Minas Gerais

Ipsemg homenageia aposentados do serviço público de Minas Gerais

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Dorinha, servidora aposentada; Arquivo pessoal

Em 1923, o então presidente Arthur Bernardes determinou, por meio do Decreto Lei nº 6.926/81, 24/1 como Dia Nacional dos Aposentados no Brasil. O documento não só reconheceu a data, mas criou as Caixas de Aposentadoria e Pensões (CAP) para gerir as contribuições e benefícios dos trabalhadores das empresas de estradas de ferro. Tal medida buscava resguardar o futuro daquela classe envolvida em atividade exaustiva e suscetível a acidentes. Após sua publicação, outras classes também começaram a lutar por benefícios semelhantes, em um processo que foi ampliando a cobertura previdenciária no Brasil.

Neste 2023, a lei completa cem anos, período em que vem transformando a vida de muitos trabalhadores e servidores públicos.

Redigida pelo deputado federal paulista Eloy Chaves, que acabou emprestando o nome ao projeto, essa foi a primeira lei brasileira destinada à Previdência Social. Até aquele momento, apenas alguns servidores de uma ou outra repartição pública recebiam aposentadoria.

Previdência 

Em 1924, por meio do Decreto nº 6.600, a Caixa Beneficente já existente no Estado desde 1912, que tinha como finalidade amparar o funcionário público incapacitado de exercer a atividade de trabalho e os dependentes do servidor falecido, foi transformada em Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais.

Acompanhando as transformações nas contribuições e adequando outros benefícios, o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg) faz parte da história previdenciária no Brasil.

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“Somos uma instituição de 110 anos. Ao longo da nossa história sempre tivemos como pilar gerir a previdência do servidor público estadual. Com o passar dos anos, foram inúmeras conquistas, criações de políticas públicas e aperfeiçoamento da prestação dos nossos serviços”, destaca a presidente do Ipsemg, Luiza Hermeto Coutinho Campos.

Histórias

Atualmente, Minas Gerais possui 240.635 servidores públicos aposentados e 38.476 pensionistas. Marias das Dores Alves, 70 anos, aposentada pelo Ipsemg em 2015, faz parte do grupo. Ela conta parte de jornada como servidora pública.

Após realizar a prova de concurso no estádio Mineirão e passar em terceiro lugar, ainda muito jovem, Dorinha, como é chamada pelos amigos, começou como auxiliar de cozinha. Ao longo dos anos esteve na marcação de consultas e em vários setores do Ipsemg. Ela trabalhou ao lado de 17 diretores de saúde.

“Foram 43 anos, dois meses e dez dias no Ipsemg,” destaca Dorinha. “Meu trabalho foi muito gratificante, conheci muitas pessoas, fiz amizades e ajudei muitos beneficiários com meu serviço. Apesar de no início não querer me aposentar, hoje passo os dias bem tranquila como dona de casa e realizando minhas atividades físicas, como a caminhada,” explicou a ex-servidora do Instituto.

Qualidade de vida

Maria Laguardia; Arquivo pessoal

Maria Aparecida Lara de Castro Laguardia, 65 anos, aposentou-se em 2017 e curte seus dias com leveza, visitando familiares em Juiz de Fora, indo nas atividades da igreja e cuidando da saúde. Ela trabalhou na atual Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) que, quando começou, era Secretarias de Segurança Pública e de Justiça, em 1986 e, em outros anos, Defesa Social (Seds).

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Depois de 35 anos no serviço público, Cida lembra com carinho dos amigos que fez e de toda sua contribuição aos demais mineiros. “Sou muito grata pela minha carreira no serviço público, sempre fui bem recebida pelas pessoas que estiveram comigo no gabinete da secretaria, aprendi muito, me realizei profissionalmente e obtive conquistas pessoais. Me aposentei com o sentimento de dever comprido,” disse, confiante.

Perto de deixar o serviço, Cida pulou de tirolesa entre os prédios da Cidade Administrativa em um evento comemorativo ao Dia do Servidor Público. Ela ressalta que a aposentadoria é um momento para que o foco seja reajustado para o cuidado consigo mesma, a família e para desfrutar a vida e, por isso, destaca que a aposentadoria tem que ocorrer quando o servidor ainda se está bem para ter novas experiências.

Parabéns

A diretora do Ipsemg, Luzia Hermeto, reconhece todo o esforço e dedicação daqueles que já estiveram servindo os cidadãos mineiros e parabeniza os aposentados do serviço público estadual. “Vocês são a razão deste instituto”, diz.

Fonte: Agência Minas

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GERAL

José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”

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O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.

“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.

Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.

“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.

Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina

O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.

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Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.

Crítica ao governo federal e à inversão de valores

José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.

“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.

Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.

Confiança no PL e esperança de mudança

O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.

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“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.

José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.

Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:

“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”

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