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Pesquisa em Minas Gerais avalia qual a melhor variedade de marmelo para plantio

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Uma pesquisa para recuperar a cultura do marmelo em Minas Gerais está mobilizando técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), pesquisadores e produtores rurais. Atualmente, o trabalho está na fase de avaliação de sete cultivares de marmelo, em diferentes regiões do estado. Mas ele teve início há cerca de 20 anos, com a formação de um banco de germoplasma pela Universidade Federal de Lavras (Ufla), que hoje contém dezenas de cultivares de marmeleiro e é considerado o maior da América Latina.

A Emater-MG foi convidada pela Ufla para participar da fase mais recente do projeto. Foram selecionados produtores rurais de dez municípios onde foram feitos plantios com as mudas cedidas pela universidade. Os municípios participantes são: Coimbra, Conceição do Mato Dentro, Soledade de Minas, Coqueiral, Delfim Moreira, Marmelópolis, Lagoa Dourada, Resende Costa, Machado e São João do Paraíso.

Os agricultores, que receberam as mudas em 2021, disponibilizaram as áreas de cultivo para servirem de unidades demonstrativas e unidades de observação das variedades. Cada produtor recebeu 161 mudas. O desenvolvimento das plantas está sendo monitorado pelos técnicos da Emater-MG e acadêmicos da Ufla.

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“A pesquisa vai mostrar qual variedade melhor se adapta a cada região. Pode ser que uma variedade seja muito boa para o Sul de Minas, mas não seja a melhor para o Norte do estado”, explica o coordenador técnico de Fruticultura da Emater-MG, Deny Sanábio.

Emater-MG / Divulgação

Reunião técnica

Com a chegada do inverno, a Emater-MG promoveu nesta semana uma reunião com todos os técnicos que estão acompanhando as áreas plantadas. “O marmelo é uma fruta de clima temperado. Nesta época do ano, a planta está em dormência, as folhas caem, ela hiberna. Então é o momento de fazer tratos culturais, como a poda, além do tratamento para evitar pragas e doenças”, informa o coordenador.

Segundo ele, a principal doença que afeta o marmeleiro é a Entomosporiose, causada por um fungo. As plantas contaminadas apresentam manchas nas folhas, interrompem a fotossíntese e caem. Com menos folhas, o marmeleiro produzirá menos. “Com a pulverização feita com calda bordalesa, aliada à poda, diminuímos a possibilidade da incidência do fungo”.

Deny Sanábio explica ainda que este é um trabalho a longo prazo, já que o marmelo demora cerca de cinco anos para produzir. “A partir daí poderemos recomendar, com embasamento na pesquisa, qual a melhor variedade para os produtores interessados”, diz.

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Produção no passado

Há cerca de 50 anos, Minas Gerais foi um grande produtor de marmelo e também do doce feito com a fruta. No fim da década de 1960, o estado contava com 7,5 mil hectares plantados e produção anual de 11,5 mil toneladas de marmelo. Minas chegou a ter 27 agroindústrias de marmelada naquele período.

Com o passar dos anos, os problemas fitossanitários nas plantas e a introdução de outros doces no mercado fizeram com que a cultura entrasse em declínio. Atualmente, as lavouras com a fruta estão presentes em apenas 55 hectares, com uma produção de 350 toneladas/ano.

“Esse trabalho é para resgatar a cultura. Percebemos que o mercado mudou. As pessoas estão procurando novamente os doces caseiros, provenientes das agroindústrias familiares”, afirma Deny Sanábio.

Fonte: Agência Minas

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Marcelo Morais quer disputar presidência da AMM

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O prefeito de São Sebastião do Paraíso, Marcelo Morais (PSD), sacudiu o cenário político ao anunciar, nesta semana, que está articulando sua candidatura à presidência da Associação Mineira de Municípios (AMM). A declaração veio após um grupo de prefeitos do sudoeste de Minas Gerais manifestar indignação com a constante falta de atenção dada à região nas decisões e composições

Para Morais, essa iniciativa marca um passo decisivo rumo ao protagonismo das associações AMEG, AMOG e ALAGO no contexto estadual, representando 66 municípios e mais de 1,4 milhão de habitantes. “Chega de sermos ignorados pelo Estado quando o assunto é representatividade, seja na AMM, na CNM, no SAMU ou em qualquer outro espaço estratégico. Nossa região não pode mais ficar à margem das decisões que impactam diretamente nossas cidades”, destacou com firmeza.

O posicionamento firme de Marcelo Morais ecoa entre os prefeitos do sudoeste mineiro, que já iniciou as estratégias articuladas para fortalecer a representatividade da região nas eleições da Associação Mineira de Municípios (AMM), previstas para março deste ano.

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