Minas Gerais
Minas Gerais é o primeiro estado a ter uma Agência de Inteligência Especial contra crimes e infrações ambientais
Minas Gerais é o primeiro estado brasileiro a adotar uma abordagem inovadora no enfrentamento aos crimes ambientais, integrando atividades de inteligência à fiscalização ambiental. Com a recém-criada Superintendência de Inteligência (SINT), subordinada à Subsecretaria de Fiscalização Ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), as ações contra esses ilícitos contam, agora, com investigações aprofundadas, por meio de compartilhamento de informações e métodos analíticos, em atuação com outros órgãos, a fim de prevenir e combater, principalmente, o tráfico de animais silvestres, desmatamento e mineração ilegais.
Classificada, em 2022, como Agência de Inteligência Especial, por meio de resolução da Semad, a atividade pertence à Diretoria de Inteligência e Ações Especiais (Diae) da Semad, e está subordinada à SINT, criada com a nova reorganização administrativa da secretaria. Este ano, em decisão unânime, foi aprovado o ingresso da Diae/Semad ao Sistema Estadual de Inteligência de Segurança Pública de Minas Gerais (Seisp).
Com essa integração, o combate às práticas lesivas ao meio ambiente passa a contar com uma articulação com outros órgãos e demais agências de inteligência, proporcionando tomadas de decisão colegiadas, permitindo o desenvolvimento de informações de prevenção e repressão a atos criminosos, além do desenvolvimento de estudos relativos a temas de interesse da segurança da sociedade e do Estado.
“Estamos otimizando nosso trabalho e atuando de forma estratégica para que as ações sejam cada vez mais eficazes. O objetivo é acabar com esses ilícitos em Minas Gerais. A Agência de Inteligência Especial nos permite uma atuação conjunta com órgãos de combate a ilícitos ambientais, como a Polícia Civil, Polícia Militar, a Polícia Federal, Ministério Público de Minas Gerais, entre outros. A partir disso, há troca de conhecimento e fortalecimento do nosso enfrentamento”, comenta a secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Marília Melo.
Os temas prioritários para a Agência de Inteligência Especial, identificados pela superintendência, estão relacionados aos levantamentos de informações sobre o tráfico de animais silvestres, mineração e desmatamento ilegais. De acordo com a superintendente de Inteligência, Elisângela Tonon, a decisão se deve ao fato de que é observado, cada vez mais, que os ilícitos ambientais vêm sendo realizados de forma organizada.
“Muitas vezes, eles estão diretamente relacionados com outros ilícitos, como a lavagem de dinheiro, corrupção, falsificação de documentos, crimes de violência, ocultação de patrimônio, sonegação de tributos, tráfico, entre outros”, comenta a superintende. Segundo ela, isso exige uma atuação coordenada entre os entes públicos.
Acordos
Para essa otimização do trabalho de fiscalização, estão sendo feitas parcerias com órgãos e entidades cujas competências sejam afetas aos processos de fiscalização ambiental e de atividade de inteligência, por meio da proposição de assinatura de convênios, acordos de cooperação técnica ou instrumentos congêneres.
Entre os Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) firmados com a Semad, está um feito com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que visa estabelecer ações conjuntas para o intercâmbio de informações destinadas à prevenção e à repressão de ilícitos ambientais, bem como o desenvolvimento de projetos institucionais para fortalecimento da área e a capacitação de servidores das instituições.
Em agosto de 2023, a Semad firmou também ACT com a Secretaria de Estado e Segurança Pública de MG, para estabelecer mecanismos na utilização da rede de informática protegida da Sejusp, para fins institucionais. O objetivo é o compartilhamento, difusão, salvaguarda dos dados e de documentos de inteligência da Semad. Ainda este ano, está prevista a assinatura de ACT com o Sistema de Inteligência de Segurança Pública (Seisp-MG), colocando a Semad como integrante deste conselho.
Atividades de Inteligência
A inteligência ambiental tem natureza permanente e sistemática na produção de conhecimento para orientar decisões em políticas públicas. A atividade de inteligência divide-se em inteligência que transforma dados em conhecimento e contrainteligência, que busca neutralizar a inteligência adversa. Na prática, a inteligência ambiental contribui para a elaboração de estratégias de combate às práticas lesivas ao meio ambiente, o planejamento da fiscalização e a responsabilização administrativa, utilizando dados para assessorar a tomada de decisões e proteger os interesses institucionais.
Doutrina
Para orientar a atividade, está em elaboração na Semad a Doutrina de Inteligência Ambiental, um conjunto de princípios, diretrizes, conceitos, normas e valores. Ela terá caráter normativo, dinâmico, adogmático, consensual, apartidário, unitário e inspirado na Doutrina Nacional de Inteligência estabelecida pelo Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin), do qual a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) é o órgão central, e nas doutrinas de outras instituições integrantes do referido Sistema.
Fonte: Agência Minas
GERAL
José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”
O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.
“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.
Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.
“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.
Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina
O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.
Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.
Crítica ao governo federal e à inversão de valores
José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.
“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.
Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.
Confiança no PL e esperança de mudança
O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.
“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.
José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.
Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:
“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”
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