Minas Gerais

Municípios mineiros recebem certificação e selo de boas práticas pela eliminação da transmissão vertical do HIV

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SES-MG / Divulgação

Passos, Divinópolis e Coronel Fabriciano foram os três municípios mineiros que conquistaram do Ministério da Saúde a certificação da eliminação da transmissão vertical do HIV. Os municípios de Barbacena, Conselheiro Lafaiete e Montes Claros receberam o selo prata de boas práticas para acabar com a propagação da doença das mães para os filhos.

As certificações foram concedidas pelo Ministério da Saúde, em solenidade realizada na Fundação Oswaldo Cruz em Brasília (DF) em 7/12. Estiveram presentes representantes da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) – nível central e unidades regionais de saúde – e dos municípios.

“Essa é uma grande conquista para Minas Gerais, porque reconhece a atuação dos trabalhadores de saúde dos municípios mineiros e do Estado. Essa certificação reflete a qualidade da atenção à saúde prestada às gestantes e crianças mineiras, evitando a ocorrência da transmissão vertical do vírus do HIV”, avaliou a diretora de Vigilância de Condições Crônicas, Ana Paula Mendes Carvalho.

Certificação

A Certificação da Eliminação da Transmissão Vertical (TV) do HIV é uma estratégia do Ministério da Saúde para fortalecer a gestão e a rede de atenção do Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo é aprimorar as ações de prevenção, de diagnóstico, de assistência e de tratamento das gestantes e das crianças.

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Além disso, busca garantir a qualificação da vigilância epidemiológica e dos sistemas de informação, monitoramento e avaliação contínua das políticas públicas voltadas à eliminação da transmissão vertical e do HIV no Brasil.

Os critérios para certificação, em Minas Gerais, envolveram indicadores de impacto, como incidência de infecção pelo HIV em crianças devido à transmissão vertical, taxa de transmissão vertical do HIV e indicadores de processo como proporção de gestantes com pelo menos quatro consultas de pré-natal, proporção de gestantes com pelo menos um teste de HIV durante o pré-natal, proporção de gestantes em uso de Terapia antiretroviral  (TARV) e proporção de crianças expostas ao HIV que receberam a profilaxia antirretroviral.

São elegíveis à certificação municípios com mais de 100 mil habitantes e que atendam a critérios estabelecidos no Guia de Certificação da Eliminação da Transmissão Vertical de HIV e/ou Sífilis, em consonância com a Organização Pan-Americana da Saúde e Organização Mundial da Saúde (OMS).

“A eliminação da transmissão vertical dessas doenças consiste em um marcador da qualidade da atenção à saúde ofertada à população. Por isso, a SES, por meio da coordenação estadual de IST/ Aids e Hepatites Virais do estado, se empenhou em assessorar os municípios, apoiando o trabalho realizado nesse processo em busca da certificação”, explica Ana Paula.

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Transmissão vertical

A transmissão vertical ocorre quando a mãe não é diagnosticada ou tratada adequada e oportunamente. Nestas situações pode ocorrer a transmissão da infecção do HIV e/ou sífilis para criança durante a gestação ou parto. No caso do HIV, a transmissão também pode ocorrer durante a amamentação.

Segundo a coordenadora de IST/ Aids e Hepatites Virais do estado de Minas Gerais, Mayara Marques de Almeida, o estado desenvolve ações para interromper esse ciclo de transmissão. Medidas como a distribuição de teste rápido para todos os municípios a fim proporcionar o diagnóstico rápido e precoce e a distribuição de antirretrovirais para as 75 Unidades Dispensadoras de Medicamentos (UDM) para o tratamento das pessoas vivendo com HIV/ Aids são realizadas.

“Os testes diagnósticos, tratamento e medidas profiláticas estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) ”, finaliza Mayara Marques de Almeida.

Mais informações em https://www.saude.mg.gov.br/aids.

Fonte: Agência Minas

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Marcelo Morais quer disputar presidência da AMM

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O prefeito de São Sebastião do Paraíso, Marcelo Morais (PSD), sacudiu o cenário político ao anunciar, nesta semana, que está articulando sua candidatura à presidência da Associação Mineira de Municípios (AMM). A declaração veio após um grupo de prefeitos do sudoeste de Minas Gerais manifestar indignação com a constante falta de atenção dada à região nas decisões e composições

Para Morais, essa iniciativa marca um passo decisivo rumo ao protagonismo das associações AMEG, AMOG e ALAGO no contexto estadual, representando 66 municípios e mais de 1,4 milhão de habitantes. “Chega de sermos ignorados pelo Estado quando o assunto é representatividade, seja na AMM, na CNM, no SAMU ou em qualquer outro espaço estratégico. Nossa região não pode mais ficar à margem das decisões que impactam diretamente nossas cidades”, destacou com firmeza.

O posicionamento firme de Marcelo Morais ecoa entre os prefeitos do sudoeste mineiro, que já iniciou as estratégias articuladas para fortalecer a representatividade da região nas eleições da Associação Mineira de Municípios (AMM), previstas para março deste ano.

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