Minas Gerais
Ligia Amadio é primeira mulher como regente titular da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais
Em 46 anos de existência, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais (OSMG) tem, pela primeira vez, uma mulher como regente titular: Ligia Amadio. Uma das mais destacadas regentes brasileiras da atualidade, a maestra faz sua estreia à frente da OSMG justamente em 8 de março, Dia Internacional da Mulher.
A apresentação de gala acontece às 20h de 8/3, no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes, da Fundação Clóvis Salgado (FCS), complexo cultural da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult). A importância da chegada da maestra é constatada pelo fato de Ligia Amadio ser a primeira mulher a tornar-se regente titular em todas as orquestras em que ocupou este cargo.

“Bem-vinda, maestra! A primeira mulher a ocupar o posto de regente titular da nossa amada Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. Que lindo ver toda essa potência artística junta e conduzida por uma mulher. Essas que possuem qualidades excepcionais na condução do mundo. Política, empresas, arte. Esta manhã me fez lembrar muito Antonia Brico, a tenaz holandesa que, após ter sido aluna da Academia Estatal de Música em Berlim, tornou-se, em 1930, a primeira mulher a comandar a filarmônica da capital alemã. Pioneira do mundo. Quase cem anos depois e embora atrasados, é um orgulho imenso recebê-la. Bravo!”, comemora o secretário de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira.
Ligia Amadio, que já atuou em diversas orquestras ao redor do mundo, se diz muito feliz em assumir a regência titular e direção artística da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. “Me sinto honrada pela confiança em mim depositada pelo presidente da Fundação Clóvis Salgado, Sérgio Rodrigo Reis, pelo secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, pela diretora artística, Cláudia Malta, e pelos músicos da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, que indicaram o meu nome com o desejo de que eu fosse a nova regente titular da orquestra”, declarou.
“Espero fazer o melhor pela orquestra, maximizar o seu potencial artístico, ganhar novos públicos e tornar cada vez mais a música clássica e a música realizada pela OSMG acessível e democrática para todas as pessoas, atingindo diferentes interesses, seja a música popular até a música de concerto e a ópera”, concluiu a maestra.

Obras de compositoras
O repertório do dia 8 de março faz jus à ocasião: o programa é composto por obras de grandes compositoras pioneiras na história da música, como Chiquinha Gonzaga (1847 – 1935), Dinorá de Carvalho (1895 – 1980) e Amy Beach (1867 – 1944). Haverá ainda um solo de piano realizado pela convidada Linda Bustani, que interpreta Sergei Rachmaninoff (1873 – 1943).
Preços populares
A apresentação faz parte da série Concertos da Liberdade – Sinfônica ao Meio-dia e Sinfônica em Concerto. Os ingressos já estão à venda por R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada) na Plateia I, R$ 15 (inteira) e R$ 7,50 (meia-entrada) na Plateia II, e R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada) na Plateia Superior, pelo site da Fundação Clóvis Salgado ou Bilheteria do Palácio das Artes.
Apresentação gratuita
Em 7/3, ao meio-dia, o corpo artístico se reúne para interpretar trechos do concerto do dia 8, de forma gratuita. Ligia Amadio já estará no comando, dando a chance para que um público maior veja a primeira mulher à frente da sinfônica.
Ligia Amadio
Ligia Amadio é conhecida internacionalmente por sua exigência artística, carisma e performances vibrantes. Sua atuação estende-se por América, Europa e Ásia. Dentre os prêmios que recebeu, pode-se destacar: concurso Internacional de Tóquio (1997), II Concurso Latino-Americano em Santiago do Chile (1998), APCA (2001), Prêmio Carlos Gomes (2012), Ordem de Rio Branco (2018), Prêmio Alumni USP (2022).
Atuou como regente titular e diretora artística das seguintes orquestras: no Uruguai, da Filarmônica de Montevidéu; na Colômbia, da Filarmônica de Bogotá; na Argentina, da Filarmônica de Mendoza e da Sinfônica da Universidade Nacional de Cuyo; no Brasil, da Orquestra Sinfônica Nacional, da Sinfônica de Campinas e da OSUSP.
Sua discografia reúne 11 CDs e cinco DVDs. Completou graduação na POLI-USP e na Unicamp, mestrado na Unicamp e doutorado na Unesp. Sua formação também incluiu os mais importantes cursos internacionais de regência orquestral na Áustria, Holanda, Hungria, Itália, República Tcheca, Rússia e Venezuela.
Ligia Amadio lidera o Movimento Mulheres Regentes, que realizou três simpósios internacionais desde 2016. No momento, organiza a quarta edição do encontro, que acontecerá em Buenos Aires.
Orquestra Sinfônica de Minas Gerais
A Orquestra Sinfônica de Minas Gerais foi declarada Patrimônio Histórico e Cultural do Estado de Minas Gerais. Em constante aprimoramento, cumpre o papel de difusora da música erudita na diversidade de sua atuação em óperas, concertos e apresentações na capital e interior do estado.
Além dos Concertos no Parque, Sinfônica ao Meio-dia e Sinfônica em Concerto, merece destaque o reconhecido programa Sinfônica Pop, que convida artistas da música popular brasileira para se apresentarem com a OSMG.
Fonte: Agência Minas
GERAL
José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”
O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.
“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.
Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.
“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.
Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina
O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.
Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.
Crítica ao governo federal e à inversão de valores
José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.
“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.
Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.
Confiança no PL e esperança de mudança
O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.
“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.
José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.
Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:
“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”
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