Minas Gerais

Minas inicia trabalhos da força-tarefa em 2023 para prevenção e combate a incêndios florestais

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A Força-Tarefa Previncêndio, programa de combate a incêndios florestais do Instituto Estadual de Florestas (IEF), teve sua reunião de abertura para apresentar e discutir as principais medidas que serão tomadas em Minas, sobretudo durante o período de seca previsto para os próximos meses. O calendário prevê reuniões mensais do grupo de trabalho até o fim do ano.

Além do IEF, a força-tarefa envolve Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Ibama e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Os registros mostram que o período de julho a outubro é mais propenso à ocorrência de incêndios. Ainda de acordo com levantamento divulgado pelo IEF, em 2022, das 747 ocorrências registradas nas áreas internas ou no entorno de Unidades de Conservação (UCs) estaduais, 643 foram durante esse período.

O mês de outubro foi o mais crítico, com 176 ocorrências

Menor área queimada em 2022

O balanço do IEF mostra que em 2022, a área queimada nas UCs e seus entornos foi 34% menor do que a média registrada entre 2013 e 2021.

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Apesar de 2022 ter registrado o mesmo número de incêndios florestais do que a média entre 2013 e 2021, a área queimada foi menor

Durante a reunião, realizada nessa quarta-feira (24/5), a secretária de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Marília Melo, ressaltou que esse momento de início da força-tarefa é fundamental. “Sabemos que a queima é cíclica. Por termos registrado uma área menor queimada em 2022, sabemos que há mais substrato para queimar esse ano. Temos que ficar ainda mais atentos”, avaliou.

Em relação aos focos de calor registrados nas Unidades Regionais de Florestas e Biodiversidade (URFBios), o levantamento do IEF mostra que as regiões mais críticas entre 2013 e 2021 foram Nordeste (1.050), Norte (945) e Triângulo Mineiro (840).

Em 2022, a região Norte foi a que registrou mais focos (1.327), seguida por Nordeste (815) e Noroeste (724). Dos 2.388.074,07 hectares geridos pelo IEF em 2022, 2.364.268,91 foram mantidos sem registros de incêndios.

O ano de 2022 registrou uma queda de 8% nos registros de focos de calor em relação à média entre 2013 e 2021​

Clima mais quente e seco

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De acordo com Heriberto Amaro, meteorologista do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), a previsão é de que o próximo trimestre (junho, julho e agosto) tenha temperatura até 2 graus acima da média histórica em Minas Gerais. Outro ponto que preocupa é de que nesse trimestre há baixa previsibilidade de chuvas e o clima deve ficar mais seco do que nesse mesmo período do último ano.

Segundo o meteorologista, isso se deve à probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño. “Tende a ser um período seco semelhante ao que tivemos em 2015 e 2016, quando estávamos sob influência desse fenômeno”, explica.

Heriberto explica que, atualmente, a umidade relativa do ar está em torno de 30% nas regiões Norte, Noroeste e Triângulo Mineiro. Já a partir do início de junho, a umidade começa a cair nessas regiões, ficando entre 20 e 30%. Na segunda quinzena, pode ficar em torno de 15%.

Fonte: Agência Minas

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Marcelo Morais quer disputar presidência da AMM

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O prefeito de São Sebastião do Paraíso, Marcelo Morais (PSD), sacudiu o cenário político ao anunciar, nesta semana, que está articulando sua candidatura à presidência da Associação Mineira de Municípios (AMM). A declaração veio após um grupo de prefeitos do sudoeste de Minas Gerais manifestar indignação com a constante falta de atenção dada à região nas decisões e composições

Para Morais, essa iniciativa marca um passo decisivo rumo ao protagonismo das associações AMEG, AMOG e ALAGO no contexto estadual, representando 66 municípios e mais de 1,4 milhão de habitantes. “Chega de sermos ignorados pelo Estado quando o assunto é representatividade, seja na AMM, na CNM, no SAMU ou em qualquer outro espaço estratégico. Nossa região não pode mais ficar à margem das decisões que impactam diretamente nossas cidades”, destacou com firmeza.

O posicionamento firme de Marcelo Morais ecoa entre os prefeitos do sudoeste mineiro, que já iniciou as estratégias articuladas para fortalecer a representatividade da região nas eleições da Associação Mineira de Municípios (AMM), previstas para março deste ano.

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