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Iniciado primeiro Plano Regional de Manejo Integrado do Fogo do Estado no Jequitinhonha

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O Instituto Estadual de Florestas (IEF), em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), deu início neste mês de fevereiro à implementação do primeiro Plano Regional de Manejo Integrado do Fogo de Minas Gerais. O projeto-piloto será desenvolvido em três unidades de conservação localizadas no Vale do Jequitinhonha: os parques estaduais do Rio Preto, Pico do Itambé e Serra do Intendente, com prazo de execução estimado em 12 meses.

O Manejo Integrado doFogo (MIF) para fins de prevenção ou de combate a incêndios florestais é uma prática que envolve o uso intencional de fogo para manejo de vegetação, nativa ou exótica, abrangendo técnicas de aceiro negro, fogo de supressão ou equivalentes visando reduzir a ocorrência ou a severidade dos incêndios florestais, bem como combater as chamas, quando em propagação.

Em Minas Gerais, a prática é regulamentada no interior e entorno das áreas de preservação estaduais desde 2020, com a publicação do Decreto Estadual 47.919/2020. A norma permite a utilização do MIF para prevenção ou combate a incêndios florestais, desde que respeitada a relação de dependência evolutiva do fogo nos biomas onde será empregado e adotadas medidas prévias de proteção dos recursos hídricos, da fauna e da flora existentes na área.

Plano

O Plano Regional de Manejo Integrado do Fogo do Jequitinhonha prevê a realização de diagnósticos das áreas prioritárias para o MIF nas três unidades de conservação que irão receber o projeto, fomento a pesquisas acadêmicas para produção de conhecimentos vinculados às práticas de manejo integrado na região, promoção de palestras e intercâmbios institucionais, além do monitoramento e avaliação dos resultados obtidos com o uso das técnicas de manejo após o período crítico de incêndios florestais, que vai de junho a novembro.

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De acordo com o analista ambiental da Unidade Regional de Florestas e Biodiversidade (URFBio) Jequitinhonha, Rodrigo Zeller, o desenvolvimento de políticas públicas de Manejo Integrado do Fogo constitui uma importante medida de proteção e preservação ambiental e coloca Minas na vanguarda das ações de prevenção e combate a incêndios no Brasil.

“Precisamos desmistificar o senso comum de que fogo é apenas destruição. Desde que utilizadas de forma consciente e planejada, as queimas controladas impedem que incêndios florestais se tornem desastres de grandes proporções, além de restaurar a dinâmica ecológica de ecossistemas onde o fogo é um agente ecológico presente em sua evolução”, explica Zeller.

Ainda segundo Rodrigo, algumas ações já foram implementadas em caráter experimental em reservas ambientais da região com resultados positivos. “Em 2019, manejamos 3,73 hectares no entorno do Parque Estadual do Pico do Itambé. Após consentimento do proprietário do terreno, realizamos uma queima prescrita para composição de uma aceiro negro. Menos de um ano depois, este aceiro barrou um incêndio florestal oriundo do entorno, impedindo que as chamas atingissem o interior da unidade de conservação”, conta.

O aceiro negro é uma técnica que utiliza o fogo em faixa de terreno de largura e comprimento variável, de forma planejada, monitorada e controlada para fins de prevenção ou de combate a incêndio. Já o aceiro comum é uma faixa onde a continuidade da vegetação é interrompida ou modificada com a finalidade de dificultar a propagação do fogo e facilitar o seu combate.

Estudo realizado pelo Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), organização da sociedade civil que atua no fomento ao equilíbrio ambiental, aponta redução de 57% da área queimada por incêndios florestais após implementação do MIF.

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Previncêndio

A adoção do uso do fogo por meio de queimas prescritas é prática incentivada pela Gerência de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (Previncêndio) do IEF, que desde 2013 vem trabalhando para a regularização e adoção em maior escala do Manejo Integrado do Fogo em Minas.

“Além das queimas, o MIF prevê também outras atividades como o conhecimento dos regimes de fogo em cada área; prevenção aos incêndios; preparação para resposta (combates); supressão dos incêndios e restauração. As unidades de conservação estaduais podem fazer uso dessa ferramenta para a prevenção e para o combate aos incêndios florestais”, ressalta o gerente do Previncêndio, Rodrigo Belo.

Queima prescrita

Entre os dias 20 e 24/2, o IEF participou da realização de queimas prescritas com atividades do Manejo Integrado do Fogo no Parque Nacional da Serra da Canastra, visando conhecer melhor o assunto e suas práticas, sendo o ICMBio e a unidade de conservação federal referências no assunto. Gerentes de unidades de conservação estaduais e técnicos do Previncêndio participam das atividades, com a responsabilidade de compartilhar os conhecimentos adquiridos com suas respectivas URFBios.

Para a diretora-geral do IEF, Marília Amélia Lins, o MIF é uma estratégia de gestão ambiental que deve respeitar as especificidades locais de sua área de implementação. “É necessário construir uma base técnico-científica sólida para nortear as ações de manejo do fogo e a avaliação dos resultados. A partir da experiência promovida no Jequitinhonha, onde as ações estão sendo desenvolvidas com toda cautela e respaldo técnico necessário, iremos avaliar a viabilidade de estender a iniciativa às demais regionais do Estado”, conclui.

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GERAL

José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”

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O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.

“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.

Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.

“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.

Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina

O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.

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Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.

Crítica ao governo federal e à inversão de valores

José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.

“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.

Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.

Confiança no PL e esperança de mudança

O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.

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“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.

José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.

Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:

“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”

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