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Maternidade do Hospital Júlia Kubitschek tem previsão de R$ 340 mil em investimentos para 2022

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Está prevista para iniciar ainda no primeiro semestre de 2022 a revitalização de parte do ambulatório de Saúde da Mulher, no Hospital Júlia Kubitschek (HJK), da Rede Fhemig. A iniciativa integra uma série de investimentos realizados nos últimos três anos na unidade, que é referência em gestação de alto risco. Para 2022, o valor previsto em aquisições está em torno de R$ 340 mil.

O serviço – composto por ambulatório, maternidade e Casa da Gestante – recebeu, nos últimos dois anos, investimentos de mais de R$ 550 mil. Foram adquiridos dez berços para recém-nascidos, sete unidades de fototerapia (tratamento geralmente utilizado para icterícia neonatal), aparelho de ultrassonografia ginecológica e obstétrica, além de outros instrumentos, como oftalmoscópio e otoscópio.

O diretor do Complexo de Especialidades – do qual o HJK faz parte – Samar Musse Dib ressalta que os investimentos representam um reconhecimento à vocação do serviço. “Estivemos como referência para gestantes e puérperas (mães que acabaram de dar à luz) suspeitas e confirmadas para a covid-19 sem perder de vista nosso papel de referência, sobretudo para a população da região do Barreiro, já que temos essa atuação distrital e uma forte interlocução com a comunidade e a Atenção Básica”, explica.


Fhemig / Divulgação

Nascer no Barreiro

A diretora assistencial da Fhemig, Lucineia Carvalhais, reforça que o caráter distrital da assistência permitiu que a população construísse uma relação diferenciada com a unidade. “Temos sete maternidades SUS em Belo Horizonte. Delas, a única que é totalmente vocacionada para uma região é a do HJK. Os moradores do Barreiro têm uma relação de propriedade, de orgulho e de fidelidade com a maternidade”, aponta.

“Nosso pré-natal é referência para a Regional do Barreiro. São atendidas, em média, 500 pacientes por mês, portadoras de qualquer fator de risco gestacional”, contextualiza a diretora assistencial do Complexo de Especialidades, Viviane Cristina da Cunha.

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Os pais de primeira viagem Daniela Medeiros Pereira da Silva e Yago Wanderley Dutra aguardam a chegada do filho Pietro. Moradores do bairro Vila Pinho, no Barreiro, frequentam o pré-natal de alto risco desde a quarta semana da gestação. “Descobri que tinha pressão alta e fui encaminhada, pelo posto de saúde, à maternidade do HJK. Além das consultas e exames, tenho acompanhamento de nutricionista e oftalmologista. O atendimento é muito bom e todos os profissionais são muito prestativos”, destaca Daniela, que está com 32 semanas de gestação. “Temos amigos e conhecidos que também tiveram bebê aqui, e isso nos traz tranquilidade e confiança”, acrescenta Yago.

O pré-natal de alto risco tem papel fundamental para a condução dos casos de pacientes com doenças crônicas prévias ou que tiveram uma gravidez anterior de alto risco, além das que identificam, no decorrer da gestação, uma condição ou doença que ofereça risco à mãe e ao bebê.

Leudmarlen Rúbia Gusmão Figueiredo é servidora do setor de Hotelaria do hospital. Moradora da região do Barreiro há mais de dez anos, teve a filha Hadassa, hoje com nove meses, na maternidade do HJK.

“Descobri, no mesmo dia, que estava com covid-19 e grávida. O médico que me examinou aconselhou que eu fizesse o pré-natal na unidade. Tive pré-eclâmpsia com 37 semanas de gestação e fui encaminhada para uma cesárea. Fiquei internada por cinco dias, por conta da pressão alta, e também porque minha filha teve icterícia. O atendimento foi muito bom. Por ser uma maternidade de alto risco, perto da minha casa, facilitou muito a rotina dos meus acompanhantes durante a internação”, conta.

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Serviço especializado

Além do pré-natal de alto risco, outros serviços ambulatoriais de saúde da mulher – também ligados à assistência de média e alta complexidade – são oferecidos na unidade. O atendimento contempla ginecologia clínica e cirúrgica, infantopuberal, propedêutica do colo, puerpério patológico, infertilidade, medicina fetal, atenção neonatal, palivizumabe, atendimento à pessoa em situação de violência sexual, mastologia, terceira etapa do Método Canguru, além da realização de ultrassonografias ginecológicas e obstétricas e triagens auditivas neonatais universais.

O serviço ambulatorial no HJK funciona por encaminhamento – exceto o atendimento à violência sexual, que é por demanda espontânea. As consultas são solicitadas pelo médico da unidade básica de saúde e agendadas pela Central de Marcação de Consultas da Prefeitura de Belo Horizonte. Em 2021, foram realizados dez mil atendimentos.

“O ambulatório dispõe de ginecologista, obstetra, psicólogo, assistente social, nutricionista, fonoaudióloga, enfermeira, pediatra, neurologista, ultrassonografista e oftalmologista para garantir assistência global à mulher”, afirma a diretora assistencial, Viviane Cunha.

A maternidade do HJK conta com a Casa da Gestante, Bebê e Puérpera: residência destinada às gestantes de alto risco e às mães de recém-nascidos que ainda necessitam de acompanhamento assistencial. O serviço integra, desde 2012, o Programa Rede Cegonha, do Ministério da Saúde. Em 2013, recebeu o título de Hospital Amigo da Criança – iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) para promover, proteger e apoiar o aleitamento materno.

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GERAL

José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”

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O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.

“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.

Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.

“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.

Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina

O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.

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Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.

Crítica ao governo federal e à inversão de valores

José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.

“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.

Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.

Confiança no PL e esperança de mudança

O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.

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“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.

José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.

Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:

“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”

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