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Minas registra queda de 47% no desmatamento da Mata Atlântica nos cinco primeiros meses de 2023 

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O desmatamento da Mata Atlântica teve queda de 47% em Minas Gerais nos cinco primeiros meses de 2023, em relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (27/7), no boletim do Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD) Mata Atlântica, da Fundação SOS Mata Atlântica, em parceria com a Arcplan e o MapBiomas.

De acordo com o levantamento, entre janeiro e maio deste ano, a área desmatada do bioma em território mineiro foi de 2.543,41 hectares contra 4.826,28 hectares neste mesmo intervalo em 2022. No que se refere à quantidade de alertas de desmatamento no período, a queda foi de 29%.

Minas Gerais é o segundo estado com maior contribuição para a realidade deste índice no Brasil, onde houve redução de 42% de área desmatada –– 12.166 hectares desmatados em 2022 e 7.088 hectares nos primeiros cinco meses deste ano.

De acordo com informações divulgadas pelo MapBiomas, as maiores reduções foram observadas nas áreas acima de 15 hectares, o que pode estar diretamente relacionado ao incremento da fiscalização realizada pelos estados.

Trabalho conjunto

O Governo de Minas investe em ações de fiscalização e de prevenção para o combate ao desmatamento ilegal tanto na Mata Atlântica, como no Cerrado e na Caatinga.

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Um desses esforços é a parceria feita com municípios onde há mais focos de desmatamento. Em maio deste ano, sete cidades mineiras assinaram Protocolo de Intenções para o desenvolvimento de ações preventivas conjuntas e articuladas, a fim de reduzir a ocorrência de desmatamento ilegal em seu território.

Além disso, a meta do Governo, para o biênio 2023-2024, no Plano de Ação de Combate ao Desmatamento, é fortalecimento do diálogo com setores produtivos e governos municipais, com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre as consequências da atividade ilegal para o meio ambiente e para a população, além de fomentar a regularização das intervenções pretendidas, com suas devidas condicionantes. A sociedade pode acompanhar esse trabalho, por meio do boletim Minas Contra o Desmatamento, publicado mensalmente no site da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).

Fiscalização

No primeiro semestre de 2023, o Governo de Minas realizou 5.251 fiscalizações contra o desmatamento ilegal nos três biomas. Somente na Mata Atlântica foram 2.663, com 1.620 infrações. A subsecretaria de Fiscalização, em conjunto com a Polícia Militar de Meio Ambiente e o Instituto Estadual de Florestas (IEF) vem fortalecendo as ações de combate às atividades irregulares, em especial com o lançamento de três estratégias de ações sobre o tema.

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“Nossas ações se iniciam pela intensificação do monitoramento da cobertura vegetal, de modo a identificar com maior agilidade e precisão a ocorrência do desmatamento, reduzindo também o tempo de atendimento dos alertas em campo para suspensão das atividades e lavratura do auto de infração. Há ainda medidas complementares, como a intensificação da fiscalização da cadeia do carvão vegetal, que pode ser um subproduto oriundo do desmatamento ilegal e a promoção de palestras e orientações de caráter preventivo, buscando orientar a sociedade, empresários e produtores rurais sobre as práticas adequadas para regularização prévia das intervenções e atividades desenvolvidas”, detalha o superintendente de Fiscalização Ambiental da Semad, Gustavo Endrigo.

Ações relacionadas ao tema continuam em curso na Semad, como a regulamentação da Diretoria de Combate ao Desmatamento, que contará com equipe técnica especializada para planejar e promover ações de combate às irregularidades em todo o estado. A secretaria conta também com o aporte de novos drones, que serão utilizados pelas equipes de fiscalização, além de parcerias que são continuamente firmadas pela Diretoria de Inteligência para melhor conhecimento e tratamento de informações.

Fonte: Agência Minas

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Marcelo Morais quer disputar presidência da AMM

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O prefeito de São Sebastião do Paraíso, Marcelo Morais (PSD), sacudiu o cenário político ao anunciar, nesta semana, que está articulando sua candidatura à presidência da Associação Mineira de Municípios (AMM). A declaração veio após um grupo de prefeitos do sudoeste de Minas Gerais manifestar indignação com a constante falta de atenção dada à região nas decisões e composições

Para Morais, essa iniciativa marca um passo decisivo rumo ao protagonismo das associações AMEG, AMOG e ALAGO no contexto estadual, representando 66 municípios e mais de 1,4 milhão de habitantes. “Chega de sermos ignorados pelo Estado quando o assunto é representatividade, seja na AMM, na CNM, no SAMU ou em qualquer outro espaço estratégico. Nossa região não pode mais ficar à margem das decisões que impactam diretamente nossas cidades”, destacou com firmeza.

O posicionamento firme de Marcelo Morais ecoa entre os prefeitos do sudoeste mineiro, que já iniciou as estratégias articuladas para fortalecer a representatividade da região nas eleições da Associação Mineira de Municípios (AMM), previstas para março deste ano.

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