Minas Gerais
Forças de segurança de Minas se unem no combate a crimes contra a mulher na Operação Resguardo
Neste Dia Internacional da Mulher (8/3), eventos com ações afirmativas e de prevenção à violência contra a mulher, junto à população, marcaram a conclusão da “Operação Resguardo”. Iniciada em 7/2, em todo o estado, a iniciativa, que integrou as forças mineiras de segurança e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Geris (Sejusp), realizou mandados de prisão, busca e apreensão, palestras, campanhas informativas de serviços, policiamento ostensivo, visitas tranquilizadoras às vítimas de violência doméstica, trabalho de responsabilização junto a homens autores de violência e outras ações preventivas e repressivas.
Mais de de 7 mil profissionais participaram da força-tarefa mineira, dentre esses: policiais civis, policiais militares, policiais penais, agentes socioeducativos, bombeiros militares, integrantes do MPMG e técnicos da Política de Prevenção à Criminalidade.
Balanço
A terça-feira (8/3) também foi escolhida como referência para a divulgação dos resultados da operação. Em Minas, 2.825 viaturas foram empenhadas nas 8.238 diligências realizadas. Além disso, 34 mandados de busca e apreensão e 56 de prisão foram cumpridos nas 19 Regiões Integradas de Segurança Pública (Risps).
No total, seis mil vítimas foram atendidas e 18 resgatadas, 611 Autos de Prisões em Flagrante (APF) lavrados e 24 Autos de Apreensão em Flagrante de Ato Infracional (AAFAI), em caso de autores adolescentes. Para os crimes de menor potencial ofensivo, foram lavrados 236 Termos Circunstanciados de Ocorrências (TCO) e 62 Boletins de Ocorrência Circunstanciados (BOC) no caso de adolescentes. Também foram aplicadas 2.119 medidas protetivas.
Durante a operação, somente a Subsecretaria de Prevenção à Criminalidade da Sejusp atendeu mais de 130 vítimas e realizou mais de 130 ações de responsabilização juntos aos homens, autores de violência.

Maior efetivo
Com alcance em todo o território brasileiro, a Operação Resguardo foi demandada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. No balanço nacional, Minas apresentou o maior efetivo envolvido na ação, por ter integrado suas diferentes forças. O estado também foi destaque no número de vítimas atendidas, prisões em flagrante e denuncias recebidas, liderando todos esses rankings.
O secretário da Sejusp, Rogério Greco, afirma que as forças de segurança estão unidas e preparam-se, cada vez mais, para o enfrentamento do crime de violência contra as mulheres, que ocorrem, principalmente, dentro dos lares e, muitas vezes, envolvem uma relação afetiva entre vítima e agressor.
“As mulheres precisam saber que os serviços das forças de segurança estão disponíveis para auxiliá-las. A Operação Resguardo mostra que todos os órgãos estão trabalhando em prol disso. É importante que elas não se calem e denunciem qualquer tipo de violência”, observa o secretário.
Atuação integrada
Durante a operação, a Polícia Civil instaurou 2.149 inquéritos policiais (IPL) e concluiu outros 1.984. O chefe da Polícia Civil de Minas Gerais, delegado-geral Joaquim Francisco Neto e Silva, conta que a PC empenha esforços tanto para acolher a mulher em situação de violência, quanto para proporcionar a justa responsabilização dos agressores. “Mais uma vez a Polícia Civil de Minas Gerais cumpre seu papel e se destaca na proteção e no enfrentamento à violência contra a mulher. Trabalhamos para fazer do nosso estado um lugar de respeito e igualdade para as mulheres”, enfatiza.
Durante a Operação Resguardo, a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) realizou visitas tranquilizadoras, blitze preventivas e reunião com a Rede de Atendimento, visando fortalecer e mobilizar os atores, para ampliar, melhorar e integrar a qualidade do fluxo de atendimento; além da distribuição de folders informativos à população, com dicas sobre como proceder em casos de violência doméstica. A major Jane de Oliveira Barreto Calixto, chefe da Seção de Direitos Humanos da Diretoria de Operações da Polícia Militar (DOP) de Minas Gerais, afirma que “a melhor proteção que podemos dar às vítimas de violência doméstica é o conhecimento e informações sobre seus direitos e sobre as ferramentas de proteção atualmente existentes. O enfrentamento a essa triste realidade é dever do Estado e responsabilidade de todos”.

