Minas Gerais
Município do Centro-Oeste de Minas inclui a pitaya na alimentação escolar

Os alunos de São Sebastião do Oeste, no Centro-Oeste de Minas Gerais, terão uma novidade no cardápio da alimentação escolar. A partir deste ano letivo, a pitaya fará parte da merenda dos estudantes das escolas públicas municipais. A novidade foi possível após a prefeitura anunciar a compra da fruta pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). Segundo o edital do município, serão adquiridos até 600 quilos anuais de pitaya in natura e 800 quilos da fruta congelada.

O Pnae é uma oportunidade de comercialização para os pequenos produtores. A lei que regulamenta o programa estabelece que o mínimo de 30% dos recursos repassados aos estados e municípios pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), para a alimentação escolar, devem ser utilizados na compra de alimentos produzidos pela agricultura familiar.Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) desde o início do cultivo. Além das orientações como controle de pragas e doenças, condução da lavoura e adubação, a Emater-MG também foi responsável por divulgar a pitaya no município. A técnica da empresa Nádia Machado Rodrigues conta que, no ano passado, promoveu um dia de campo no sítio do casal de produtores para apresentar a fruta para outros agricultores do município e para responsáveis pela alimentação das escolas públicas de São Sebastião do Oeste, como cantineiras e nutricionistas. “Promovemos uma visita à propriedade e falamos da condução da lavoura e das técnicas que a Emater utilizou no plantio. Muita gente não conhecia um pé de pitaya. Neste dia, a produtora também fez algumas receitas, como sorvete de pitaya, mousse, além da degustação in natura, para apresentar a fruta para o pessoal”, lembra Nádia Rodrigues. A pitaya A pitaya é uma fruta de sabor adocicado e suave, aparência exótica, rica em vitaminas e fibras, com excelente qualidade digestiva e baixo teor calórico. É uma planta perene e pode produzir por aproximadamente 15 anos. A área plantada em Minas Gerais, apesar de pequena, está em expansão, com predominância da agricultura familiar. Segundo a Emater-MG, em 2022, 137 produtores investiam na pitaya. As lavouras cultivadas com a fruta no estado ocupavam 116 hectares, com uma produção de 682 toneladas. Deste total, 51,1% eram provenientes da agricultura familiar. Já no ano passado, foram identificados 318 produtores de pitaya, com uma área de 158 hectares em Minas Gerais. A produção foi de 1.558 toneladas. A participação da agricultura familiar também cresceu e passou para 68,2%. “A pitaya tem um custo inicial mais alto de implantação, porque é uma planta trepadeira e precisa de sustentação. Mas ela se desenvolve bem, com pouca incidência de pragas e doenças. A fruta tem um preço atrativo e é uma boa atividade para a agricultura familiar, com plantio em pequenas áreas”, explica o coordenador de Fruticultura da Emater-MG, Deny Sanábio. A Emater-MG publicou uma cartilha sobre a pitaya em sua Livraria Virtual, para consulta gratuita. O material explica como preparar o solo, fazer a seleção das mudas, a adubação e o plantio. O produtor também pode conferir informações sobre podas, controle de pragas e doenças e até sobre polinização. A Livraria Virtual pode ser acessada neste site.
É o caso da produtora Nedina Rodrigues Teixeira. Ela e o marido Eliezer Oliveira fizeram os primeiros plantios de pitaya no município há quatro anos. São pioneiros no cultivo da fruta em São Sebastião do Oeste. “Eu trabalhei 25 anos no comércio em Belo Horizonte. Decidimos mudar. Meu marido começou a pesquisar outra atividade e gostou da ideia de cultivar pitaya, uma fruta que ainda não tem muita oferta”, explica. Hoje os dois têm quase 5 mil pés da fruta em uma área de 1,5 hectare. Até então, a venda era feita apenas no comércio da região. Agora, com a inclusão da fruta na alimentação escolar, o casal vê uma boa oportunidade de tornar a pitaya mais conhecida. Além do consumo in natura, ela pode ser usada para fazer vitaminas, bolos e sorvetes. “Vai ajudar demais. Nós da agricultura familiar temos mais dificuldades de colocar o produto no mercado. Colocando a fruta nas escolas, as crianças vão gostar. A fruta vai ficar mais conhecida, vai aumentar a divulgação e ajudar muito os pequenos produtores”, afirma Nedina Teixeira. A caminhada da produtora e do marido para chegar ao estágio atual de produção contou com o apoio daFonte: Agência Minas


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