirma a médica e apoio técnico da coordenação de Residências em Saúde, Fernanda Paula da Costa.

Futuro

A Fhemig possui unidades centenárias, que foram integradas a partir de sua criação, em 1977. Todo esse legado assistencial fez parte da construção de uma rede robusta e reconhecida nacionalmente. A capacidade de perpassar os anos com a flexibilidade e agilidade que os cenários da saúde pública exigem, são premissas que serão norte para iniciativas futuras, ampliando e qualificando serviços que garantam, cada vez mais, uma assistência segura e eficiente aos usuários do SUS do estado de Minas Gerais.

*Este conteúdo foi produzido durante o período de restrição eleitoral e publicado somente após a oficialização do término das eleições.

Fonte: Agência Minas

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GERAL

José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”

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O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.

“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.

Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.

“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.

Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina

O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.

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Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.

Crítica ao governo federal e à inversão de valores

José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.

“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.

Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.

Confiança no PL e esperança de mudança

O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.

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“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.

José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.

Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:

“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”

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