Minas Gerais

Fhemig investe em novas estratégias para garantir a segurança assistencial de seus usuários

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Renato Cobucci / Imprensa MG

O Ministério da Saúde realiza anualmente a campanha “Abril pela Segurança do Paciente”, momento em que são reforçadas as iniciativas em prol de práticas hospitalares seguras, compartilhados conhecimentos e divulgado o papel dos serviços, dos profissionais e das universidades neste sentido. A experiência trazida com o atendimento aos casos de covid-19 na Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) – rede pública hospitalar que mais realizou internações em Minas Gerais pela doença -, e também com treinamentos, elaboração de protocolos e mudanças logísticas e estruturais nas unidades, gerou um grande aprendizado para todos os envolvidos e trouxe bons resultados para a área da saúde.

“O autocuidado está em suas mãos!”, temática da campanha de 2022, fortalece a ideia de que os pacientes devem ser donos de seu próprio cuidado, buscando informação para não restarem dúvidas sobre o tratamento que estão recebendo. “Buscar o empoderamento dos pacientes frente ao seu cuidado é de suma importância, pois sabe-se que eles podem e devem ser a última barreira para que os eventos adversos não aconteçam”, afirma a coordenadora da Coordenação de Segurança Assistencial (CSA) da Fhemig, Erika Chamon.

O setor integra a Gerência de Diretrizes Assistenciais (CSA/GDA/Dirass) e atuou desde o início de 2020, conjuntamente com as demais coordenações do setor, na construção e revisões do Protocolo de Diretrizes Assistenciais para enfrentamento à covid-19, que alicerça as ações dos complexos hospitalares da fundação. Para 2022, com a melhoria no cenário da pandemia, a CSA promoverá, junto às unidades, novas estratégias visando o envolvimento do paciente na segurança dos cuidados de saúde. “O objetivo principal é centralizar a comunicação no usuário, considerando que esta é, efetivamente, a principal ferramenta para promover sua participação, e, consequentemente, aumentar a segurança e a prevenção de incidentes”, ressalta a enfermeira da equipe Isabella Manetta.

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Ações

De acordo com Erika Chamon, folders e cartilhas educativas serão encaminhados às unidades da Fhemig, com o intuito de conscientizar os usuários da rede sobre a importância da segurança do paciente, e como ele mesmo pode colaborar para que ela seja eficaz. Além disso, está sendo proposto o uso de pulseiras coloridas para sinalizar alguns dos riscos assistenciais aos quais os pacientes estão expostos em âmbito hospitalar, como a administração errônea de medicamentos e quedas. O uso de pulseiras de identificação específicas para recém-nascidos prematuros ou com baixo peso também será adotado.

Buscando práticas assistenciais cada vez mais eficazes, profissionais das unidades da Fhemig farão cada vez mais uso em suas rotinas de trabalho de auditorias de processos, baseados em check lists direcionadores, pautados nas melhores evidências e legislações. “Desta forma, somos capazes de monitorar as boas práticas implementadas, relacionadas aos Protocolos de Segurança do Paciente, e acompanhar a efetividade das ações”, explica Erika.

Segundo ela, o desenvolvimento de estratégias para a segurança do paciente no Brasil depende de investimentos em conhecimento para as equipes hospitalares e do cumprimento responsável das normas e regulamentos que regem o funcionamento dos serviços de saúde, condição básica para que novos passos possam ser dados. “A cultura da segurança do paciente é algo que ainda está em fase de construção em diversos setores de saúde, e são necessários engajamento e apoio da alta gestão, dos profissionais atuantes na linha de frente, e dos próprios pacientes”, completa a coordenadora.

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Gestão de riscos

Até a próxima sexta-feira (8/4), a CSA, juntamente com a AEST/Qualidade e a Comissão de Gestão de Riscos da Rede Fhemig, promove o I Workshop de Gestão de Riscos, que tem como público-alvo os servidores que atuam no Núcleo de Riscos e Qualidade das unidades assistenciais. O objetivo é treinar as equipes a anteciparem o desencadeamento de um evento adverso e que possam prever as suas consequências.

“Entendemos que as unidades necessitam gerir o risco anteriormente à possibilidade de sua ocorrência. A ideia é abandonarmos a postura reativa diante de falhas assistenciais notificadas e passarmos a trabalhar preventivamente”, completa Érika Chamon.

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ARTIGOS

Marcelo Morais quer disputar presidência da AMM

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O prefeito de São Sebastião do Paraíso, Marcelo Morais (PSD), sacudiu o cenário político ao anunciar, nesta semana, que está articulando sua candidatura à presidência da Associação Mineira de Municípios (AMM). A declaração veio após um grupo de prefeitos do sudoeste de Minas Gerais manifestar indignação com a constante falta de atenção dada à região nas decisões e composições

Para Morais, essa iniciativa marca um passo decisivo rumo ao protagonismo das associações AMEG, AMOG e ALAGO no contexto estadual, representando 66 municípios e mais de 1,4 milhão de habitantes. “Chega de sermos ignorados pelo Estado quando o assunto é representatividade, seja na AMM, na CNM, no SAMU ou em qualquer outro espaço estratégico. Nossa região não pode mais ficar à margem das decisões que impactam diretamente nossas cidades”, destacou com firmeza.

O posicionamento firme de Marcelo Morais ecoa entre os prefeitos do sudoeste mineiro, que já iniciou as estratégias articuladas para fortalecer a representatividade da região nas eleições da Associação Mineira de Municípios (AMM), previstas para março deste ano.

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