Minas Gerais
Parceria entre Educação e Polícia Militar promove conscientização ambiental nas escolas estaduais
A sala de aula também é o lugar de ensinar e aprender sobre a preservação ambiental. O Programa de Educação Ambiental (Progea) — uma parceria entre a Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG) e a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) — é voltado para estudantes da educação básica da rede pública estadual de ensino e desenvolvido por meio das 16 Companhias de Polícia Militar de Meio Ambiente do Estado. Tudo em consonância com o Currículo Referência de Minas Gerais e com vistas à formação de cidadãos ambientalmente conscientes.
O objetivo é estimular os alunos a se tornarem sujeitos críticos e a adotarem comportamentos socioambientais que contribuam para a preservação, a sustentabilidade e a melhoria da qualidade de vida — conhecendo e reconhecendo o meio ambiente onde está inserido.
Neste ano, o programa atendeu mais de 4.200 estudantes de 133 escolas estaduais. Foram realizadas 1.330 operações de educação ambiental em escolas de diversas partes do estado.
Os benefícios do Progea não incidem apenas em seu público-alvo direto, os alunos do ensino fundamental, mas em toda a comunidade escolar, mesmo que indiretamente.
“A educação ambiental trabalhada de forma crítica e sistemática tem papel fundamental para a formação e o envolvimento dos estudantes na construção de uma sociedade sustentável e no desenvolvimento da conscientização socioambiental de todos. Dessa forma, nossos estudantes são educados para assumir o protagonismo de forma responsável, para o uso racional de recursos naturais, minimizando os impactos ambientais”, aponta a coordenadora de Temáticas Especiais e Transversalidade Curricular da SEE/MG, Fabiana Benchetrit dos Santos.

Da escola para a vida
O Progea, iniciado pela PMMG em 2014, fortalece o desenvolvimento de competências e habilidades recomendadas no Currículo Referência de Minas Gerais e na Base Nacional Comum Curricular.
Os conteúdos aplicados, mesclados à didática escolar, promovem a educação ambiental de forma transversal e integradora, com temas que afetam a comunidade local, regional e global, assim como levam os estudantes a pensar globalmente e agir localmente.
O programa é trabalhado em duas fases de forma contínua: a primeira é teórica e, a segunda, é o momento em que os estudantes colocam em prática aquilo que estudaram. Para um aprendizado contínuo, é implantado um Clubinho Ambiental — um grupo de alunos, eleitos entre os seus pares, que buscam solucionar, ou minimizar, alguns problemas ambientais enfrentados pela comunidade escolar.
Neste ano, foram implementadas diversas ações com objetivo de expandir a iniciativa no Estado, contemplando alunos dos 4º e 5º anos do ensino fundamental. Desde 2015, já foram atendidos mais de 60 mil estudantes, de 1.176 escolas, distribuídas em 537 municípios.
Para ministrar os conteúdos ambientais aos estudantes, os policiais militares passam por um processo seletivo — constituído por aspectos de ordem disciplinar, saúde física e mental, aptidão para tratar com crianças e adolescentes, dentre outros. Após essa seleção, os militares são treinados para atuar como mediadores, por meio de capacitação.
Formando mediadores
Mais uma turma de policiais mediadores, que atuarão diretamente na capacitação desses estudantes, se formou, neste mês de dezembro, no 6º Curso de Capacitação de Mediadores do programa. Foram entregues 96 kits tecnologia — compostos por notebook, projetor multimídia, microfone e caixa de som — para que esses policiais desenvolvam o Progea nas escolas estaduais.
“Por meio das parcerias estabelecidas para realizar a capacitação de novos mediadores, será possível atingir um maior número de escolas e público atendido, e, consequentemente, contribuir para a promoção da educação ambiental no Estado de Minas Gerais, de forma contínua e inclusiva”, reforça a comandante do Policiamento de Meio Ambiente da PMMG, coronel Gracielle Rodrigues Santos.
O curso abrange mais que a temática ambiental, trabalhando de forma ampla o assunto e preparando os mediadores para ministrarem os conteúdos, de maneira didática e imersiva.
