Minas Gerais

Minas se prepara para iniciar comercialização de mudas de café Conilon 

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A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), com o objetivo de fomentar e ampliar o cultivo do café Conilon no estado, conduz pesquisa para testar a adaptabilidade de quatro cultivares e multiplicar mudas que devem começar a ser vendidas a partir de novembro deste ano.

O projeto “Expansão do Café Conilon na Região Leste do estado de Minas Gerais”, financiado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), proporcionou a instalação de dois jardins clonais nos Campos Experimentais da Empresa em Leopoldina e Oratórios, na Zona da Mata.

Após firmar parceria com o InstitutoCapixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), a Epamig adquiriu material genético das cultivares Centenária ES8132, Diamante ES8112, Jequitibá ES8122 e Marilândia ES8143, para a realização de experimentos, a fim de verificar o seu desempenho nas condições de cultivo de Minas Gerais.

Segundo dados do Mapa, existem 292 municípios em Minas Gerais aptos para a produção de café Conilon, sobretudo nas regiões baixas e quentes no Leste do estado.

“Apesar do potencial de Minas Gerais, ainda não existe material oficialmente registrado no Mapa com recomendação para o estado. Isso dificulta muito para o produtor que quer iniciar o cultivo do Conilon, pois ele precisa trazer mudas de outros estados, como Espírito Santo. Por isso, o projeto também previu a instalação de viveiros, onde estamos multiplicando as mudas dessas cultivares, para comercializá-las aos produtores”, explica o pesquisador da Epamig e coordenador do projeto, Fábio Tancredi.

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Metas

Segundo ele, a meta da empresa é produzir cerca de 200 mil mudas nos viveiros montados em Leopoldina e Oratórios e que a equipe está treinando a mão de obra para prosseguir com o cultivo e atender à demanda. “No ano passado, realizamos um projeto piloto e produzimos, desde então, cerca de 10 mil mudas das cultivares Marilândia ES8143 e Diamante ES8112, que começarão a ser vendidas entre novembro e dezembro de 2023. Inclusive, a procura por parte dos produtores já começou e a Epamig já tem recebido diversas demandas”, completa Fábio.

O pesquisador lembra ainda que a Epamig também está envolvida em um programa de melhoramento genético do café Conilon, com o objetivo de, futuramente, registrar junto ao Mapa material genético especificamente adaptado para as condições de Minas Gerais. “Estamos avançando nessas pesquisas e nos aproximamos da próxima etapa do melhoramento, que é a fase de identificação de compatibilidade genética de cada clone que temos testado”, relata Fábio Tancredi.

Alternativa de renda

Maurício Milton é produtor de café Conilon em Macuco, distrito de Muriaé. Seu pai iniciou o cultivo em 1998, com mudas trazidas do Espírito Santo, e ele explica que a família optou pelo Conilon por conta das condições climáticas locais. “O Arábica sofre bastante com o calor daqui, mesmo com uma adubação mais potente, por isso decidimos cultivar o Conilon”, conta Maurício. “Hoje em dia, quando quero comprar mudas, preciso procurar muito longe, às vezes em outros estados. Então, ter um material produzido aqui perto vai incentivar o pessoal da região a produzir. Eu mesmo tenho interesse em pegar algumas mudas e plantar mais uns 500 pés”.

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O engenheiro agrônomo e extensionista do escritório local de Muriaé da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do estado (Emater-MG), Robério Torres, produz Conilon no distrito de Bom Jesus da Cachoeira. Ele acredita que o cultivo da variedade será uma boa opção para a região, que hoje é focada no gado de leite.

“Na pecuária, hoje, temos um grande problema que é a sucessão, pois grande parte dos jovens está se mudando para as cidades. Mas temos observado que isso não ocorre na cafeicultura, pois há uma retenção maior. Então, o Conilon poderá ao mesmo tempo melhorar a renda dos produtores e auxiliar na fixação dos jovens na região”, ressalta Robério, que também destaca a segurança da cultura. “O Conilon, diferente do Arábica, produz praticamente o mesmo volume todo ano, o que o torna uma fonte de renda contínua e garantida. Isso seria um incremento a mais para a agricultura familiar local”, conclui.

Interessados em reservar mudas de Conilon, devem entrar em contato com a Epamig por meio dos seguintes números: (32) 9 9922-3289 / (31) 9 9532-5684 / (31) 3881-4601.

Fonte: Agência Minas

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GERAL

José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”

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O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.

“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.

Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.

“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.

Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina

O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.

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Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.

Crítica ao governo federal e à inversão de valores

José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.

“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.

Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.

Confiança no PL e esperança de mudança

O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.

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“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.

José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.

Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:

“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”

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