Minas Gerais

Minas já vacinou 100% da população indígena com mais de cinco anos que vive em aldeias

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Nesta terça-feira (19/4), data em que nacionalmente se comemora o Dia da Diversidade Indígena, o Governo de Minas destaca uma marca especial: as 11 etnias indígenas que vivem aldeadas no estado, em terras localizadas em 20 municípios, já receberam duas doses da vacina contra a covid-19, ou a dose única (Janssen). Hoje, 100% dessa população de cinco anos de idade ou mais está com a cobertura vacinal completa. Agora, o esforço dos agentes de saúde é finalizar a aplicação da dose de reforço.

Pedro Gontijo / Imprensa MG

Os dados são do OpenDataSUS, atualizados em 18/4/2022. O levantamento destaca que “todos os indígenas vivendo em terras indígenas já estão com esquema vacinal completo”.

A pesquisa também detalha que 30,88% dos povos indígenas que vivem em terras indígenas já foram contemplados com uma dose de reforço da vacina.

Priorizado na primeira fase do Plano Nacional de Imunização (PNI) do governo federal, a população indígena de Minas começou a ser imunizada em janeiro de 2021.

A coordenadora estadual do Programa de Imunizações da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), Josianne Dias Gusmão, ressalta o esforço de toda a equipe para o alcance da meta de 100% na Campanha Nacional de Vacinação contra a covid-19 no estado de Minas Gerais, em referência às crianças, indígenas e quilombolas.

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“A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) disponibilizou doses de vacinas contra covid-19 para 100% das crianças indígenas de 5 a 11 anos que vivem nas aldeias e também para 100% das crianças da mesma idade que vivem em comunidades quilombolas”.

Ações

As ações para a garantia do cuidado integral e em saúde para a população indígena é uma das responsabilidades da Coordenação Estadual de Saúde Indígena e Políticas de Promoção da Equidade em Saúde da SES-MG.

O objetivo é garantir à população indígena aldeada no estado acesso ao serviço de saúde com qualidade e, ao mesmo tempo, valorizar suas tradições e costumes.

São iniciativas da Coordenação Estadual fomentar a criação de grupos condutores municipais nas regiões em que há aldeias, além de apoiar as cidades com recurso financeiro destinado à complementação das ações de atenção primária à saúde e ações de saúde específicas para a população indígena que vive em aldeias em Minas.

Pedro Gontijo / Imprensa MG

Até agora, 400 profissionais de Saúde Indígena em Minas Gerais atuaram na campanha de vacinação contra a covid-19.

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Povos indígenas no estado

As etnias indígenas que vivem no estado são Pataxó, Pataxó Hã Hã Hãe, Pankararú, Xukuru Kariri, Kiriri, Maxakali, Mokuriñ, Kaxixó, Krenak, Tuxá e Xakriabá. Elas estão localizadas em 20 municípios mineiros: Açucena, Araçuaí, Bertópolis, Buritizeiro, Caldas, Campanário, Carmésia, Coronel Murta, Guanhães, Itacarambi, Itapecerica, Ladainha, Martinho Campos, Resplendor, Santa Helena de Minas, São João das Missões, Teófilo Otoni, São Joaquim de Bicas, Presidente Olegário e Esmeraldas.

A Coordenação Estadual conta com o Grupo Condutor Estadual, formado por lideranças indígenas, representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai), representantes do Distrito Sanitário Especial Indígena, do Conselho Estadual de Secretários Municipais de Saúde de Minas Gerais (Cosems-MG), secretarias municipais de saúde, regionais de saúde e conselho estadual, que atuam em prol dos direitos da população indígena do estado.

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Marcelo Morais quer disputar presidência da AMM

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O prefeito de São Sebastião do Paraíso, Marcelo Morais (PSD), sacudiu o cenário político ao anunciar, nesta semana, que está articulando sua candidatura à presidência da Associação Mineira de Municípios (AMM). A declaração veio após um grupo de prefeitos do sudoeste de Minas Gerais manifestar indignação com a constante falta de atenção dada à região nas decisões e composições

Para Morais, essa iniciativa marca um passo decisivo rumo ao protagonismo das associações AMEG, AMOG e ALAGO no contexto estadual, representando 66 municípios e mais de 1,4 milhão de habitantes. “Chega de sermos ignorados pelo Estado quando o assunto é representatividade, seja na AMM, na CNM, no SAMU ou em qualquer outro espaço estratégico. Nossa região não pode mais ficar à margem das decisões que impactam diretamente nossas cidades”, destacou com firmeza.

O posicionamento firme de Marcelo Morais ecoa entre os prefeitos do sudoeste mineiro, que já iniciou as estratégias articuladas para fortalecer a representatividade da região nas eleições da Associação Mineira de Municípios (AMM), previstas para março deste ano.

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