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), coronel Edgard Estevo da Silva, afirma que a violência doméstica é um problema estrutural, cujo combate demanda não somente ações ostensivas; mas, também, de prevenção e conscientização. “E disso o CBMMG entende, uma vez que diariamente trabalhamos com a educação e conscientização da população para evitar acidentes e sinistros. Nesse sentido, a participação da instituição na Operação Resguardo reflete a oportunidade que temos dos nossos bombeiros e bombeiras militares se aprofundarem nesse assunto e, dessa forma, se tornarem multiplicadores e aliados nessa luta”.
Ações na capital e no Triângulo
Os dois principais eventos de encerramento para a população ocorreram – das 9h às 13h – em Uberaba, na Praça Rui Barbosa, região central da cidade, e em Belo Horizonte, na Praça da Savassi, na região Centro-Sul da capital.
As forças de segurança se reuniram nas praças dos dois municípios, distribuindo informações para a população. Equipes da Subsecretaria de Prevenção à Criminalidade (Supec/Sejusp) também estiveram presentes, orientando a população sobre os serviços ofertados, tanto para as vítimas de violência doméstica quanto para os agressores.
O evento de Belo Horizonte contou com o apoio da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), que fez distribuição de brindes para as passantes e para as profissionais que trabalham nas lojas do entorno. O presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva, afirma que é fundamental que entidades civis, como a CDL/BH, atuem em conjunto com as forças de segurança para combater a violência contra a mulher. “A sociedade precisa unir forças para prevenir a violência e também resgatar as vítimas”, ressalta.
Um grupo de mulheres, participantes de oficina de tetro desenvolvida pelo Programa Mediação de Conflitos, no Aglomerado da Serra, na Região Centro-Sul de BH, também se apresentou. A oficina busca estimular o protagonismo feminino.
Já em Uberaba, o caminhão do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) – que reúne todas as forças de segurança – ficou estacionado na Praça Rui Barbosa, durante a ação, realizando o monitoramento remoto dos portadores de tornozeleira por Lei Maria da Penha. Outdoors com informações de serviços de auxílio às vítimas de violência doméstica também estão estampados pela cidade.
Sthefany Diniz, de 22 anos, passou pela ação da praça da Savassi. A jovem conta que com 16 anos sofria violência do namorado e possui medida protetiva contra o mesmo. Foi um trabalho de conscientização feito pelas amigas que a fez enxergar a situação que estava vivendo. “ Elas me mostraram vídeos, notícias, livros e outros materiais. Não sei se estaria aqui agora, sem o apoio delas. Entendo que este empenho para informar e conscientizar as mulheres pode ser uma salvação, como foi para mim”, afirma.
Canais de Denúncia
A população não ficou de fora da Operação Resguardo e colaborou, de forma ativa, com mais de 1.000 denúncias apresentadas, desde 7/2, por meio do Disque 180, administrado pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) e do Disque Denúncia 181, da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). Durante a Operação Resguardo, o estado liderou o ranking nacional de denúncias recebidas, mobilizando campanhas junto à população, estimulando esta participação popular.
Desde janeiro de 2021, o Disque Denúncia 181 criou a natureza “violência doméstica contra a mulher” para que o crime fosse avaliado e combatido de forma mais eficaz – antes atendido dentro de outras categorias. O serviço registrou, em Minas Gerais, 1.161 denúncias no primeiro ano da criação.
Ambos os tridígitos (Disque 180 e Disque Denúncia 181) garantem o anonimato do denunciante e funcionam 24h por dia.
GERAL
José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”
O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.
“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.
Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.
“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.
Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina
O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.
Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.
Crítica ao governo federal e à inversão de valores
José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.
“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.
Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.
Confiança no PL e esperança de mudança
O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.
“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.
José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.
Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:
“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”
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