Minas Gerais
Governo de Minas investe mais de 90% do recurso do Fundeb na melhoria e valorização dos profissionais da educação básica em 2022
O subsecretário de Administração da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG), Silas Fagundes de Carvalho, participa nesta quarta-feira (7/12), de audiência pública, na Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais (ALMG), para apresentar a aplicação dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
A Lei do Fundeb estabelece que 70% dos recursos do fundo, no mínimo, sejam destinados à remuneração dos profissionais da educação básica e melhoria na carreira. Os 30% restantes podem ser investidos no pagamento de outras despesas como obras, aquisição de mobiliários e equipamentos, manutenção e custeio, projetos pedagógicos, veículos para o transporte escolar, entre outras.
Segundo Silas Fagundes de Carvalho, neste ano de 2022 a Secretaria de Educação de Minas Gerais já investiu acima do percentual mínimo determinado em Lei com a folha de pessoal da pasta. Após conceder o reajuste de 10,06%, neste ano, para recompor a perda inflacionária do país, a folha da Educação passou a custar R$ 2 bilhões a mais aos cofres do Executivo, causando um grande impacto nas despesas de pessoal da Secretaria.
Até o mês de outubro de 2022, o Executivo já destinou 77,5% da receita em despesas com o pessoal da Educação, como prevê a Lei. Estimando a previsão de receitas e despesas nos meses de novembro e dezembro, a SEE-MG fechará o ano com mais de 90% dos recursos do Fundeb comprometidos com pagamento de pessoal da Secretaria de Educação.
“Tivemos em 2022 um cenário diferente de 2021, em que Minas aplicaria 66,49% dos recursos arrecadados pelo Fundeb em pagamento de pessoal e valorização da carreira. Por não atingir o percentual mínimo previsto em lei, conseguimos utilizar a medida excepcional de pagamento de rateio no valor de R$ 463,2 milhões para atingir 70,61%, ou seja, acima do mínimo necessário”, explica o subsecretário de Administração da SEE-MG.
De acordo com o subsecretário de Administração da SEE-MG, Silas Fagundes de Carvalho, quase 92% do recurso do Fundeb do exercício de 2022 foram aplicados no pagamento de profissionais da Educação Básica. Isso demonstra o compromisso do governo em cumprir as normas vigentes, tanto da nova Lei do Fundeb, quanto da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).
“Minas Gerais aplica acima dos 70% estipulados em Lei. Até outubro, já haviam sido gastos 77,5% dos recursos do fundo na educação. Dos R$ 10,7 bilhões da arrecadação prevista em 2022, o Estado vai gastar um total de R$ 49,9 bilhões, só com a folha de pessoal da SEE-MG. Além disso, temos outras despesas a serem cumpridas. O rateio é uma medida excepcional, não uma regra. Se for adotado como norma, demonstra falta de planejamento financeiro”, explicou Silas Fagundes.
Rateio Fundeb
Conforme a Lei nº 14.276/2021, de 22 de dezembro de 2021, o rateio do recurso remanescente do Fundeb deve ser feito, anualmente, apenas pelos entes que não conseguiram alcançar o mínimo de 70% em gastos com a folha de pessoal. Portanto, a referida Lei orienta que o rateio deve ser praticado em casos excepcionais, não sendo uma regra para os estados e municípios que já atingiram a cota dos 70%, como é o caso de Minas Gerais, que deverá fechar o ano fazendo uso de praticamente 100% do recurso.
“E mesmo aplicando o percentual praticamente em sua totalidade, não houve comprometimento das outras ações da educação. Isso demonstra o compromisso desta gestão com o planejamento e eficiência na gestão dos recursos públicos”, concluiu o subsecretário de Administração.
O Fundeb foi alterado pelas Leis nº 14.113/2020 e 14.276/2021, modificando: 1) aplicação mínima de 60% na remuneração dos profissionais do magistério para 70% com profissionais da educação básica; 2) se tornou permanente; 3) ampliou a participação da União de 10% para 23% até 2026; 4) alterou a definição de profissionais da educação básica; e 5) autorizou o pagamento de rateio nos casos em que o ente não atingir o mínimo de 70% no pagamento de servidores.
O fundo é constituído por impostos municipais, estaduais e transferências federais, com o objetivo de redistribuir os recursos de forma a diminuir as desigualdades educacionais no país. Foi criado pela Lei nº 11.494, de 20 de junho de 2007, sucedendo o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério (Fundef), instituído em 1996.
Fonte: Agência Minas
GERAL
José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”
O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.
“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.
Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.
“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.
Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina
O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.
Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.
Crítica ao governo federal e à inversão de valores
José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.
“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.
Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.
Confiança no PL e esperança de mudança
O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.
“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.
José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.
Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:
“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”
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