Entre os temas abordados nos componentes curriculares estão disciplinas como: Filosofia de Direitos Humanos, Mobilização Social, Abordagem Psicológica na Educação Ambiental, Estágios de Desenvolvimento da Criança e Adolescente, Prática de Ensino, Metodologia de Ensino e Didática.
Em conjunto
Outra importante parceria entre a Educação e PMMG é o Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd), que visa orientar crianças e adolescentes sobre os riscos do uso e da comercialização de entorpecentes, e prepará-las para resistir e prevenir as investidas e violências decorrentes dessas atividades ilícitas.
O Proerd conta com 483 policiais instrutores e atende cerca de 1560 escolas estaduais, em 251 municípios. De 2019 a 2022, já participaram do Programa e foram certificados mais de 520 mil alunos da rede estadual.
Já a Patrulha Escolar da Polícia Militar busca prevenir a violência nas instituições de ensino e em seu entorno. São realizados patrulhamentos ostensivos, que objetivam a segurança e a qualidade de vida nos ambientes interno e externo das escolas.
Fonte: Agência Minas
GERAL
José Santana, presidente de honra do PL, alerta: “A violência no Rio é um retrato do Brasil”
O presidente de honra do Partido Liberal (PL), José Santana de Vasconcelos, um dos nomes mais experientes da política mineira e com dez mandatos em sua trajetória, se manifestou sobre a crise de violência que o Rio de Janeiro enfrenta. Em conversa recente com um amigo jornalista, Santana revelou profunda preocupação com a escalada da criminalidade e afirmou que o problema ultrapassa as fronteiras do estado.
“A violência no Rio é uma violência nacional. Não dá para separar o Rio do restante do Brasil”, declarou o deputado, ressaltando que a insegurança é hoje um dos maiores desafios do país.
Para José Santana, a discussão sobre segurança pública deve estar acima de ideologias políticas.
“Independentemente de votar à direita ou à esquerda, todo cidadão de bem quer viver em paz. A segurança é uma convergência nacional”, afirmou.
Modelos de referência: Goiás e Santa Catarina
O parlamentar destacou que alguns estados brasileiros têm mostrado caminhos possíveis, citando como exemplo Goiás, sob a liderança do governador Ronaldo Caiado, e Santa Catarina, ambos reconhecidos por resultados expressivos na redução da criminalidade e gestões eficientes nas forças de segurança.
Segundo Santana, as experiências desses estados mostram que é possível enfrentar o crime com planejamento, investimento em inteligência e valorização dos profissionais da segurança pública.
Crítica ao governo federal e à inversão de valores
José Santana também fez um duro questionamento às recentes declarações do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que traficantes seriam “vítimas de usuários”.
“É um absurdo. Nós precisamos de bom senso e equilíbrio. O Brasil não pode continuar sendo enganado com narrativas que invertem valores. Cidadãos de bem estão morrendo, enquanto o Estado é manipulado por discursos que protegem criminosos”, criticou o presidente de honra do PL.
Santana reforçou que a grande maioria dos policiais é formada por homens e mulheres honestos, que colocam a vida em risco todos os dias, e que não se pode permitir que “minorias criminosas” dentro das corporações manchem a imagem da categoria.
Confiança no PL e esperança de mudança
O líder mineiro disse estar confiante na força do PL para 2026, elogiando a condução do partido em âmbito nacional e estadual.
“O PL hoje tem um dos homens mais sérios e que cumpre 100% da sua palavra, que é o Valdemar da Costa Neto. Ele vem conduzindo o partido com firmeza e responsabilidade em todo o país”, afirmou.
José Santana também reconheceu o trabalho do deputado federal Domingos Sávio, presidente estadual do PL em Minas Gerais, pela forma como vem conduzindo o partido e defendendo valores de ordem, respeito e justiça social.
Encerrando sua fala, o experiente parlamentar deixou uma mensagem de esperança:
“O Brasil precisa reencontrar o caminho da paz e da autoridade. Segurança pública é dever do Estado e direito do cidadão. Que em 2026 possamos mudar essa história, com coragem, equilíbrio e amor ao nosso país.”
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