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Governo de Minas retoma a tradição dos Jogos dos Povos Indígenas

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Os Jogos dos Povos Indígenas de Minas Gerais (JPIMG) desempenham um papel importante na preservação e promoção da cultura, identidade e tradições dos povos indígenas mineiros. Atento a isso, o Governo de Minas iniciou nesta segunda-feira (20/5), no município de Carmésia, na região do Vale do Rio Doce, a sétima edição dos Jogos.

Até sexta-feira (24/5), a competição proporciona um espaço para o intercâmbio cultural entre diferentes grupos étnicos. Na Aldeia Sede Pataxó, participam dos JPIMG quase mil atletas indígenas, de 22 aldeias provenientes de 13 municípios distintos, representando diferentes regiões do estado e etnias como Kaxixó, Krenak, Maxakali, Mucuri, Pataxó, Xakriabá e Xukuru-Kariri.

Para a coordenadora de Educação do Campo, Indígena e Quilombola da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG), Anne Vaz, os jogos indígenas representam um momento importante para todos os povos, pois promovem a integração, o intercâmbio de saberes e a união entre essas diversas etnias.

SEE/MG / Divulgação

“Nos jogos indígenas os povos interagem e compartilham conhecimentos, promovendo não apenas competições esportivas, mas também enaltecendo a riqueza da cultura indígena. É relevante também destacar a diversidade de participantes. Encontramos famílias inteiras envolvidas, desde os anciãos, que foram homenageados na abertura, até as crianças, mulheres, homens e jovens indígenas”, observa a coordenadora.

Jogos Indígenas

O evento é uma iniciativa da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese-MG), em parceria com a SEE/MG, e é realizado desde 2012, mas não havia sido realizado desde a pandemia de covid-19. A realização dos Jogos constitui uma significativa oportunidade de valorização e fortalecimento da identidade das etnias indígenas residentes em Minas, uma vez que promove o encontro e a articulação entre as mais diversas comunidades.

“Os JPIMG são um marco de celebração dos valores dos povos indígenas. É um evento de promoção, difusão, fortalecimento e valorização das práticas esportivas dessas comunidades”, explica Pedro Ogando, analista de Políticas Públicas da Diretoria de Incentivo ao Esporte de Participação e Rendimento da Sedese-MG.

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Além da prática esportiva, os jogos destacam a cultura indígena de outras maneiras, através da feira de artesanato, apresentações culturais e ainda um desfile, que abrilhantou o encerramento do primeiro dia de competição.

Participação dos estudantes da rede estadual

Os JPIMG integram o calendário sociocultural das comunidades indígenas participantes, e consequentemente, o calendário escolar dos territórios que abrigam escolas estaduais dessa modalidade. Assim, os estudantes das escolas estaduais indígenas também participam como competidores.

O diretor da Escola Estadual Indígena Pataxo Bacumuxá, Francilon Pataxó, e anfitrião dos jogos, destaca que a organização do evento mobilizou toda a comunidade, com especial enfoque nos alunos. “Na escola, os estudantes têm disciplinas que abordam nossa cultura e os jogos indígenas, desta forma, as crianças e jovens podem participar ativamente deste momento cultural”, enfatiza.

O estudante Terrut Krenak, de 14 anos, da Escola Estadual Comendador Nascimento Nunes Leal, em Resplendor, intensificou os treinos para participar da competição da Corrida do Maracá, e pretende se destacar. “Espero conquistar o primeiro lugar, tenho me dedicado muito nos treinos e também me preparado em outras modalidades para obter um melhor desempenho”.

Wesley Sena / Route Filmes

Por sua vez, a atleta Xakriabá, Simã Wapudi, de 31 anos, que alcançou o terceiro lugar na competição de Arco e Flecha, também reforçou sua preparação. “Fico feliz por ter conseguido o terceiro lugar aqui, esta é uma experiência muito enriquecedora. Além dos jogos, aprendemos com os outros povos, compartilhamos nossa cultura e também absorvemos a cultura de outros povos”, diz.

Modalidades

Os Jogos contam com oito modalidades esportivas, sendo que cada categoria será premiada com um troféu confeccionado pelos indígenas da aldeia anfitriã, Pataxó.

“Todas essas modalidades esportivas não apenas refletem a cultura indígena, mas também fortalecem a presença e o papel desses povos no contexto esportivo”, completa a coordenadora da SEE/MG, Anne Vaz.

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As oito modalidades disputadas são:

  • Arco e Flecha

É montado um alvo com distância de 30 metros do guerreiro. O competidor que acertar o alvo mais vezes em três chances será o campeão. Na modalidade feminina, a distância será de 15 metros.

  • Arremesso de Lança

Aquele que arremessar a lança em maior distância será o vencedor da prova.

  • Bodoque

Os guerreiros terão que acertar o alvo numa distância de 15 metros. São três chances de acerto. Aquele que acertar será o campeão. Caso haja vários acertos, os participantes continuarão a jogar até que apenas um acerte o alvo.

  • Cabo de Guerra

Uma equipe de cada lado puxa uma corda, buscando arrastar a equipe adversária até seu campo. A equipe que conseguir arrastar o adversário para o seu campo será a vencedora da prova.

  • Corrida do Maracá

A corrida com maracá é composta por no mínimo 10 atletas, onde cada um percorre uma distância de 100 metros, sendo 50 metros de ida e 50 metros de volta. Ao retornar, o guerreiro passará o maracá para seu companheiro de equipe, que fará o mesmo percurso. Ganha a equipe que completar a prova com menors tempo. Para as mulheres, a corrida será de 50 metros, sendo 25 metros de ida e 25 metros de volta. Lembrando que não é permitido que o maracá caia.

  • Derruba o Toco

É montado um círculo com diâmetro de 3 metros, onde todos os guerreiros lutarão. Não é permitido o uso de violência e o guerreiro que utilizar golpes distintos do “agarramento” será desclassificado. O campeão será aquele que conseguir forçar o seu adversário a derrubar o toco. A equipe vencedora será a que conseguir somar o maior número de vitórias.

  • Futebol

As regras do futebol são as mesmas aplicadas no futebol convencional.

  • Zarabatana

De posse da Zarabatana, os guerreiros tentarão acertar o alvo na distância de 15 metros. Ass guerreiras tentarão acertar o alvo na distância de 7 metros.

Fonte: Agência Minas

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GERAL

José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”

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O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.

“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.

Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.

“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.

Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina

O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.

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Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.

Crítica ao governo federal e à inversão de valores

José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.

“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.

Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.

Confiança no PL e esperança de mudança

O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.

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“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.

José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.

Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:

“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”

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