Minas Gerais

Médicos da Atenção Primária são capacitados em acupuntura

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A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) conclui, nesta terça-feira (31/10), o curso de 40 horas de acupuntura para médicos da Atenção Básica à Saúde, na Faculdade de Saúde e Ecologia Humana (Faseh) em Vespasiano. A prática de medicina oriental é uma das 29 Práticas Integrativas Complementares em Saúde (PICS) oferecidas no Sistema Único de Saúde (SUS).

A referência técnica em Práticas Integrativas e Complementares da SES-MG, Vanessa Madureira, ressalta a importância da capacitação. “É o primeiro ano que esse curso é oferecido. É muito importante capacitar os profissionais para atender o fluxo da Atenção Primária, mas isso não substitui o tratamento convencional, é um complemento”. Ela destaca que as PICS colaboram tanto na saúde física quanto mental. “Temos evidências científicas de alto valor que tratam sobre esses benefícios. A acupuntura trata desde a ansiedade, estresse, sono e humor, a dores de cabeça e dores articulares”.

A referência técnica também explica o fluxo para atendimento. “O cidadão vai ser acolhido e avaliado na Unidade Básica de Saúde (UBS) e o médico avaliará a introdução da acupuntura no tratamento”.

Professor no curso e docente de Clínica Médica da Universidade Federal de Santa Catarina, Li Shih Min, apresenta a trajetória do curso. “Começamos o curso em 2011 em Florianópolis. Ensinamos por dez anos médicos na Atenção Primária e formamos mais de 200 em Santa Catarina”. Min enfatiza o ganho proporcionado pela acupuntura na relação médico-paciente. “A acupuntura é uma técnica extremamente simples e não traz grandes efeitos colaterais nas mãos de pessoas bem habilitadas. Em Florianópolis, são, ao menos, oito sessões. Isso traz ganhos na relação médico-paciente e é uma oportunidade para evitar excesso de medicamentos e de exames, por exemplo”, destaca.

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Leandro Heringer

Médica especialista em acupuntura e também professora do curso, Andrea Ruschel, salienta o impacto da prática da acupuntura na saúde da população. “A utilização de técnicas básicas de acupuntura proporciona para os usuários uma opção de tratamento além dos remédios”, explica. “Os alunos conhecem um mundo novo e se sentem felizes em aprender novas técnicas que acrescentam na prática clínica. Eles conseguem, através do olhar da acupuntura, outras abordagens para situações desafiadoras na medicina tradicional”. A democratização do acesso à acupuntura pela população também é ressaltada pela médica. “A ação da SES-MG favorece o acesso da população à prática de modo seguro e respaldado em evidências científicas”.

A aplicabilidade do aprendizado é apontada pela médica da Atenção Primária em Juiz de Fora, Carla Werner. “O curso está sendo muito válido porque temos a experiência do usuário em como as PICS fazem diferença”. Ela expressa os benefícios dos usos da acupuntura. “Temos a expectativa de diminuir a prescrição de medicamentos e a realização de exames desnecessários, bem como aumentar os benefícios no tratamento para as dores crônicas, por exemplo”.

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Juliano Chaves de Souza, médico da Atenção primária em Araçuaí, aprova a capacitação. “Os professores são muito gabaritados, experientes, com grande aplicabilidade no cotidiano. A questão do tratamento da dor é destacada seja na dor de ombro, na fibromialgia, entre outras e todo o conteúdo abordado e as práticas apresentadas são embasados em evidências científicas”, conclui.

A SES-MG é responsável por estimular, coordenar, monitorar e fortalecer as PICS junto aos municípios. Desde fevereiro de 2023, por meio de deliberação na Comissão Intergestores Bipartite do Estado de Minas Gerais (CIB-SUS/MG), foi definida a distribuição semestral de insumos utilizados na acupuntura e na auriculoterapia, como agulhas e sementes de mostarda.

Fonte: Agência Minas

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Marcelo Morais quer disputar presidência da AMM

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O prefeito de São Sebastião do Paraíso, Marcelo Morais (PSD), sacudiu o cenário político ao anunciar, nesta semana, que está articulando sua candidatura à presidência da Associação Mineira de Municípios (AMM). A declaração veio após um grupo de prefeitos do sudoeste de Minas Gerais manifestar indignação com a constante falta de atenção dada à região nas decisões e composições

Para Morais, essa iniciativa marca um passo decisivo rumo ao protagonismo das associações AMEG, AMOG e ALAGO no contexto estadual, representando 66 municípios e mais de 1,4 milhão de habitantes. “Chega de sermos ignorados pelo Estado quando o assunto é representatividade, seja na AMM, na CNM, no SAMU ou em qualquer outro espaço estratégico. Nossa região não pode mais ficar à margem das decisões que impactam diretamente nossas cidades”, destacou com firmeza.

O posicionamento firme de Marcelo Morais ecoa entre os prefeitos do sudoeste mineiro, que já iniciou as estratégias articuladas para fortalecer a representatividade da região nas eleições da Associação Mineira de Municípios (AMM), previstas para março deste ano.

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