Minas Gerais
Minas Gerais fortalece estratégias para ampliar vacinação infantil no estado

Criado em julho de 2021 para desenvolver estratégias de vacinação contra a covid-19, o Grupo de Análise e Monitoramento da Vacinação (Gamov) da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) vai aplicar a experiência adquirida no combate à pandemia para reforçar a vacinação de rotina dos demais imunizantes do calendário anual em crianças.
A partir de 2020, o Estado observou a queda nos índices de cobertura vacinal infantil e imediatamente, iniciou o planejamento de estratégias para reforçar a imunização, como explica a coordenadora do Gamov, Janaína Fonseca. “Identificamos a necessidade de intervenções diretas nos territórios, com o objetivo de evitar que doenças imunopreveníveis retornem com força total e acometam nossa população”. Ainda segudo ela, o Gamov tem como foco a análise crítica do cenário de saúde, a simplificação dos processos e a priorização dos municípios mais críticos em relação à vacinação.
“Como o desafio é imenso e complexo, ficou definido que inicialmente as ações serão voltadas para o aumento de coberturas nas crianças”, adianta a coordenadora, referindo-se a vacinas como a BCG, poliomielite e meningogócica C, todas com administração abaixo de 65% em crianças com menos de 1 ano de idade. A meta preconizada pelo Ministério da Saúde para o calendário infantil é de 95% de cobertura.
Clique aqui e veja a tabela com as coberturas vacinais de crianças em 2021 e 2022 em Minas.
Segundo o secretário de Estado de Saúde, o médico Fábio Baccheretti, a ampliação das ações do Gamov é mais um legado dos investimentos do Estado para controle da covid-19 que fica para a população. “Já estamos em um momento bem melhor da pandemia, depois de tanto sofrimento e de um enfrentamento tão difícil, todos trabalhando tanto, nós temos um bom legado. Temos mais leitos de UTI, temos a própria vacina e também, dentro da Secretaria, o legado da manutenção do Gamov”, destaca Baccheretti.
“O Gamov é a forma de, junto aos municípios, discutir e ampliar a vacinação para acompanhar todo o calendário. Esse é mais um legado que fica, mais um acompanhamento próximo das pessoas, que é muito importante e vai nos fazer bater todas as metas de vacinação”, completa o secretário.
Modelo
Ligado à Superintendência de Vigilância Epidemiológica da SES-MG, o modelo de Gamov implementado em Minas Gerais, por meio da SES-MG, é único no Brasil. O grupo é composto por representantes da Subsecretaria de Vigilância em Saúde, da Subsecretaria de Políticas e Atenção em Saúde e também do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems). “Na prática, o Gamov foi estruturado como um espaço que facilita a aproximação do nível central e regional junto aos gestores e profissionais de saúde dos municípios, entendendo suas dificuldades e apoiando no que for necessário. Minas Gerais possui 853 municípios com especificidades territoriais distintas, o que demanda um empenho maior para realizar com êxito as campanhas de vacinação no estado”, afirma Janaína.
O grupo tem apoio também do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems-MG), que reconhecem e apoiam o trabalho desenvolvido.
Janaína Fonseca reforça que a participação ativa desses atores e também das regionais de saúde é fundamental para o alinhamento e fortalecimento das ações. “Nosso desafio é também um desafio de saúde pública, ou seja, retornar as coberturas vacinais de rotina a patamares de anos atrás, quando os municípios atingiam as metas preconizadas pelo Ministério da Saúde e a população estava protegida das doenças imunopreveníveis”, afirma.
Estratégia
Em paralelo à ampliação na abrangência das ações do Gamov, o grupo também entra como apoiador do projeto “Estratégias para o Aumento de Coberturas Vacinais nas Crianças Menores de 1 ano no Estado de Minas Gerais: Uma Pesquisa-Ação”.
O estudo é realizado em conjunto entre a Superintendência de Vigilância Epidemiológica (SVE) e o Núcleo de Estudos e Pesquisa em Vacinação (NUPESV)/UFMG. “Trata-se de uma grande ação ensino-serviço, com envolvimento inicial de oito rnidades regionais de saúde (Governador Valadares, Alfenas, Barbacena, São João del-Rei, Passos, Ituiutaba, Coronel Fabriciano e Leopoldina) que apresentaram tendência decrescente nas coberturas vacinais dos imunobiológicos avaliados para crianças menores de 1 ano”, explica Janaína.
Ainda de acordo com a coordenadora do Gamov, já foram realizadas oficinas de trabalho com os municípios das regionais de Governador Valadares, Alfenas, Barbacena, São João Del Rei e Passos. “Nas Oficinas de Trabalho, os municípios constroem um plano de ação municipal envolvendo diversos atores, no intuito de pensar em ações conjuntas que possam aumentar as coberturas vacinais de crianças em seus territórios”, detalha.
Janaína Fonseca adianta que a proposta é expandir o projeto para as crianças menores de 2 anos, já que as estratégias são as mesmas utilizadas para as crianças menores de 1 ano. Além disso, um movimento está sendo realizado com as demais URS para reprodução da metodologia do Projeto e estratégias utilizadas nas oficinas.


ARTIGOS
Marcelo Morais quer disputar presidência da AMM

O prefeito de São Sebastião do Paraíso, Marcelo Morais (PSD), sacudiu o cenário político ao anunciar, nesta semana, que está articulando sua candidatura à presidência da Associação Mineira de Municípios (AMM). A declaração veio após um grupo de prefeitos do sudoeste de Minas Gerais manifestar indignação com a constante falta de atenção dada à região nas decisões e composições
Para Morais, essa iniciativa marca um passo decisivo rumo ao protagonismo das associações AMEG, AMOG e ALAGO no contexto estadual, representando 66 municípios e mais de 1,4 milhão de habitantes. “Chega de sermos ignorados pelo Estado quando o assunto é representatividade, seja na AMM, na CNM, no SAMU ou em qualquer outro espaço estratégico. Nossa região não pode mais ficar à margem das decisões que impactam diretamente nossas cidades”, destacou com firmeza.
O posicionamento firme de Marcelo Morais ecoa entre os prefeitos do sudoeste mineiro, que já iniciou as estratégias articuladas para fortalecer a representatividade da região nas eleições da Associação Mineira de Municípios (AMM), previstas para março deste ano.
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