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Novo critério de avaliação da Fapemig contempla pesquisadoras que se tornaram mães

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Carlos Ortega / Fapemig

Em 2023, as chamadas públicas lançadas pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) para financiamento de projetos de ciência, tecnologia e inovação trazem uma novidade. Elas passaram a trazer, como componente das diretrizes gerais, a ampliação do período de avaliação da produção científica e tecnológica para pesquisadoras que se tornaram mães. Ou seja, para as pesquisadoras que registraram na Plataforma Lattes licença maternidade nos últimos cinco anos, a avaliação da produção científica será feita com base em um período de tempo maior.

Segundo o presidente da Fapemig, Paulo Sérgio Lacerda Beirão, a inclusão desse item busca tornar a avaliação mais justa, considerando que, durante o período de licença maternidade, a produção acadêmica das pesquisadoras tende a cair. “A Fapemig não quer que a maternidade seja um dificultador na carreira das mulheres e meninas”, explica.

Simone Bomtempo Rodrigues, gerente de Ciência e Tecnologia da fundação, completa: “A produção científica nos últimos cinco anos é um critério de avaliação adotado pela Fapemig. Com essa mudança, quem foi gestante nos últimos cinco anos, terá acrescido a sua produção científica mais um ano. A expectativa é incentivar as mulheres na pesquisa científica, tecnológica e de inovação”.

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Licença maternidade no Lattes

Desde abril de 2021, a Plataforma Lattes disponibiliza seção em que cientistas que foram mães podem incluir o período de licença maternidade. Como registrava à época, a possibilidade de sinalizar o período da licença permite às universidades, agências de fomento e recrutadores compreender o porquê da queda em sua produção. Desta forma, evita-se possíveis desvantagens em processos de seleção e contratação, por exemplo. Leia mais neste link.

Dia das Mulheres e Meninas na Ciência

O anúncio da novidade coincide com as celebrações pelo Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, comemorado em 11/2. A data foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para destacar a luta pelo acesso pleno e equilibrado, pela igualdade de gênero e pelo empoderamento.

Segundo dados da organização intergovernamental, no mundo, apenas 33% dos pesquisadores são mulheres. A participação é ainda menor nas Matemáticas, Engenharias e Tecnologia (ou STEM, sigla que vem do inglês Science, Technology, Engineering and Mathematics): apenas 28% dos graduados em engenharias e somente 22% dos profissionais que trabalham em inteligência artificial são mulheres. Os dados indicam que elas recebem menos financiamento para a pesquisa e têm menos probabilidade de serem promovidas.

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A Academia Brasileira de Ciências (ABC) preparou programação especial para a data. Em 13/2, será realizada uma série de palestras sobre o tema, com transmissão pelo canal do Youtube da ABC. Não é necessária inscrição prévia.

Fonte: Agência Minas

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GERAL

José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”

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O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.

“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.

Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.

“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.

Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina

O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.

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Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.

Crítica ao governo federal e à inversão de valores

José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.

“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.

Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.

Confiança no PL e esperança de mudança

O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.

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“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.

José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.

Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:

“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”

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