Minas Gerais

Metodologia adotada na Fhemig ajuda a superar desafios da atenção hospitalar

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Os Grupos de Diagnósticos Relacionados – metodologia DRG (Diagnosis Related Groups) – na Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) -, implantados na rede há pouco mais de dois anos, contribuem para consolidação e análise de informações assistenciais. Os dados coletados ajudam a fundação a subsidiar ações e a tomada de decisões gerenciais que refletem diretamente na melhoria dos processos e, consequentemente, na qualidade da assistência prestada aos usuários. 

A metodologia se baseia na interação do modelo de governança com uma base sólida de informações, ou seja, um banco de dados robusto, fidedigno, e que assegura benchmarking com outras instituições, tanto do SUS, Saúde Suplementar ou assistência privada, que tratam de pacientes de mesma complexidade, no nível nacional ou até mesmo internacional.

A metodologia requer a mobilização de uma equipe capacitada, os analistas de informações em saúde, também reconhecidos como codificadores, que além de repassar as informações dos prontuários para o sistema, desenvolvem um trabalho de interpretação de toda a condição clínica do paciente e a assistência recebida na jornada hospitalar, até o desfecho.

Atualmente, o projeto DRG está em andamento nos Complexos de Urgência (HJXXIII, HIJPII, HMAL); de Especialidades (HJK, HAC) e de Referência (MOV, HEM, HRAD, HRJP, HRB-JA).

Artigos científicos

Os primeiros resultados da metodologia mereceram destaque em dois artigos publicados pela Revista de Administração Hospitalar e Inovação em Saúde (RAHIS) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no início deste ano.

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Os artigos apresentam o processo de implantação da metodologia nos dez hospitais, e as iniciativas de controle de qualidade da codificação e do banco de dados, além dos benefícios imediatos da utilização da metodologia. Atualmente, 93% dos atendimentos realizados nos dez hospitais do projeto já foram codificados, com dados de 2020 e 2021. 

Em um exemplo citado, a análise realizada no início de 2021 identificou que 61,5% das oportunidades de melhoria de desempenho estavam relacionadas com excesso de permanência. Ou seja, para atender os pacientes, era consumido um tempo de internação maior do que a média. Por sua vez, 8,7% das oportunidades detectadas associam-se às condições adquiridas, que, se evitadas, assegurariam melhor qualidade, menores custos e redução da permanência. 

Durante o processo de aprimoramento do uso da metodologia, o empenho e a dedicação dos diretores e das coordenações hospitalares do DRG permitiram ganhos de eficiência da ordem de 11% a 12% em algumas linhas de cuidados, representando, na administração pública direta, um melhor aproveitamento dos recursos públicos aliado ao aumento de acesso da sociedade a esses recursos críticos, com garantia de processos auditáveis. 

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“Quando você mostra onde está o caminho para melhorar e quais são as falhas, os processos vão se ajustando com mais facilidade. Com isso, você possibilita um esforço mais bem dirigido para corrigir os problemas”, afirma Marco Aurélio Ângelo, coordenador médico DRG e um dos autores do artigo. 

Recorrendo ao exemplo citado, sobre a permanência de pacientes por tempo superior ao necessário para a conclusão de seu tratamento, a também autora e coordenadora DRG Bárbara Martins apresenta dois ganhos relevantes. “Primeiro para o próprio paciente, que fica na unidade pelo tempo oportuno. Na sequência, o benefício para a sociedade, pois possibilita ampliarmos o acesso da população ao se otimizar a disponibilidade de leitos para o SUS”, analisa.

Com o amadurecimento dessa equipe de analistas da base de dados, a próxima etapa é intensificar a disseminação do DRG, permitindo que cada vez mais os gestores tenham à disposição informações mais precisas para a definição de diretrizes e acompanhamento de resultados.

Os artigos apresentados no 7º Fórum Científico da Fhemig, posteriormente aceitos para publicação, também têm como autores Cynthia Carolina Andrade, Priscilla Fernandes e Alisson Alves – enfermeiros analistas da Assessoria Técnica do DRG, servidores da Diretoria de Contratualização e Gestão da Informação (DCGI) da Fhemig.

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GERAL

José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”

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O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.

“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.

Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.

“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.

Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina

O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.

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Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.

Crítica ao governo federal e à inversão de valores

José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.

“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.

Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.

Confiança no PL e esperança de mudança

O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.

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“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.

José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.

Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:

“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”

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