Minas Gerais
Parque Estadual do Rio Doce celebra 79 anos com tradicional romaria e se prepara para projeto de concessão

A primeira unidade de conservação criada no Brasil, o Parque Estadual do Rio Doce (Perd), completa 79 anos na próxima sexta-feira (14/7), com a tradicional romaria ecológica na região, no dia 15/7. O parque também se prepara para uma nova fase: será o próximo em Minas Gerais a ter concessão para as áreas de visitação da unidade, fortalecendo ainda mais o potencial turístico do local. Nas próximas semanas, está prevista a abertura da consulta pública do projeto de concessão, visando colher contribuições da sociedade sobre o projeto.
Localizado entre os municípios de Marliéria, Dionísio e Timóteo, a unidade de conservação, sob a gestão do Instituto Estadual de Florestas (IEF), é considerada a maior área contínua de Mata Atlântica preservada em Minas, com rica biodiversidade e árvores centenárias. Os rios Doce e Piracicaba são os principais corpos d’água da região. As lagoas abrigam uma grande diversidade de peixes, que servem de instrumento para pesquisas sobre a fauna aquática nativa, com espécies como bagre, cará, lambari, cumbaca, manjuba, piabinha, traíra, entre outras.
Para celebrar os 79 anos, será realizada a tradicional Romaria Ecológica Nossa Senhora da Saúde, no dia 15/7, às 11h na sede do Perd, além de celebrações nos municípios de Dionísio, Marliéria e Timóteo ao longo do mês. A romaria remonta a história precursora à criação do parque, na qual, entre as décadas de 1930 e 1940, o arcebispo de Mariana, Dom Helvécio, realizou visitas à região se encantando pela beleza das matas preservadas e das diversas lagoas.
De acordo com a diretora-geral do IEF, Maria Amélia de Coni e Moura Mattos Lins, as celebrações reforçam os laços entre a comunidade do entorno e a unidade. “O Perd é um parque abraçado pelos moradores do entorno, o que reverbera nas ações de proteção e de conservação. É uma parceria rica para todos”, afirma.
Concessão
O Perd integra o Programa de Concessão em Parques Estaduais (PAC), lançado pelo Governo de Minas em 11/4/2019. A concessão de serviços de visitação no Perd deve ser feita nos mesmos moldes dos parques de Ibitipoca e Itacolomi, para os quais o Estado assinou contrato de concessão em maio de 2023, com a empresa Parques Fundo de Investimento em Participações em Infraestrutura. A audiência pública do Perd deve ser realizada entre os meses de agosto e setembro.
Segundo Cecília Vilhena, do Núcleo de Projetos Especiais do IEF, a consulta pública é uma etapa prévia na qual são divulgadas as minutas dos documentos editalícios no site do IEF e o projeto é apresentado em reuniões com comunidades e empresários para colher contribuições. “Ao final do período, realizamos também uma audiência pública. Depois ajustamos os documentos com base nas contribuições recebidas e instruímos o processo para a licitação, que ainda passará por análise jurídica antes de ser publicado o edital”, explica Cecília.
O objetivo da concessão é viabilizar na unidade uma maior diversidade de serviços turísticos aos visitantes, com melhorias nos meios de hospedagens, serviços de alimentação, e ofertas de passeios e atividades de ecoturismo, lazer e aventura para os diferentes públicos. O parque possui uma das mais completas estruturas dentre as unidades de conservação do Estado, com estacionamento, área de camping, alojamento, mirante, centro de treinamento e trilhas guiadas. Toda a estrutura será contemplada com as reformas e melhorias necessárias para melhor atender aos visitantes.
Herbário
O Herbário Perd existe há cerca de 40 anos e, atualmente, a coleção de plantas que o compõe está disponível no Species Link, maior rede de dados da biodiversidade brasileira. Com um acervo de 1.390 amostras das mais variadas espécies da flora, o parque possui, atualmente, 700 dessas amostras já digitalizadas e disponíveis para consulta na base de dados do Species Link. Os outros 690 exemplares estão em processo de inserção na plataforma.
O herbário é também disponível para consultas de forma presencial, o que atrai pesquisadores, estudantes e interessados na flora do parque. As amostras são chamadas de exsicatas, pois são plantas desidratadas e devidamente catalogadas com a descrição e caracterização do exemplar coletado.
O Parque
O Parque Estadual do Rio Doce está situado na porção Sudoeste do estado, a 248 quilômetros de Belo Horizonte, na Região do Vale do Aço, inserido nos municípios de Marliéria, Dionísio e Timóteo. A unidade de conservação abriga a maior floresta tropical de Minas, em seus 35.970 hectares, com um notável sistema lacustre, composto por 40 lagoas naturais.
A unidade de conservação é morada de animais ameaçados de extinção, como a onça pintada e o mono-carvoeiro, maior primata das Américas. Por abrigar a maior área de Mata Atlântica de Minas, o parque é considerado Reserva da Biosfera pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Seu complexo lacustre está incluído também na lista de Zonas Úmidas de Importância Internacional, a Lista Ramsar.
Fonte: Agência Minas


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