Minas Gerais
Gestantes presas em MG serão atendidas por meio de parceria com faculdade de medicina

A assistência profissional durante a gravidez e o primeiro ano de vida da criança está sendo reforçada no Centro de Referência à Gestante Privada de Liberdade, em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). A direção da 3ª Região Integrada de Segurança Pública (Risp) firmou parceria com a Faculdade da Saúde e Ecologia Humana (Faseh), que passará a realizar atendimentos regulares na unidade a partir de agosto. Atualmente, o centro possui 27 mulheres sob custódia, das quais 19 estão grávidas e oito são lactantes e estão com seus bebês.
O objetivo da parceria é ampliar o acesso à saúde da mulher, otimizar demandas e complementar os atendimentos já realizados pelas enfermeiras, assistente social e psicóloga da unidade. Para isso, um ginecologista e um pediatra estarão disponíveis semanalmente no Centro de Referência, e outros profissionais poderão ser acionados. A Prefeitura de Vespasiano e os hospitais parceiros continuarão assumindo a responsabilidade pelos exames necessários.
A diretora regional da 3ª Risp, Eliane Lopes, explicou que a parceria terá impacto em todos os envolvidos. “Há apenas resultados positivos. Considerando o público delicado que atendemos, esses serviços têm um impacto significativo na qualidade de vida delas e também na distribuição dos serviços que temos aqui. Há grandes expectativas para todos”, afirmou a diretora, que também expressou a necessidade de estender a parceria para toda a região integrada.
Primeiro contato

Embora a ação esteja programada para ter início em agosto, um primeiro contato entre a faculdade e as detentas já ocorreu na terça-feira (28/6). Um mutirão foi organizado com cinco estudantes de medicina em diferentes períodos, uma professora e a coordenadora do curso. As primeiras gestantes foram atendidas, passaram por anamnese e exame físico e puderam ouvir os batimentos cardíacos dos bebês.
A iniciativa teve boa recepção das internas, que se sentiram mais seguras e informadas sobre a gestação. Uma delas ressaltou a importância do acompanhamento: “Faz toda a diferença receber esse suporte. O dia da consulta é sempre muito bom, nos deixa mais tranquilas, especialmente quando se trata da primeira gravidez”.
A diretora-geral do Centro de Referência à Gestante Privada de Liberdade, Jussara Rodrigues, vê a parceria como uma ferramenta adicional para potencializar a continuidade do trabalho. “Fazemos de tudo para melhorar a saúde das gestantes e dos bebês, pois sabemos que isso também afeta a infância. E isso faz com que o Centro de Referência valha ainda mais a pena”, destacou.
Boas experiências

Além da aprovação das mães do Centro de Referência, a parceria entre a 3ª Risp e a Faseh também é vista de forma positiva pelos estudantes de medicina envolvidos no projeto.
Luciana Latorre, coordenadora do curso, mencionou que os atendimentos nas unidades são disputados pelos alunos, pois eles compreenderam como a experiência pode agregar.
“Estamos aqui para realizar atendimentos, mas, com certeza, também ganharemos muito com isso. Ressalto a importância de formar médicos cada vez mais humanos, com menos preconceitos e que enxerguem a pessoa sem julgamentos. É isso que pretendemos fazer aqui”, explicou Luciana.
A estudante Larissa Rodrigues, que também está grávida, participou do mutirão e confirmou o resultado da iniciativa. “Está sendo uma experiência diferente e impactante realizar esses atendimentos, especialmente por estar grávida. Todas merecem o mesmo cuidado”, compartilhou.
Além dos exames e acompanhamento, a Faseh também se comprometeu a promover ações de educação sexual, conscientização sobre Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e realizar testes rápidos.
Fonte: Agência Minas


ARTIGOS
Marcelo Morais quer disputar presidência da AMM

O prefeito de São Sebastião do Paraíso, Marcelo Morais (PSD), sacudiu o cenário político ao anunciar, nesta semana, que está articulando sua candidatura à presidência da Associação Mineira de Municípios (AMM). A declaração veio após um grupo de prefeitos do sudoeste de Minas Gerais manifestar indignação com a constante falta de atenção dada à região nas decisões e composições
Para Morais, essa iniciativa marca um passo decisivo rumo ao protagonismo das associações AMEG, AMOG e ALAGO no contexto estadual, representando 66 municípios e mais de 1,4 milhão de habitantes. “Chega de sermos ignorados pelo Estado quando o assunto é representatividade, seja na AMM, na CNM, no SAMU ou em qualquer outro espaço estratégico. Nossa região não pode mais ficar à margem das decisões que impactam diretamente nossas cidades”, destacou com firmeza.
O posicionamento firme de Marcelo Morais ecoa entre os prefeitos do sudoeste mineiro, que já iniciou as estratégias articuladas para fortalecer a representatividade da região nas eleições da Associação Mineira de Municípios (AMM), previstas para março deste ano.
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