Minas Gerais

IMA treina agentes de endemias em força-tarefa de combate à raiva animal no Norte de Minas

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Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), autarquia vinculada à Secretaria de Agricultura Pecuária e Abastecimento (Seapa), realizou, de 26/9 a 15/10, em parceria com a Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros, uma força-tarefa de combate à raiva envolvendo 54 municípios do Norte de Minas. O objetivo foi intensificar o controle da doença, aumentar a coleta de amostra encefálica de animais suspeitos e melhorar o fluxo do envio de materiais para diagnóstico em laboratório.

IMA / Divulgação

De acordo com o coordenador regional do IMA em Montes Claros, Rômulo Lage, a sinergia entre as ações de defesa agropecuária e atividades dos servidores da saúde é cada vez mais essencial para as atividades de controle da raiva animal. “O alinhamento entre IMA e prefeituras deve chegar de forma técnica e padronizada ao produtor rural. Somando esforços à grande capilaridade das unidades de zoonose na zona rural, alcançamos cada vez mais os locais distantes e de difícil acesso. A partir do momento que o produtor tem a informação do risco da raiva e do perigo que as famílias correm, aumenta a conscientização sobre a importância do controle dessa doença”, argumentou. 

Lage acrescenta que com o alinhamento de informações as unidades mais próximas do IMA conseguem atuar rapidamente em resposta a um eventual foco de raiva na mesma região de abrangência. “Isso significa ação mais rápida e imediata para o controle. Atualizar os profissionais de saúde sobre raiva animal melhora a vigilância no controle e a comunicação entre as equipes técnicas de endemias dos municípios”, disse.    Durante a força-tarefa foram realizados treinamentos sobre noções de primeiros socorros e serviços de saúde, contemplando, entre outros, prevenção a risco de acidentes com animais peçonhentos, segurança em ambiente de caverna, e identificação e morfologia de animais. Já as atividades práticas incluíram vistorias de abrigos e captura de morcego hematófago, o principal transmissor da raiva em animais de produção. Segundo o coordenador da força-tarefa, o fiscal do IMA Jomar Zatti, controlar a população dos morcegos significa preservar a saúde das pessoas e dos animais de produção, amenizando eventuais prejuízos ao agronegócio. “É preciso desenvolver atividades contínuas de educação em saúde e ampliar o número de municípios com condições técnicas de desenvolver ações de vigilância. Isso possibilita o aumento do controle da doença nas regiões. Além das ações fiscalizatórias, os trabalhos de educação sanitária, que consistem em palestras para as comunidades, produtores rurais e profissionais da saúde, se estenderam em todos os municípios contemplados com a força-tarefa. As palestras abordaram o risco e prevenção da raiva, bem como a diferenciação entre morcegos hematófagos, frutívoros e insetívoros”, explicou. A sinergia entre IMA e agentes de saúde reforça a importância de vacinar o rebanho anualmente e não manipular animais doentes suspeitos de raiva, segundo Zatti. “No caso de animais doentes o IMA deve ser comunicado. As pessoas que tiveram contato com esses animais devem procurar o posto de saúde. Quando ocorre um surto de raiva, as equipes são acionadas imediatamente para iniciar as investigações. Se confirmado o foco, as equipes de controle da população dos morcegos hematófagos realizam as vistorias e capturas nos abrigos naturais e artificiais”, detalhou.   Saúde única A saúde única é uma abordagem que reconhece a saúde humana intrinsecamente ligada à saúde dos animais e ao meio ambiente compartilhado, tendo como objetivo alcançar resultados ideais por meio da colaboração e interação das áreas. O IMA recomenda ao produtor rural a imunização contra a raiva dos herbívoros (bovinos, bubalinos, equídeos, caprinos e ovinos). A transmissão da raiva para os herbívoros de produção se dá principalmente pela mordedura do morcego hematófago da espécie Desmodus rotundus. A raiva é uma doença fatal transmitida às pessoas pela saliva, arranhadura ou lambedura de animais infectados.  De acordo com a coordenadora do Programa Nacional de Controle da Raiva em Herbívoros no IMA, Daniela Bernardes, a vacinação contra a raiva é a melhor forma de prevenir a doença. “É imprescindível que o produtor vacine seu rebanho contra a raiva, pelo menos uma vez ao ano, com reforço vacinal 30 dias após nos animais primovacinados. Um ótimo momento para realizar essa vacinação é no mês de novembro, já que os produtores terão que manejar os bovinos e bubalinos para vacinar contra a febre aftosa, podendo aproveitar para também vacinar contra a raiva. A raiva é uma das doenças mais antigas da humanidade e a que mais se relaciona com o conceito contemporâneo de ‘saúde única’, cujo tema amplo e diversificado é base de estudos e debates sobre a interação da saúde entre pessoas, animais e meio ambiente”, alerta. Notifica IMA Os cidadãos podem notificar suspeitas de doenças e alta mortalidade em bovinos, bubalinos, equinos, caprinos, suínos, aves, ovinos, abelhas, peixes, e outros animais de produção pelo whatsapp do Notifica IMA! O número é (31) 98598-9611. 

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Fonte: Agência Minas

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GERAL

José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”

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O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.

“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.

Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.

“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.

Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina

O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.

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Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.

Crítica ao governo federal e à inversão de valores

José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.

“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.

Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.

Confiança no PL e esperança de mudança

O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.

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“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.

José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.

Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:

“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”

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