Minas Gerais
Governo de Minas envia à Assembleia projeto que permite ao BDMG oferecer crédito de até R$ 1 bi para prefeituras e empresas do estado
O Governo de Minas encaminhou à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) projeto de lei para viabilizar a captação de até US$ 200 milhões – cerca de R$ 1 bilhão – com o New Development Bank (NDB), conhecido como o banco do BRICs. Os recursos permitirão ao Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) oferecer crédito ainda mais competitivo a municípios e empresas de todo o estado com taxas de juros mais baixas, carência ampliada para quatro anos e prazo total do empréstimo de até 25 anos.
A operação será a maior captação já realizada pelo BDMG e a primeira do banco mineiro com o aval da União em 60 anos, o que exige a contragarantia prestada pelo Estado e, portanto, seguindo legislação federal, deve ser autorizada pelo Legislativo mineiro.
“Esse projeto é importante porque demonstra que Minas Gerais agora conta com a confiança do investidor, que hoje acredita que colocar recursos no Estado é seguro e uma boa oportunidade de investimento. Isso foi possível graças a uma gestão eficiente que implementamos governo estadual e em nossas estatais, como é o caso do BDMG. Com essa mudança de contexto, quem vai ganhar é o mineiro, com mais obras de infraestrutura, mais empreendimentos que geram emprego e renda”, afirma o governador Romeu Zema.
Na avaliação do presidente do BDMG, Gabriel Viégas Neto, o contrato com o NDB representará um marco nas captações internacionais feitas pelo banco.
“Será um momento histórico para o BDMG a realização desta operação. Poderemos oferecer financiamentos com custos muito mais baixos e com prazo de pagamento de 25 anos, que é o dobro do contrato mais longo que já fizemos até hoje. É algo que nunca tivemos em 60 anos de história do BDMG”, destaca o presidente.
Projetos financiáveis
As linhas de crédito a serem oferecidas pelo BDMG com os recursos do NDB têm como objetivo fomentar o investimento em infraestrutura no estado, abrangendo tanto o setor público quanto o privado, buscando o desenvolvimento de áreas como transporte e mobilidade urbana, saneamento básico, energia renovável e eficiência energética, inovação, além de outros projetos que contribuem para o desenvolvimento sustentável de Minas Gerais.
Uma vez liberados, esses financiamentos têm potencial de geração de mais de 24 mil postos de trabalho e aumento de R$ 2 bilhões em investimentos em infraestrutura pelos setores público e privado até 2026, segundo estimativa baseada na matriz insumo-produto elaborada pelo BDMG.
Histórico
O New Development Bank é uma instituição multilateral de desenvolvimento instituída em 2014 pelo Brasil, Rússia, África do Sul, China e Índia, com foco no financiamento ao desenvolvimento sustentável das economias emergentes. Os projetos no Brasil correspondem a cerca de 20% da carteira de empréstimos do NDB.
Em dezembro, houve a assinatura de memorando de entendimento entre BDMG e NDB. Antes disso, em julho, o BDMG submeteu carta consulta à Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex) do Ministério da Economia. A autorização para captação com o aval da União para o Programa de Financiamento à Infraestrutura e ao Desenvolvimento Sustentável no Estado de Minas Gerais (BDMG Infra ODS) chegou em outubro na 161ª reunião da Cofiex.
Fonte: Agência Minas
GERAL
José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”
O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.
“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.
Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.
“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.
Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina
O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.
Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.
Crítica ao governo federal e à inversão de valores
José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.
“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.
Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.
Confiança no PL e esperança de mudança
O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.
“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.
José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.
Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:
“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”
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