Minas Gerais

Governo de Minas entrega Medalha da Inconfidência em Ouro Preto e faz reparação histórica à inconfidente Bárbara Heliodora

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O Governo de Minas realiza a entrega da Medalha da Inconfidência, honraria concedida pelo Estado a personalidades e instituições que contribuíram para o desenvolvimento de Minas Gerais e do país, neste domingo (21/4), em Ouro Preto, cidade histórica da região Central de Minas.

A solenidade integra a Semana da Inconfidência em Conexões.

O governador Romeu Zema entrega as condecorações, no Centro de Artes e Convenções da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop). Como parte das tradições, a capital do estado é transferida simbolicamente para Ouro Preto no dia.

A Medalha da Inconfidência possui quatro designações: Grande Medalha, Medalha de Honra e Medalha da Inconfidência e Grande Colar, honraria concedida a chefes de Estado, chefes de governo e chefes dos demais Poderes da União.

Na solenidade deste ano, serão entregues 170 condecorações: 40 Grandes Medalhas, 58 Medalhas de Honra e 72 Medalhas da Inconfidência.

A lista dos agraciados será publicada na sexta-feira (19/4), no Diário Oficial de Minas Gerais.

Grande Colar

Neste ano, o agraciado com o Grande Colar será o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC), sociólogo e autor de vários livros sobre mudança social e os condicionantes políticos do desenvolvimento do Brasil e da América Latina.

Eleito presidente da República por dois mandatos consecutivos, ocupou o cargo de 1995 a 2002. Seu governo foi um período marcado pela consolidação da estabilidade econômica, por reformas na economia, na Previdência Social e na administração pública, bem como pela democratização do acesso às políticas sociais.

Antes de ser eleito presidente, FHC foi ministro das Relações Exteriores do governo Itamar Franco.

Em maio de 1993, ele assumiu o Ministério da Fazenda, em um momento em que a inflação beirava os 30% ao mês, quando levou adiante seu plano de estabilização, o Plano Real, composto por medidas drásticas de controle do déficit público e reforma monetária que se completou com a entrada em circulação de uma nova moeda, o real, em julho de 1994.

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O Plano Real completa 30 anos de sua criação, mantendo durante esse período a estabilidade monetária do Brasil, sem nenhuma ocorrência de hiperinflação.

Cerimônia

A solenidade tem dois momentos distintos.

O ato da entrega da Medalha da Inconfidência, com presença de público, é conduzido no Centro de Artes e Convenções da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop).

Já a honra militar é realizada na Praça Tiradentes, no coração da cidade histórica, com a presença dos Dragões da Inconfidência, o hasteamento da bandeira, a colocação de flores no monumento ao mártir da Inconfidência Mineira e a salva de 21 tiros.

A cerimônia de 2024 será marcada também por homenagem à poeta Bárbara Heliodora, heroína da Inconfidência Mineira. Despojos, ou seja, uma porção de terra do túmulo de São Gonçalo do Sapucaí, no Sul de Minas, serão levados para o Museu da Inconfidência, em Ouro Preto, onde ficarão no Panteão dos Inconfidentes, espaço que celebra os heróis desse período emblemático da história.

O Panteão abriga outros heróis da Inconfidência, incluindo Tiradentes e Alvarenga Peixoto, que era casado com Bárbara Heliodora.

Além de homenagear a poeta, o reconhecimento promove uma reparação histórica, já que ela participou ativamente da Inconfidência, mas não teve o devido reconhecimento à época por ser mulher.

Condecoração

A entrega da Medalha da Inconfidência foi instituída em 1952, pelo governador Juscelino Kubitscheck.

A honraria ocorre tradicionalmente todo dia 21 de abril, Dia de Tiradentes, em alusão a Joaquim José da Silva Xavier, mártir da Inconfidência Mineira, movimento de independência que teve como epicentro a cidade de Ouro Preto, no século XVIII.

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A data resgata os valores históricos de Minas Gerais, como a luta por um processo mais democrático e de liberdade. Tiradentes foi executado em 21 de abril de 1792, no Rio de Janeiro.

Conexões

Pelo segundo ano consecutivo, o Governo de Minas promove série de atividades em Ouro Preto e Tiradentes, no Campo das Vertentes.

A edição 2024 recebe o nome Semana da Inconfidência em Conexões, projeto realizado por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), junto com a Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop) e a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), e tem como parceiros as prefeituras de Ouro Preto e Tiradentes, além da iniciativa privada.

Os eventos começaram no dia 14/4 e vão até 21/4, período em que moradores e visitantes terão à disposição variedade de ações que irão conectá-los com a história, raízes culturais, criatividade e o patrimônio artístico do estado.

A Semana da Inconfidência conecta mais uma vez duas cidades marcadas pela memória da Inconfidência Mineira.

Ouro Preto, capital do estado de 1823 a 1897, é reconhecida como epicentro do movimento de luta pela independência da coroa portuguesa, enquanto o município de Tiradentes, então Vila de São José, sediou uma das primeiras reuniões dos inconfidentes, em 1788, posteriormente recebendo o atual nome em homenagem a Joaquim José da Silva Xavier.

O objetivo da semana, promovida anualmente, é fortalecer a cultura, a educação e o turismo, contribuindo para a valorização e o desenvolvimento da arte e da economia da criatividade.

Fonte: Agência Minas

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GERAL

José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”

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O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.

“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.

Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.

“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.

Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina

O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.

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Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.

Crítica ao governo federal e à inversão de valores

José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.

“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.

Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.

Confiança no PL e esperança de mudança

O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.

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“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.

José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.

Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:

“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”

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