Minas Gerais

“Os estertores da democracia”

“A ditadura perfeita terá a aparência da democracia, uma prisão sem muros na qual os prisioneiros não sonharão sequer com a fuga.
Um sistema de escravatura onde, graças ao consumo e ao divertimento, os escravos terão amor à sua escravidão. “
Aldous Huxley

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POR : GILBERTO ALMEIDA

A democracia é um sistema político idealizado para garantir a igualdade de direitos e oportunidades para todos os cidadãos, bem como a liberdade de expressão e a proteção dos direitos individuais. No entanto, um país que não respeita esses princípios fundamentais certamente não pode ser considerado uma democracia verdadeira.
Quando um presidente apoia ditaduras e até mesmo fornece apoio financeiro a regimes autoritários, ele vai contra os valores democráticos de respeito aos direitos humanos e à autodeterminação dos povos. Essa postura mina os fundamentos da democracia, que se baseia na participação popular e na rejeição a qualquer forma de opressão.
Além disso, uma democracia saudável deve garantir a liberdade de imprensa e o direito à livre expressão. A censura e a perseguição a jornalistas e dissidentes políticos são práticas que minam a pluralidade de ideias e impedem a construção de uma sociedade democrática e plural. Ao cercear essas liberdades essenciais, um país se distancia do conceito de democracia.
A cooptação dos órgãos de imprensa através do uso de verbas oficiais de publicidade é outra forma de minar a liberdade de imprensa e comprometer a independência jornalística. Quando os meios de comunicação dependem dessas verbas para sobreviver, fica comprometida sua capacidade de atuar de forma imparcial e de fiscalizar o poder público de maneira eficaz. Isso afeta diretamente a transparência e a prestação de contas, pilares da democracia.
Além disso, quando o poder judiciário utiliza sua prerrogativa de interpretar as leis para ferir a Constituição, compromete-se a independência do judiciário e coloca em risco a separação dos poderes, que é um dos pilares da democracia. O judiciário, em vez de ser um guardião da Constituição, acaba se tornando um instrumento político para a perpetuação de interesses particulares, colocando em risco o estado de direito.
Em suma, um país que apresenta essas características descritas no texto tem graves problemas com sua democracia. É fundamental que os princípios democráticos sejam respeitados e promovidos para que uma sociedade verdadeiramente justa e igualitária possa ser construída. O caminho da verdadeira democracia é aquele que busca a participação popular, a liberdade de expressão, o respeito aos direitos humanos e a independência dos poderes, jamais apoiando ditaduras, cerceando a imprensa e ferindo a Constituição.
De minha parte sinto necessidade de registrar, neste minifúndio de papel, o momento que o Brasil atravessa, em especial na qualificação do regime que hoje vivemos, onde a democracia exala seus estertores.
A ausência completa e absoluta do postulado básico e histórico que é o sistema “checks and balances”, freios e contrapesos, que é o mecanismo para equilibrar os poderes, tendo como característica o controle recíproco. Em outras palavras, cada poder, embora independente, controla e fiscaliza o outro garantindo o equilíbrio entre eles. Infelizmente estamos assistindo o Poder Judiciário agir como protagonista e controlador de tudo e de todos passando a ser até mesmo o grande poder legislador, enquanto o Parlamento Brasileiro se ajoelha completamente se apequenando a cada nova decisão da Justiça. Do Presidente do Congresso Nacional, nosso conterrâneo senador Rodrigo Pacheco, conheço apenas uma modesta entrevista, com um “carinhoso” protesto contra a invasão da competência de legislar, não tendo prosseguimento com nenhuma medida , dentro da lei, que buscasse conter o completo desmanche das instituições brasileiras.
Já o Presidente Luiz Silva, que ao que parece perdeu toda sua notável capacidade de comunicar, não precisa se preocupar em disfarçar suas inacreditáveis gafes nacionais e internacionais, porque a imprensa militante e completamente dependente de verbas publicitárias, trata de desviar o foco e até mesmo omitir informações. Quanto ao discurso do Sr Luiz na ONU, consegui finalmente obter o texto completo para minha própria análise e cheguei à conclusão que devo ter obtido um texto muito diferente daquele que mereceu comentários na Globo, Folha de São Paulo e demais puxadinhos, exaltando ao máximo o que ali foi dito. Li e reli o famigerado discurso e a cada nova leitura reforcei mais ainda minha convicção. Lembrei-me dos tempos de universidade, há mais de 40 anos atrás, quando a esquerda festiva conseguia adeptos com um discurso completamente vazio, mas com forte carga emocional e indignação com as desigualdades, sem entretanto conseguir propor absolutamente nada de factível. Tal qual na campanha eleitoral quando o PT não conseguiu apresentar seu programa de governo, dentro dessa linha de descabido proselitismo político, Sr Luiz Silva ainda teve coragem de tentar editar internacionalmente o surrado e demagógico “nós contra eles”, desconhecendo que no mundo desenvolvido, ao contrário do Brasil, apelos emocionados que não passam de pura retórica não prosperam e são completamente ignorados. A imprensa internacional, também ao contrário da cooptada mídia brasileira, não concedeu nenhum destaque à fala do presidente brasileiro, por por se tratar de um texto insípido, inodoro e incolor e que teve como grande mérito apenas o de evitar que o caudilho brasileiro exercesse seu desastroso improviso, que tanto tem escandalizado ao mundo todo, exceto à rede globo.
Já no campo político, a interação entre os poderes Executivo e Legislativo, continua sendo comandada pelo mais escandaloso e desavergonhado festival de liberação de verbas secretas para cooptar votos de parlamentares, fazendo crescer e ganhar força o chamado Centrão. Talvez fosse o caso do Poder Judiciário, agora sim o responsável por exercer freios e contrapesos, conter a esbórnia política dos porões palacianos, onde ocorrem os mais libidinosos conchavos, que estão tão evidentes, que seus autores sequer têm preocupação de camuflar: esfregam toda essa imundície em nossa cara!

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GERAL

José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”

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O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.

“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.

Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.

“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.

Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina

O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.

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Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.

Crítica ao governo federal e à inversão de valores

José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.

“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.

Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.

Confiança no PL e esperança de mudança

O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.

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“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.

José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.

Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:

“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”

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